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Os 30 melhores álbuns internacionais de 2021

O ano de 2021 está chegando ao fim e nos deixou vários álbuns internacionais de sucesso que devem nos acompanhar nos próximos anos. Para celebrar e relembrar grandes lançamentos, o Tracklist listou os 30 melhores álbuns internacionais lançados em 2021. Vem com a gente!

Por Bruna Parrado, Fernando Marques e Gabriel Haguiô

Observação: a lista foi definida a partir dos seguintes critérios: opinião dos redatores e da equipe do Tracklist; e opinião da crítica especializada.

Confira os 30 melhores álbuns internacionais de 2021

30° – “NOEASY” – Stray Kids

Stray Kids, um dos grandes destaques da 4ª geração do k-Pop, lançou seu grandioso disco “NOEASY”. O pop agressivo com elementos do EDM é o que torna o álbum tão impressionante. A versatilidade do grupo flui com maestria pelo hyperpop, EDM e as já conhecidas baladas. Os destaques ficam com “Cheese”, “Domino” e “Thunderous”, carro-chefe do disco.


29º – “CRAWLER” – Idles

CRAWLER“, novo disco do Idles, é um projeto que promove a reflexão sobre diversos aspectos da vida. A banda passa por pontos delicados como uso de drogas, traumas do passado e solidão. O disco mais introspectivo do quinteto marca uma mudança brusca na sonoridade que os fãs estavam acostumados. Entretanto, quem se permite vivenciar o disco como uma obra única, dificilmente sai arrependido.


28º – “The Chaos Chapter: FREEZE” – TXT

O segundo disco de estúdio do quinteto sul-coreano TXT passeia por gêneros em sua obra mais autêntica e ousada até o momento. Poucas são as pausas durante o disco. “Anti-Romantic” é a responsável pelo alívio na energia que o grupo impõe durante todas as outras produções. Enérgico, ousado e envolvente, o disco justifica seu título, o capítulo do caos foi muito bem feito.


27º – “333” – Tinashe

Continuando com os ótimos trabalhos, o quinto disco de Tinashe é o seu melhor até o momento. “333” é a materialização do talento e inteligência da cantora, que viabiliza, de maneira independente, um projeto que demonstra sua melhor versão, tanto lírica quanto sonora. A construção do disco é feita de maneira coesa e bela, mostrando que, a cada trabalho, Tinashe aperfeiçoa cada vez mais suas técnicas.


26º – “Formula Of Love: O+T=<3” – TWICE

Entre os maiores fenômenos do k-pop nos últimos anos, o TWICE também se consagrou como um dos principais destaques do gênero em 2021. “Formula Of Love: O+T=<3“, o terceiro álbum de estúdio do grupo, destaca a evolução pela qual as meninas têm passado desde que surgiram na cena, delineando as transformações musicais e pessoais dos últimos cinco anos de sua carreira. Em meio às especulações em torno do futuro do TWICE, o disco consagra a trajetória que o grupo percorreu até aqui – e que esperamos que continue por tantos outros anos.


25º – “Justice” – Justin Bieber

Os anos podem passar, mas Justin Bieber continua sendo um dos grandes nomes da música pop e entregando trabalhos cada vez mais complexos e verdadeiros. Depois de “Changes” não ir tão bem quanto o esperado, o cantor retorna com “Justice”, que rendeu grandes hits e canções emocionantes sobre histórias sensíveis – como “Ghost”.



24º – “El Madrileño” – C. Tangana

Lançado no dia 26 de fevereiro, “El Madrileño” é o rebuscado disco de C. Tangana. Seu flerte com diversos gêneros é o que deixa o disco tão grandioso, principalmente na qualidade das produções que envolvem o soul. O disco aborda os conflitos internos e a riqueza das culturas, além de ser um grande trabalho, que nos deixa ainda mais ansiosos para o que C. Tangana pode fazer em seus próximos passos.



23º – “Juno” – Remi Wolf

Remi Wolf é uma figura extremamente carismática, daquelas que você convidaria para um churrasco de família. Seu primeiro disco, “Juno“, comprova sua versatilidade e facilidade com que conversa com diversos públicos. Enquanto algumas produções podem não agradar a todos, suas letras agradarão. O disco é uma explosão de cor, vida e reflexões, tudo o que Remi sempre representou na construção de sua carreira.



22º – “Valentine” – Snail Mail

Valentine” é um livro aberto sobre Lindsey Jordan, mais conhecida como Snail Mail. Cada uma das 10 canções traz ideias distintas e pessoais em suas letras, que parecem ter sido estudadas por horas e escritas com um cuidado especial aos detalhes. Sem medo de ir para o desconhecido e conflitante, Jordan traz aspectos da literatura e uma sensibilidade que merece ser ouvida.



21º – “Star-Crossed” – Kacey Musgraves

Com referências cinematográficas, “Star-Crossed” chega como um divisor de águas para a carreira de Kacey Musgraves, quem se mostra muito mais versátil e aberta a contar sua história de uma forma introspectiva. O álbum traz verdade e ousadia para uma fase da cantora que a ajuda em sua identidade musical e encanta o público com letras que facilmente podem ser poesias.



20º – “Back Of My Mind” – H.E.R.

Mesmo que ainda alguns não tenham conhecimento, H.E.R. é um dos grandes nomes atuais da música e “Back of My Mind” é a prova de que ainda iremos escutar muito sobre ela. Estando em controle de seu trabalho, a presença da personalidade da cantora em cada segundo da obra é notável e ela nos entrega músicas que variam naturalmente de aspectos românticos e comoventes a divertidos e até políticos.



