9 de junho de 2017 por karen Costa.

Alguns podem dizer que são simples coincidências. Outros, intrigas entre fãs. A questão é que, na verdade, a rixa entre Taylor Swift e Katy Perry está durando mais do que deveria, e rendendo péssimos resultados.

Para os por fora do assunto, a disputa entre Katy e Taylor é de 2013. Na época, Katy Perry estava planejando uma nova turnê, enquanto Taylor viajava o mundo com uma série de shows do álbum Red.

Amiga de alguns dançarinos de Taylor, Perry queria três deles em sua futura tour – segundo a cantora, na verdade foram eles que fizeram o pedido.

Eis que no meio da tour de Taylor, estes três dançarinos utilizaram-se de uma cláusula de seus contrato, que previa esta saída, e foram se juntar a Perry.

Deste episódio resultaram uma música, supostas faixas em resposta e alfinetadas nas redes sociais.

A disputa chegou ao conhecimento do público em 2014, quando Swift lançou seu aclamado disco 1989. Na tracklist do material, destacou-se “Bad Blood”, que a cantora revelou ser sobre uma colega de indústria ao invés de um antigo amor, como costuma escrever.

Versos como “Você fez um corte profundo / E querida, agora temos uma rixa, hey” e “Eu achava que você era confiável / Você tinha mesmo que arruinar o que brilhava?”fazem parte da faixa . Desta até então suposta disputa, já que a americana não tinha citado nomes, Taylor “tirou proveito” também num videoclipe, lançado durante a cerimônia do Billboard Music Awards 2015.

Pelo histórico relatado para a música, os fãs das duas artistas começaram a esperar uma resposta de Katy. A cada novo single da cantora, milhares de teorias eram criadas – a mais recente diz respeito à “Swish Swish”, que Perry fez questão de desmentir.

OK, sem música. Mas isso não significa que Katy ficou calada. Na época da polêmica entre Kanye West e Taylor – recapitulando rapidamente: Kanye lançou uma música em que chamava a ex-artista country de ” vadia”; Taylor se sentiu ofendida; Kanye disse que tinha pedido sua autorização; Taylor divulgou um texto e replicou durante a premiação do Grammy; Kim Kardashian, mulher de West, jogou na internet um áudio em que West havia comunicado à Taylor sobre a canção [o áudio não mostra, entretanto, se Kanye realmente falou do “vadia” à cantora] – Katy Perry postou em deu Twitter “Cuidado com a Regina George em pele de cordeiro”, citando a personagem do filme Meninas Malvadas, numa referência à Taylor – algo como “cuidado com esta pessoa horrível que se faz de boa moça”.

Nesta sexta, 09 de junho, esta novela ganhou mais um capítulo. Fora há anos do Spotify, Taylor Swift resolveu disponibilizar toda a sua discografia na plataforma exatamente no dia do lançamento do quarto álbum de Perry, Witness.

Coincidência? Aqui, a balança pende para o não. É apenas mais um episódio dessa série desastrosa que parece não ter fim.

Considerando que apenas Katy Perry falou abertamente sobre o assunto, conhecemos apenas um lado da história. É o suficiente, porém, para nos fazer pensar no porque essa disputa persiste, e porque ela já deu o que tinha para dar.

Por que a rixa persiste?

  • Por rancor

É um pouco difícil acreditar nessa hipótese, afinal só há adultos neste caso (vamos agir como adultos, meninas!). Ainda assim ela é possível, e a simples mágoa, dos dois lados, faz com que a cada dia novas ações e alfinetadas mantenham a chama dessa disputa queimando.

  • Porque gera buzz

Rixas geram likes, rixas entre mulheres mais ainda. Quantas vezes não buscamos o nome de Taylor ou Katy na internet, e as notícias eram exatamente sobre a desavença entre as duas? O videoclipe de “Bad Blood” ganhou views – hoje são mais de 1 bilhão de visualizações, afinal era “aquele vídeo para Katy Perry”-, as novas faixas de Katy eram investigadas como respostas. As reproduções no Spotify e outras visualizações agradecem.

Por que essa competição deve chegar ao fim?

  • Ela gera inimizades na música

A indústria musical é descrita por muitos como um mostro sedento das almas dos artistas (um pouco dramático, mas é real). Em sua maioria com foco em grandes vendas, as gravadoras exigem dos seus pupilos novos hits, novos trabalhos, uma série de shows insana e tudo mais que for possível. Compreendendo uns aos outros, estes artistas deviam se apoiar.

Com essa disputa, porém, o que acontece é o contrário. As duas estrelas pop não dão suporte uma à outra, outros cantores “escolhem um lado” para defender, e nada produtivo sai dessa situação.

A desavença dá margem também para o surgimento de outras, e a bola de neve só cresce.

  • A rixa se estende aos fãs

Eu me lembro de ter lido, na época do Rock In Rio 2015, uma matéria sobre a situação entre as americanas. Katy era atração do festival, e uma repórter resolver assistir à performance com uma camiseta que tinha o rosto de Taylor estampado. Foi o suficiente para o katycats criassem por ela aquele ódio momentâneo. Foi graças a uma fã mais “paz e amor” que outros mais exaltados não foram tirar satisfação por aquela “audácia”.

É incrível que situações assim aconteçam. E que elas se estendam é um pouco pior. Não é difícil encontrar um seguidor que ama Taylor e odeia Perry, ou vice-versa, exatamente pela desavença das duas. O pop perde, e os fãs, que poderiam aproveitar as ótimas faixas que as duas oferecem, também.

  • Ela vai contra a união necessária das mulheres

Katy e Taylor apoiam o feminismo. O movimento, que busca a igualdade entre homens e mulheres, visa também combater situações de violência e assédio contra elas. Para atingir estes objetivos, uma ação importante é a Sororidade (apoio mútuo entre as mulheres). Mas a rixa entre as americanas faz rir sobre esse suporte umas às outras.

Participando do quadro Carpool Karaokê recentemente, Katy disse estar disposta a por fim à desavença. Taylor não se pronunciou. Esperemos, porém, que isto chegue logo ao fim. Assim as duas poderão realmente colocar em voga temas importantes para as mulheres, ao invés de mais uma disputa sem sentido que enfraquece e estereotipa o gênero.

E você, o que acha dessa desavença entre Taylor Swift e Katy Perry?

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