O dia mais aguardado do Lollapalooza Brasil 2018 era sim o último e já podemos afirmar que foi o melhor. Algumas das atrações mais pedidas de todos os tempos para o festival finalmente tiveram espaço para seus grandes shows que invadiram o Lolla durante o dia e à noite. Dentre elas, Milky Chance, The Neighbourhood, Khalid, Lana Del Rey e The Killers.

Acompanhe os detalhes do que rolou neste domingo (25):

PALCO BUDWEISER

THE KILLERS

O último headliner do Lollapalooza Brasil 2018 fez uma bela apresentação, repleta de sucessos, interação e emoção. A banda de Las Vegas passeou pela sua discografia, cantando desde sucessos de seu álbum mais recente, “Wonderful Wonderful” (2017), até o seu aclamado disco de estreia, “Hot Fuss” (2003).

Teve até participação especial no palco: a baterista da banda brasileira Scracho, Dedé, assumiu as baquetas na faixa “For Reasons Unknown”. Hits como “Human”, “Somebody Told Me” e “Mr. Brightside” foram entoados com empolgação por um público apaixonado por uma das principais bandas de rock alternativo.

O ponto alto da noite foi a apresentação de “All These Things That I’ve Done”, cujo trecho “I’ve got a soul / but I’m not a soldier” foi cantado sozinho pelo público por um considerável tempo – e a faixa teve até a presença especial de Liam Gallagher. O vocalista Brandon Flowers, conhecido por sua simpatia e alto astral, declarou por diversas vezes seu amor pelo Brasil e foi prontamente retribuído. Flowers, inclusive, mencionou que a última vez da banda no país foi em 2013 – também no Lollapalooza – e disse que “não vai demorar mais 5 anos pra voltar”. Nós esperamos mesmo!

LIAM GALLAGHER

Liam Gallagher fez jus à conhecida pontualidade britânica e começou o show, que foi focado em seu álbum solo “As We Were”. As musicas, não muito conhecidas pelo grande público, chamaram atenção da galera, mas não tem jeito: são as musicas do Oasis que ficaram marcadas na carreira de Liam (e de seu irmão Noel).

Foto: MROSSI

“Morning Glory”, “Some Might Say”, “Supersonic” e “Live Forever” foram bastante entoadas, assim como, obviamente, “Wonderwall” – cujos dois primeiros refrões foram cantados apenas pelo público. No mais, foi um show redondo, mostrando um simpático Liam com bastante energia, agradecendo e se desculpando com o público brasileiro por ter cancelado a sua apresentação solo em São Paulo. Depois de um show desses, tá perdoadissimo!

THE NEIGHBOURHOOD

Apesar de contar com uma enorme massa de fãs pelo Brasil, o The Neighbourhood ainda não havia visitado o país até essa semana. A espera não poderia ter valido mais a pena: depois de um show arrebatador no Cine Joia, a banda californiana contou com uma multidão gigantesca no Palco Budweiser na tarde deste domingo para uma das apresentações mais cantadas e inspiradas do festival.

Foto: Denis Ono/MROSSI

Jesse Rutherford e companhia não viram ao menos uma das faixas da setlist não serem entoadas aos pulmões pelo público, que acompanhava o grupo a cada verso. Em meio a faixas de seu recém-lançado disco homônimo, o quinteto enfileirou alguns dos grandes sucessos de sua carreira, como “Afraid”, “Daddy Issues”, “Sweater Weather” e “R.I.P. 2 My Youth” – que encerrou o concerto para uma audiência inteiramente entregue. Já queremos mais.

MILKY CHANCE

O Milky Chance conseguiu levantar uma das audiências mais animadas do festival. O grupo alemão se apresentou às 14:10 no Palco Budweiser sob um sol intenso, mas com uma multidão que aguardava ansiosamente pela dupla. Não deu outra: os músicos conseguiram deixar a plateia cantando e dançando a todas as músicas da setlist.

Foto: Camila Cara/MROSSI

Com verdadeiros hinos como “Stolen Dance”, “Blossom” e “Cocoon” e também faixas não tão conhecidas pelo grande público, o Milky Chance conseguiu conquistar seu público, mostrando-se bastante surpreso e feliz pelo tamanho do público – bastante expressivo pelo horário.


PALCO ONIX

LANA DEL REY

Lana Del Rey não precisava de muito para satisfazer a um público sedento pelo seu retorno, mas ainda assim foi além. Depois de cinco longos anos, a cantora finalmente voltou a se apresentar em território brasileiro diante de uma das plateias mais apaixonadas de sua carreira, rendendo uma apresentação monumental e inesquecível a todos os seus fãs.

A californiana se emocionou e emocionou diversas vezes durante uma hora e meia de show, passando por todos os momentos de sua carreira. Desde os primeiros versos de “13 Beaches” e “Cherry”, faixas de seu último álbum de estúdio, “Lust For Life”, abraçadas pelos seguidores como algumas das mais bem-recebidas; até sucessos estrondosos como “Born To Die” e “Blue Jeans”, Lana encantou a multidão que envolvia o Palco Onix em um uníssono e testemunhava performances para se guardar na memória por muito tempo.

