Entrevista: McFly fala sobre novo álbum, relação com o Brasil e mais

O McFly existe como banda há mais de uma década. Sim, estamos velhos. Nesta mais de […]

Por em 13 de novembro de 2020

O McFly existe como banda há mais de uma década. Sim, estamos velhos. Nesta mais de uma década, foram 10 álbuns e muitos nervosos passados pela fanbase, que, a cada vez que esperava um novo álbum, recebia um greatest hits ou um ao vivo novo. Sinceramente falando, até o ano passado eu jurava que a banda nunca mais voltaria e que cada um seguiria com sua vida e família. Menos o Dougie, que ainda é jovem.

Isso mudou no ano passado, quando a banda anunciou a volta com música nova semanalmente, que daria nascimento ao “The Lost Songs”. Foram músicas que foram escritas logo após o “Above The Noise”, mas, que acabaram engavetadas. O “The Lost Songs” daria início também à uma turnê pelo Brasil, que, infelizmente, o corona vírus acabou interrompendo.

Seria a grande volta do McFly ao país após 8 anos desde a última vinda, passando inclusive por mais cidades além do eixo Rio-São Paulo. Mas não rolou.

Young Dumb Thrills

Olhando pelo lado bom, a banda começou a lançar músicas com ar de novidade, que daria origem ao “Young Dumb Thrills”, álbum que hoje é lançado. Rolou até uma versão especial brasileira anunciada pela própria McFly! (você pode adquirir aqui).

Além disso, o primeiro single lançado, “Happiness”, foi inspirada por nossa música e tem sample da música “Bela e a Fera”, do grupo Nonato e Seu Conjunto, do ano de 1978. Incrível.

Leia também: McFly marca o início da nova era com “Happiness”

Como Harry, Dougie, Danny e Tom chegaram nessa música é assunto da entrevista deles para nós do Tracklist. Na conversa que tivemos através do Zoom, eles falam também sobre a quarentena, inspirações do novo álbum e até mesmo a recente aparição do Dougie em uma live do Lucas da Fresno.

Somente Tom não esteve presente, já que, sua esposa está em um reality show e ele teve que ficar cuidando dos seus filhos. É, o McFly está mais família que nunca e começou confirmando por aí. E tudo bem. O tempo passa, as coisas mudam (but McFly is here forever). Sem mais delongas, leia abaixo o bate papo que fizemos!

Primeiro, queria agradecer por falar com a gente. Sou uma grande fã, então é um grande prazer e meio que to tremendo tanto por fora quanto por dentro. 

Danny: Obrigada. De nada. (falando em português) Esse é o seu “de nada?” (ainda em português).

Sim! Como vocês estão?

Dougie: Ótimos!

Danny: Tudo bem! (em português)

Sobre o novo álbum, escutei ontem e gostei muito! Meio que fiquei chocada que ele pega um pouco de cada parte de cada fase de sonoridade da carreira de vocês. Como foi esse processo de fazer o álbum? Ele foi gravado nesse ano ou vocês já tinham ele “na manga”?

Dougie: A maior parte dele foi feita neste ano. Tiveram algumas ideias que tivemos alguns anos atrás, mas começamos a fazer mesmo neste ano em janeiro. Foi antes do COVID e do lockdown, então… E foi incrível, foi uma das gravações e sessões de escrever letras mais cabeça aberta e divertidas que tive.

Danny: Foi a vez que mais parecíamos livres no estúdio. 

Vocês tiveram bastante sorte, porque começaram a gravar antes do COVID, então vocês realmente tiveram tempo.

Danny: Eu sei!

Dougie: Era quando a gente ainda podia lamber a cara de estranhos!

Sim, eu sinto falta disso!

Dougie, Danny e Harry: Risos

Eu li que “Happiness” foi inspirada pela música brasileira e que tem um sample de uma música brasileira nela. Me contem mais sobre isso!

Danny: Essa canção foi a que dançamos pelo estúdio e com tantos fãs no Brasil, nunca tínhamos de fato dado mais atenção a isso. E sinto que o sample surgiu com o Rat Boy. Ele falou pra gente “tenho alguns samples brasileiros”, e eu fiquei, “por que não usamos uma delas?”. Fizemos uma música pra dançar, então pelo menos tinha que ter uma sample de música brasileira, sabe?

Dougie: Originalmente teríamos que ter que dar uma pausa nas gravações e fazer a turnê do Brasil. E no fundo das nossas cabeças estava meio “nós não vamos ao Brasil tem tanto tempo”. Todos nós amamos demais o Brasil e vocês tem sido a melhor fanbase. Então meio que foi algo pra meio que recompensar o Brasil por não termos ido. Talvez ainda iremos, ainda não sabemos! É uma homenagem aos fãs brasileiros.

Que legal! Eu fiquei muito animada porque vocês fizeram a versão brasileira do álbum e os outros países não tiveram isso.

