18 de abril de 2017 por karen Costa.

O Paramore está sim preparando o lançamento de algo. Depois de atualizar suas redes sociais no fim de semana com icons e capas misteriosas, o grupo mudou seus ícones por uma foto incompleta e modificou sua foto em aplicativos de stream como o Apple Music (veja imagens abaixo). Enquanto estes mistérios são revelados aos poucos, resolvemos listar o que esperar do quinto álbum da banda americana.

                         

  1. Amadurecimento e (por que não?) renascimento

O Paramore passou por grandes coisas nos últimos anos. Após a saída dos irmãos Josh e Zac Farro em 2010, a banda encontrou razões para continuar e lançou, em 2013, seu aclamado álbum autointitulado. A partir daí, vieram turnês bem sucedidas pelo mundo (com duas passagens pelo Brasil – 2013 e 2014), certificados, prêmios (inclusive seu primeiro Grammy Awards – Melhor Canção de Rock em 2015, por “Ain’t It Fun”) e, então, uma nova ruptura – o baixista Jeremy Davis deixou o trio em  2015, e logo algo que parecia amigável ganhou contornos judiciais quando uma notícia vazou que a banda e músico disputavam royalties no tribunal.

Dessas experiências, o Paramore terá bastante inspiração – sem dúvida, as lyrics das novas canções falarão dos momentos bons e dos difíceis, e de toda a carga emocional que vieram com eles. Mais do que isso: as faixas falarão sobre renascimento.

O quinto álbum da banda será também seu quinto álbum com uma formação diferente daquela que lançou o disco anterior. Quando realizaram o Parahoy 2, seu cruzeiro, em março de 2016, a então dupla Hayley Williams e Taylor York contou que tinha pensado seriamente em desistir, mas que ver o apoio dos fãs na internet e ali, quando lotaram seu navio para quatro dias de diversão, dava a eles forças para continuar. Renascimento.

2. Baterias marcantes

Se há algo que fez falta aos fãs no álbum Paramore (mesmo que adorado pela maioria) foram as linhas de bateria de Zac Farro. O músico, que havia gravado os três discos anteriores do grupo (All We Know Is Falling, Riot! e Brand New Eyes) foi substituído naquele disco por Ilan Rubin, e acabou não demonstrando sua energia em canções como “Fast In My Car” ou “Now”. E mesmo que Rubin não tenha deixado nada a desejar, a falta do compasso forte de Farro foi um silêncio àqueles que já acompanhavam a banda. Mas no 5more (como o novo disco tem sido chamado pelos fãs), Zac está de volta – com sua bateria, e mais do que nunca antes, na composição – o músico praticou seu lado compositor com sua banda HalfNoise, lançada após 2010, e entrevistas recentes da vocalista Williams revelaram a forte influência do baterista e da HalfNoise nas letras das canções.

3. Um pouco mais de amor

O Paramore nunca escreveu muito sobre relações amorosas de uma forma positiva. Elas sempre foram um tema – em “Emergency” (All We Know Is Falling, 2005), Hayley Williams falava sobre a separação dos pais, e em “Decoy” (The Final Riot!, 2008) ela entoa versos como “esquecendo o amor, porque o amor me esqueceu”. Mas até 2009, com ” The Only Exception” (Brand New Eyes), Williams não acreditava no amor, e “havia prometido não cantar sobre ele se esse sentimento não existisse”, como conta na canção. De lá para cá, porém, a vocalista e principal compositora do grupo passou a acreditá-lo: ela hoje é casada com Chad Gilbert, inspiração para TOE, e escrever sobre o tema tornou-se mais fácil. No Paramore, pudemos ouvir músicas como “Still Into You” e “Proof”, declarações de amor por completo, e por mais que os títulos vazados das novas canções não sugiram exatamente esta temática, ela estará lá para os corações apaixonados.

4. Um não gênero

O mistério que a banda americana vem fazendo não é recente. Enquanto gravava o material que está prestes a lançar, o grupo atualizou as descrições de suas redes sociais para “Quem é Paramore?” (na conta @Paramore, no Instagram) e “Banda de gênero neutro” (na conta @yelyahwilliams, de Hayley Williams, no Instagram), indicando uma despreocupação da banda em encaixar-se em apenas um estilo musical (o que vinha acontecendo até então, intitulando-os como punk, pop punk, alternativo, rock ou pop). Uma mistura de sons e influências estará presente no novo disco – então não se surpreenda se linhas de folk, ou quem sabe rap, aparecerem entre os versos do 5more.

5. A destreza vocal de Williams

O alcance de voz de Hayley Williams não é um segredo: ela se dá bem em notas graves e agudas no estúdio, nas apresentações à milhares de fãs em shows, e em acústicos, com novas versões de suas músicas e covers. Mas ao longo do tempo, a destreza de Williams como cantora só aumentou: ela se arriscou por um gênero ainda inexplorado (o eletrônico, com “Stay The Night”, parceria com Zedd,  e em um dueto com a CHVRCHES). “Bury It”, lançada numa versão estendida do disco Every Open Eye (Extended Edition) (CHVRCHES, 2016), ganhou inclusive uma apresentação no Bonnaroo Festival, e Hayley fez arrepiar com sua entrada no segundo verso. Recentemente ela cantou também com seu colega de banda Zac Farro, num EP da HalfNoise. As músicas que Hayley mais ama são sempre as do Paramore, e ela com certeza não irá decepcionar na missão de emocionar, e impressionar, os fãs do grupo.

 

E você, o que espera do quinto álbum do Paramore?

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