Foto: Camila Cara/MROSSI

Aliás, momentos memoráveis não foram o que faltaram ao longo da apresentação. A cantora abusou de seu carisma com o público, recolhendo vários presentes dos fãs e chegando a dar um selinho em um deles. Ao final do show, ainda alfinetou os processos de plágio por “Get Free”, tocada em meio a vários pedidos da plateia, e “Summertime Sadness”, que encerrou uma das noites mais emblemáticas do Lollapalooza.

KHALID

Como não poderia deixar de ser, Khalid esbanjou muito carisma em sua primeira apresentação em solo brasileiro. O cantor performou em frente aos mais diferentes públicos no Palco Onix e deixou grandes impressões com seu R&B contemporâneo em uma apresentação construída acerca de seu bem-recebido trabalho de estreia, “American Teen”.

Foto: Camila Cara/MROSSI

O americano se dirigia frequentemente à plateia, chegando a receber presentes das mãos dos fãs durante as músicas – incluindo um bicho de pelúcia e um óculos. Não foi apenas de sua simpatia, entretanto, que o show se resumiu: apesar de muitas vezes frear o clima com canções mais lentas e não tão conhecidas, sobrou espaço para hits como “Silence”, de Marshemello, “Location” e “Young Dumb & Broke”, todas performadas com intensidade. Para uma primeira vez no Brasil tão hospitaleira, já temos certeza que Khalid retornará em breve.

METRONOMY

O Metronomy enfrentava dois grandes desafios em particular ao subir no Palco Onix neste domingo: enfrentar o forte calor de uma tarde ensolarada e conquistar um público não muito habituado à sua sonoridade. Apesar de pouco cativar a maioria da plateia presente, não devemos desconsiderar o esforço do grupo em levar seu ritmo dançante para a audiência.

Fonte: Camila Cara/MROSSI

A apresentação da banda foi direta do início ao fim, sem quaisquer pausas e várias transições entre uma faixa e outra. O vocalista Joseph Mount ainda chegou a confessar seu amor por São Paulo, voltando-se à capital paulista como “a cidade mais linda do mundo” e agradecendo a oportunidade de performar em “uma das pistas mais difíceis da Fórmula 1”.

SOFI TUKKER

O duo de música eletrônica Sofi Tukker fez uma apresentação animada no Palco Onix. Animados e empolgados com o público brasileiro, eles declararam seu amor ao país e não deixaram ninguém parado. O destaque, claro, ficou pra música “Drinkee”, a mais conhecida da dupla – cuja letra é em português. O conhecido refrão “Com deus me deito / com deus me levanto / Comigo eu calo / comigo eu canto / Eu bato um papo / eu bato um ponto / Eu tomo um drinque / eu fico tonto” foi entoado diversas vezes no palco e na plateia e prometeu o que cumpria: um show alegre e divertido.

Foto: Camila Cara/MROSSI

 


PALCO AXE

WIZ KHALIFA

Para quem buscava uma alternativa ao rock sintético do The Killers, Wiz Khalifa foi o principal acolhedor. O californiano foi um dos principais nomes do hip-hop a se apresentarem no festival, levando as raízes da costa oeste americana a um show de encerramento bastante descontraído do Palco Axe.

Foto: Mila Maluhy/MROSSI

O rapper demonstrou muita personalidade diante da plateia e performou alguns dos grandes sucessos de sua carreira, como “Young, Wild & Free”, “Black And Yellow” e “See You Again” – todos acompanhados fortemente pelas vozes do público. O americano até levou um balão em forma de baseado ao palco, mostrando desde cedo seu estilo despojado de se apresentar (e que não deixou de agradar).

 

 

TROPKILLAZ

Ao longo dos últimos anos, o Tropkillaz tem discretamente conquistado seu próprio espaço na cena musical brasileira produzindo hits ao lado de grandes nomes do funk. O sucesso gradativo do conjunto o levou a se apresentar diante de um público considerável no Palco Axe do Lollapalooza, levando os fãs à agitação.

Foto: MROSSI

A dupla formada por André Laudz, ex-integrante do Planet Hemp, e Zegon organizaram um verdadeiro baile ao público presente no Palco Axe, reunindo fãs de diversas atrações como a principal alternativa ao The Neighbourhood. Para isso, os DJs contaram com a colaboração do grupo Heavy Baile para levantar a plateia e sucessos certeiros do funk, incluindo a embalada “Vai Malandra”, introduzida por um vídeo gravado pela própria Anitta especialmente para o show e apresentada por MC Zaac. A combinação, assim como foi visto (e dançado), não poderia ter sido melhor.

TIÊ

Uma das artistas nacionais mas aguardadas para o Lollapalooza desse ano, Tiê arrastou um bom público para um dos primeiros concertos do dia no Palco Axe e realizou uma das apresentações mais amáveis entre as atrações brasileiras do festival.

Foto: Mila Maluhy/MROSSI

A cantora concentrou o repertório em seu mais recente trabalho de estúdio, “Gaya”, e performou sucessos como “A Noite” e “Isqueiro Azul” por um palco especialmente decorado – e quando não passeava por ele, animava-se perto das grades que dividiam o público do show, como em “Depois de um Dia de Sonho”. Ainda sobrou (e muito) espaço para a paulistana levar a luta pelo feminismo e os direitos LGBT à tona durante a faixa de encerramento, “Pra Amora”, enquanto o telão destacava um dos trechos da música: “Seja o que quiser. Respeite o que é seu”. A mensagem não poderia ter sido melhor recebida.

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