10 de janeiro de 2020 por Larissa Rhouse Santos Silva.

Em uma época em que os relacionamentos virtuais estão substituindo a conexão “cara-a-cara” falar sobre o assunto é abrir margens para várias análises. Assim, o Echosmith explorou as várias faces do tema para lançar o álbum “Lonely Generation”. Disponibilizado nesta sexta-feira (10), a produção sucede o aclamado disco “Talking Dreams” (2013), que introduziu hits como “Cool Kids” e “Bright”.

Ouça:

“Lonely Generation”

Exalando honestidade, o lançamento do “Lonely Generation” colocou o trio norte-americano em um novo patamar. Apesar de navegar entre o indie rock do Foster The People e o pop punk do Paramore, o álbum destaca-se por sua originalidade e personalização. Para isso, o Echosmith optou por gravá-lo em um estúdio doméstico, investindo em instrumentos acústicos e sintetizadores analógicos.

O afastamento das novas tecnologias em seu processo criativo traduziu o que o trio buscou passar com as canções. As 12 faixas presentes no álbum, em suma, mostram como as pessoas estão colocando a internet acima da “vida real”. O Echosmith buscou, ainda, abordar alguns temas de relevância na atualidade, como depressão e ansiedade.

Nesse ínterim, é válido destacar que “Lonely Generation” marca o primeiro lançamento independente do grupo. Assim sendo, o álbum apresenta o selo “Echosmith Music”, gravadora criada em 2018 com o apoio da Warner/ADA.

Echosmith investe em um álbum visual

Além de usufruir de uma maior liberdade criativa, lançar um álbum independente abriu novas portas para o Echosmith. Entre elas, a chance de criar uma produção visual, podendo, por fim, disponibilizar clipes para todas as faixas.

Em entrevista recente a revista American Songwriter, a vocalista Sydney Sierota revelou que esse era um desejo antigo do trio:  

“Nós sempre sonhamos em fazer um vídeo para cada música. Você precisa encontrar o diretor certo para estar com você, porque é um processo meio louco. Você pode fazer três vídeos com uma certa quantia de dinheiro ou pode encontrar alguém que você ama e é apaixonado por esse projeto e ver se ele aceita fazer os 12 vídeos”, explicou a cantora.

A escolha, por sua vez, foi o diretor Danny Drysdale, famoso por produzir os clipes do The Killers.

“Quando o Echosmith me procurou pela primeira vez para ver se eu consideraria dirigir um vídeo para cada música do novo álbum, fascinado, pedi para ouvir a música primeiro”, comentou o diretor em comunicado à imprensa. “Quando entramos no set das filmagens e da criatividade, foi um milagre descobrir que vemos o mundo de muitas maneiras coloridas, legais, absurdas e bonitas (…) eu tenho que dizer que trabalhar com essa banda foi um dos meus projetos favoritos”.

Confira, a seguir, alguns vídeos já disponibilizados:

Leia também: Confira a participação do Echosmith no “Live From The Artists Den”

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