Harry: É… não queremos fazer disso uma competição, somos muito gratos por cada fã, independente de onde no mundo ele esteja. Fizemos uma coisa recentemente, com os fãs brasileiros, onde eles poderiam estar na capa do álbum, o que é incrível. Tentamos fazer isso animador e então você vê as pessoas que não entraram nisso e ficaram putas com a gente porque não foram escolhidos. É muito difícil. Você não consegue agradar a todos. Mas nossa mensagem maior é que somos muito gratos por todos os fãs no mundo inteiro.

Contem me mais sobre as inspirações para o álbum! As coisas que vocês estavam escutando, vivendo…

Danny: Tem muita coisa!

Dougie: Eu concordo. Todo dia era uma referência diferente e poderia ser literalmente qualquer coisa, desde influências originais como os Beach Boys, até a canções obscuras de R&B dos anos 90. Queríamos experimentar e replicar os sons. Realmente foi meio que referências por todo o lado, mas foi divertido.

Danny: É, porque acho que tem todo um espectro musical que podemos ser influenciados. Seja isso um som ou uma letra ou um conceito ou o que quer que seja. Depois de não nos vermos por um tempo, todas essas influências voltaram. Não tínhamos conversado tanto sobre música por um bom tempo.

O último álbum que vocês lançaram com músicas exclusivas foi o “Above The Noise” em 2010. E nesse grande espaço de tempo muita coisa mudou. Vocês se casaram, tiveram filhos, entraram em novos projetos. Como isso influenciou e mudou a visão de vocês ao fazer música?

Harry: Bem, a forma que fazemos música… está sempre mudando. Do tipo, o Danny está mais para a produção desde que a banda começou. E ele está sempre deixando isso evoluir e mudar da forma que ele grava músicas. Isso tem um impacto na forma que gravamos. E sabe, por esses mais de 10 anos, tivemos essa parte que escrevemos músicas e gravamos elas como demos e elas ficaram presas. Elas ficaram boas e não sabíamos o que fazer, porque não foram oficialmente músicas produzidas, sabe?

Então dessa vez ao ir no estúdio e gravar enquanto escrevemos, não ficamos presos naquele processo. O Danny estava responsável por essa parte da produção e então pudemos capturar aquela mágica enquanto as canções estavam sendo escritas e gravá-las ao mesmo tempo. É algo que aprendemos com o tempo e colocamos em prática nesse álbum pela primeira vez.

A Inglaterra está em lockdown de novo. Quais foram os efeitos dela para vocês e o que vocês tem feito?

Dougie: Foi horrível. Quero dizer, foi necessário mas… 2020 iria ser grande pra gente. O álbum, a turnê… então foi uma coisa pesada pra gente. Foi um grande estraga prazer. Mas eu fiquei muito bom no Mario Kart, foi o lado positivo. Tem sempre um lado bom. Ainda não fiquei bom no Call of Duty e no Valorant, mas, é, fiquei muito bom no vídeo game.

Eu estava muito animada para o show no Brasil. Iria ser o meu primeiro show do McFly da vida, estava fazendo a contagem regressiva, e aí o lockdown começou. O que podemos esperar da turne quando vocês puderem começá-la? Vocês já começaram a pensar em algo?

Harry: Eu odeio parecer pior para você, mas tínhamos planos para a turnê brasileira. Tínhamos essa setlist escrita e preparada para tocarmos, e literalmente 3 ou 4 dias antes de viajarmos, fomos avisados que foi cancelado.

Os planos mudaram agora, porque era pra termos entrado em turnê antes do “Young Dumb Thrills” sair. Agora, quando entrarmos em turnê, vamos incluir vários materiais desse álbum. Então a setlist e essas coisas vão mudar. Mas a boa noticia é que teremos que voltar de novo. Temos muita turnê pra botar em dia, então, assim que formos permitidos a voltar a fazer shows, voltaremos.

Agora essa pergunta vai pro Dougie! Esses dias eu estava no Twitter e então alguém disse que você tava na live do Lucas da Fresno. E eu entrei e fiquei “meu Deus o que que tá rolando aqui”. Como isso aconteceu? Você já conhecia a banda?

Dougie: Eu já conhecia a banda. Não era amigo deles, mas alguém me disse “você tem que conferir…- porque eu também faço Twitch – porque eles são muito bons nos visuais” e eu fiquei “ah, vou dar uma olhada!” E nesse stream ele estava fazendo covers, tipo um karaokê com os fãs. Eu estava na sala e falei algumas coisas, e então todo mundo do chat ficou “o Dougie do McFly tá aqui!”. E aí ele viu. Aí ele entrou em contato comigo e antes que eu soubesse eu estava na stream. E estávamos conversando e falando o quão legal seria colaborar um dia!

Eu espero muito que isso aconteça, seria muito legal!

Dougie: Eu sei! Porque nós dois estávamos falando das bandas que gostamos e mesmo que seja só uma coisa divertida que faremos por Twitch, tipo enviar um ao outro arquivos… mas queremos chegar em um ponto! Eles são muito legais.

Fiquem ligados em nossas redes sociais para vídeos de trechos da entrevista!


Deixe um comentário

Seja o primeiro a comentar!