Se o show do Asking Alexandria com o Blessthefall em São Paulo não deu sold out, acreditem, foi por muito pouco. A casa encheu não apenas o camarote, mas também cada perímetro da pista. Quem chegou cedo para garantir um bom lugar eram, em sua grande maioria, fãs que já haviam comprado o ingresso que dava direito ao meet and greet com ambas as bandas, oferecido para os 300 primeiros pagantes. Além disso, foram disponibilizados mais 150 pacotes vip apenas para encontro com o Asking Alexandria que compreenderiam o acesso livre à pista e ao camarote, camiseta exclusiva oficial, credencial, pôster autografado e foto individual com a banda.

Como informado nas redes sociais da produtora, a entrada para o encontro com as bandas seria realizada a partir das 15h30 para os Vips, às 16h30 para quem ganhou Meet&Greet automaticamente ao comprar o ingresso e às 18h para o público geral. Entretanto, o Asking Alexandria chegou com uma hora de atraso na casa de show e, portanto ambas as filas que teriam a chance de conhecê-los acabou por ser unificada e adentrar o Carioca Club em torno de 16h40.

A expectativa então era um atraso de pelo menos 45 minutos, tanto para entrada do público
quanto para a entrada do Blessthefall no palco. Surpreendentemente, não foi o que
aconteceu. O Meet&Greet acabou por volta de 18h15 e, na sequência, a casa começou a ser preenchida.

Seguindo fielmente o horário divulgado, Blessthefall deu início ao seu show às 19h, com abertura de “You Were a Crown But You’re No King” a sons de gritos que só o público brasileiro pode proporcionar e o vocalista Beau Bokan jogando água no público com uma de suas garrafinhas personalizadas escrito “BTF loves Brazil”.

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Sem parar para respirar, eles dão sequência ao show com “Youngbloods” e “Guys Like You
Make Us Look Bad” onde, ao levantar a bandeira brasileira, o vocalista enérgico leva os fãs à
loucura. O primeiro contato, então, é feito quando Beau vai até a lateral do palco e dar um high-five a alguns fãs que ali estão.

“2.0” e “What’s Left Of Me” são combinadas e antecedem “Walk On Water” do novo álbum da banda ,“To Those Left Behind”, lançado em setembro deste ano, que não deixou de ser cantada pelos fãs e incitou o público a abrir um circle pit para a apresentação da próxima música, “Up in Flames”, também do seu último álbum.

Chegando a metade do show, a pergunta levantada é “Vocês estão cansados?”, em português. Insatisfeito com a resposta do público em baixo tom, o questionamento é feito novamente e dessa vez a banda recebe a resposta que deseja. Depois, apresentam “To Hell and Back” procedida por “God Wears Gucci” e “See You On The
Outside”, onde o vocalista menciona que São Paulo está detonando, porém ele está sentindo falta de um high-five, desce do palco e cumprimenta todos que estão na grade.

Ao perguntar se todos estão se divertindo e exigir como resposta um bom e alto “Fuck yeah!”, Blessthefall toca sua penúltima música da noite, “Bottomfeeder” que dispensa comentários pela sua impecável apresentação.

Próximo ao encerramento do show, “Exodus” é iniciada após pedir para que todos pulassem freneticamente trazendo a sensação de um terremoto para o Carioca. Apresentando por fim “Hollow Bodies”, Beau decide ficar mais próximo do público e literalmente se joga aos que estão grudados à grade. Ao retornar para o palco, se despede dizendo “Eu te amo, eu te amo gente”. Com excelente apresentação e deixando saudades a partir deste momento, a banda sai de cena e as cortinas se fecham para o aguardo da tão esperada Asking Alexandria.

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Assim como a banda anterior, Asking Alexandria entra ao palco sem atrasos e como era de se esperar apresenta pela primeira vez no Brasil “I Won’t Give In”, música lançada após anúncio de que Denis Stoff seria o novo vocalista da banda com a saída de Danny.

O show teve continuidade com “Run Free” e “The Death of Me”, que conta com backing vocal do
querido Ben Bruce. A esse ponto, a forma como Denis passa a liderar a banda não é questionada e sim toma conta do público como se sempre estivesse presente na banda; a diferença é que não há como realizar comparações diretas entre os vocalistas, mas cada um tem o seu perfil tanto de cantar quanto de performar. Porém, Denis não se deixa ser intimidado com os brasileiros e mostra a que veio.

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“Closure”, uma das músicas preferidas dos fãs, levou a euforia de todos os presentes e mais uma vez o vocalista se mostrou eficiente ao adentrar o universo da música. Seguindo com o pedido de abertura de espaço entre a pista,“Breathless” dividiu a casa em dois lados e proporcionou um mosh pit no fundo.

Dispensando a interação com o público, “To the Stage” tomou conta do ambiente onde antes de iniciar a música eles pediram para que todos se abaixassem e com o início da batida da música pulassem o mais alto que pudessem.

Indagados se estavam prontos para mais uma música da nova era da banda, os fãs foram levantados ao som de “Undivided”. Mesmo aqueles que estavam sendo esmagados por horas na grade agora estavam pulando agitados, pois sabiam que o show estava próximo de se encerrar.

Como se não bastasse a exaltação proporcionada pelo simples tocar das músicas, Ben discursa sobre a primeira vinda da banda ao Brasil com a nova formação e pede para que todos possam saudar Denis. Ele foi ovacionado por pelo menos dois minutos ininterruptos e agradeceu em seguida. “Not the american average” seguiu com o show.

Surpresos com os fãs pelo coro “olê olê olê”, Denis diz que nós realmente somos agitados e barulhentos. “A Prophecy” antecede “If you can’t ride two horses at once… you should get out of the Circus” que, antes de ser tocada, é apresentada por Ben como “a última música da noite, até que eles saiam do palco e voltem para a realmente
última música”, em tom de brincadeira por ser um clichê essa ação dos músicos quanto ao encore.

Para encerrar a noite com chave de ouro, o público pede por mais uma música mesmo sabendo que eles voltariam, e então a banda entra novamente ao palco para tocar “The Final Episode” e se despede de São Paulo com muito carinho.

O último show da turnê sul-americana aconteceu no domingo (13), no Rio de Janeiro.

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