Os 5 melhores álbuns nacionais de 2021 – até agora

Várias novidades embalaram o mundo da música nacional em 2021. Acompanhe a nossa lista de 5 melhores álbuns nacionais deste semestre!

Por em 1 de julho de 2021

Este ano não mudou muito do que já vivemos em 2020, mas pelo menos está mais otimista. Para o mundo da música nacional, novidade é o que não faltou. Para celebrar e relembrarmos dos melhores discos lançados até aqui, o Tracklist listou os 5 melhores álbuns nacionais de 2021… até o momento. Vem com a gente!

Por Lucas Ribeiro e Manuela Sant’Ana

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Confira os 5 melhores álbuns nacionais de 2021… até agora!

5º – “FÚRIA PT1” – Urias

A primeira parte do novo álbum da Urias, “FÚRIA”, já mostrou a que veio. Com o sucesso que antecedeu os singles anteriores já lançados, mais as três faixas inéditas, a cantora mantém seus gêneros musicais ao R&B e hip hop com batidas marcantes e firmes.

O trabalho traduz sentimentos de ira, força e agressividade. “Fúria é disco sobre mim e sobre o outro. É sobre a relação que a sociedade tem com o corpo, o sexo e a figura da mulher. Tem ira, mas também tem mansidão”, explica Urias.

Com uma mistura de intensas emoções, a artista entrega um EP poderoso contra questões importantes, como em “Racha”, que é a fúria quando subestimam um corpo trans, ou em “Cadela”, que aborda a fúria de ser diminuída por ser mulher. “É um produto musical que conecta áudio, vídeo e desejos pessoais”, explica.


4º – “Os Amantes” – Os Amantes

Em novo projeto, Jaloo se junta aos meninos do Strobo, formando o grupo Os Amantes. O álbum é carregado de produções com a cara do Pará, principalmente com a guitarrada e o brega. O conjunto mostra a criatividade em fazer música pop brasileira de forma tão orgânica, algo que Jaloo sempre executou muito bem, com refrãos chicletes e divertidos.

Além de passear por outros gêneros, como o rock em “BYE!” e melodias a la João Gilberto em “Colchão”, o álbum é um compilado de momentos solares, com produções efusivas e ecléticas. É o tipo de repertório que deve brilhar ainda mais nos shows ao vivo e que facilmente poderia tocar nas rádios, já que é a cara do verão brasileiro. 


3º – “NU” – Djonga

Com parceria do Coyote Beatz e outros artistas, o quinto álbum do rapper mineiro Djonga veio carregado de sentimento e letras pesadas. Usando e abusando de temas mais pessoais, como uma confissão própria – quase que um desabafo –, o cantor ainda reforça o cenário estruturalmente racista do País.

Lançado em meio a pandemia, tradicionalmente no dia 13 de março, “NU” não esconde angústias e críticas a realidade, o que afeta a maioria das letras das suas canções inéditas. Isso, combinado à capa em que o cantor oferece sua própria cabeça em uma bandeja, transforma o álbum em um poderoso trabalho.


2º – “Batidão Tropical” – Pabllo Vittar

Referenciando as suas origens do Pará e Maranhão, em “Batidão Tropical”, Pabllo Vittar vai contra qualquer expectativa que a indústria possa ter criado sobre a artista, em seu quarto álbum de estúdio. Deixando de lado o que está “bombando” no TikTok ou nas rádios do Brasil e do mundo, Pabllo apostou em um repertório que carrega todas as suas memórias afetivas da infância, ao produzir um disco repleto de tecnobrega e forró.

Foto: Divulgação

Com apenas 3 faixas inéditas, o restante da tracklist são releituras de clássicos da Companhia do Calypso, Banda da Loirinha, Banda Magníficos e Banda Ravelly. Tudo nessa era exala a cultura nortista e nordestina, com aquele toque nostálgico dos anos 2000: a estética dos clipes, os gritinhos característicos do tecnobrega paraense, em “Apaixonada” e, é claro, o instrumental de banda pronto para os shows ao vivo. 

Pabllo Vittar deixou de ser aquela criança que dançava na frente da TV com as coreografias de Mylla Karvalho, para agora ser um dos maiores nomes da música nacional e subir no palco para milhares de pessoas, agora com o seu próprio balé e coreografias. Homenageando e exaltando orgulho de suas origens, a cantora usa da sua grande plataforma (afinal, é a drag queen mais seguida no Instagram) para apresentar ao mundo a riqueza da cultura nortista e nordestina, que sempre esteve presente em cada passo de sua carreira. Por essas e outras, “Batidão Tropical” é um dos melhores álbuns nacionais de 2021.


1º – “Te amo Lá Fora” – Duda Beat

Após o aclamado “Sinto Muito” (2017), Duda Beat não teve pressa em se dedicar na construção do seu novo disco, “Te Amo Lá Fora”. Amadurecendo musicalmente, a cantora pernambucana ainda narra as suas desilusões amorosas, só que agora com um olhar mais maduro, de compreensão e até superação de suas antigas relações.

Por exemplo, é possível observar nos versos de “Meu Pisêro”: “Pra mim tá tudo perdoado/ Ninguém é obrigado a me amar assim/ Morri, eu fiquei aos pedaços/ Mas tu não é culpado de não me amar assim”.

Durante o álbum, Duda Beat se firma como uma excelente compositora, ao retratar situações corriqueiras do dia-a-dia e transformá-los em grandes refrãos pop, com a cara do Brasil. O álbum passa por várias referências musicais da cantora, como a pisadinha, r&b, pop, trap, axé, maracatu e até uma pitada de house (“Tocar Você”).

Musicalmente, toda essa mistura de gêneros funciona muito bem graças à dupla de produtores Lux & Tróia, que lapidaram brilhantemente o repertório, com saídas que fogem do óbvio, traduzindo a sintonia que a dupla tem com a artista e o amadurecimento que o disco necessitava.

No final, o disco mostra que Duda Beat está longe de se tornar um sucesso momentâneo, provando a longevidade e consistência da sua carreira, que ainda promete dar saltos ainda maiores nos projetos futuros. Um dos discos mais criativos do ano até agora mostra como o pop nacional se consolida ainda mais como uma cena musical rica de referências e qualidade.


O que achou da lista? Concorda com a seleção dos melhores álbuns nacionais de 2021 até agora? Comente e acompanhe essa e as outras listas nas nossas redes sociais, e veja o restante do nosso especial do semestre:


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