19º – “To Hell With It” – PinkPantheress

To Hell With It” é uma obra de um talento genuíno e único. PinkPantheress não deixou de arriscar ao colocar sua mixtape no mundo e fez com que a internet fizesse o trabalho duro: o de divulgação. Deu certo. O término da obra deixa o público com um gostinho de “quero mais”, o que só nos deixa ainda mais ansiosos para o futuro da artista.



18º – “The Off-Season” – J. Cole

Entre tantos destaques na música, 2021 também marcou o retorno à forma de J. Cole. Em maio, o rapper lançou “The Off-Season“, o seu primeiro álbum de estúdio solo em três anos, no qual apresenta ao público uma sonoridade mais incisiva, contagiante e viciante do que em qualquer um de seus demais trabalhos.

Com a participação de nomes como 21 Savage, Morray, Lil Baby, 6LACK e Bas, “The Off-Season” está entre os mais importantes lançamentos do rap no ano e volta a consolidar J. Cole como um dos mais notórios talentos da indústria nos últimos tempos.



17º – “Collapsed In Sunbeams” – Arlo Parks

Arlo Parks é uma artista meticulosa e atenta aos detalhes, em seu disco de estreia, “Collapsed in Sunbeams“, isso fica ainda mais claro. O pop leve que aborda temas como sexualidade e saúde mental é um prato cheio da cantora. As nuances do disco ficam claras com o passar das faixas e o conjunto da obra é sublime. Vale a pena conferir o disco e, claro, criar expectativas para os próximos trabalhos de Arlo.



16º – “Daddy’s Home” – St. Vincent

Levando o nome de seu single, “Daddy’s Home” foi muito bem recebido pela crítica e público por sua grandiosidade musical. Sem partes soltas, o trabalho traz consigo um conceito completo em que cada detalhe sonoro compensa a diferença em relação aos outros trabalhos de St. Vincent.



15º – “Roadrunner: New Light, New Machine” – Brockhampton

Depois de lançarem seis trabalhos de estúdio em quatro anos consecutivos, o Brockhampton fez uma merecida pausa em 2020. Uma das maiores revelações do rap alternativo na atualidade, o grupo dedicou sua quarentena a explorar diferentes direções dentro de sua música, o que refletiu diretamente em seu trabalho no estúdio.

A espera definitivamente valeu a pena. “Roadrunner: New Light, New Machine” está entre os melhores discos já lançados pelo grupo, apresentando-nos sua versão mais madura em canções mais envolventes, letras mais tocantes e o cuidado e perfeccionismo que se tornaram marcas registradas de seus álbuns.



14º – “In The Meantime” – Alessia Cara

In The Meantime” é um dos destaques do ano, como também o melhor disco da carreira de Alessia Cara. A canadense parece ter se encontrado no disco, deixado as pressões externas de lado e entregou o seu melhor trabalho desde seu primeiro disco. O álbum, que passa por momentos de reflexões, também conta com um pop que não estávamos tão acostumados a ouvir vindo de Alessia, mas que encaixou como uma luva. Além de tudo isso, fica claro o amor de Cara pelo Brasil e pela MPB – ao menos duas músicas contam com a bossa nova embalando sua sonoridade.



13º – “Jubilee” – Japanese Breakfast

Jubilee” marca a evolução desse grupo musical que merece conquistar novos campos. Usando o pop de forma inteligente, esse álbum entrega trabalhos completos, que incorporam instrumentos sem medo de prejudicar as composições tão bem elaboradas. É um projeto que não se limita a uma área específica da música, todos os elementos que formam uma canção foram elaborados de forma coesa e que definitivamente falam algo ao público sobre talento.



12º – “Blue Weekend” – Wolf Alice

Há anos como um dos destaques do rock alternativo britânico, o Wolf Alice atingiu o ápice de sua criatividade em 2021. Com seu novo álbum de estúdio, “Blue Weekend”, a banda reafirma o seu talento ao mundo com um disco perfeccionista e bem produzido como poucos, destacando-se como uma das grandes obras do gênero nos últimos anos.



11º – “If I Can’t Have Love, I Want Power” – Halsey

O reconhecimento que Halsey sempre almejou e mereceu chegou com “If I Can’t Have Love, I Want Power”. O álbum investe na potência vocal da cantora, sonoridades pop com diferenciais que fazem as canções únicas e letras empoderadas. A ideia de levar essa obra para o cinema fez com que a grandiosidade do trabalho ficasse amostra para o público e proporcionou uma conexão ainda maior com as músicas e a própria Halsey.



10º – “times” – SG Lewis

Trazendo uma grande reverência para a disco music, “times“, de SG Lewis, é uma linda homenagem com sonoridade atemporal. Os elementos que o inglês trouxe para seu disco de estreia são inteligentemente mesclados: o eletro pop se une ao funk e soul, enquanto a energia da disco music segue presente e embalando as melhores produções, como “Chemicals“. Até mesmo Elton John elogiou o álbum, então vale a pena conferir, né?



9º – “Donda” – Kanye West

Um dos mais controversos personagens da indústria musical, Kanye West voltou ao centro dos palcos em 2021 com seu novo álbum de estúdio, “Donda”. O trabalho, lançado em torno de diversas polêmicas, foi antecedido por três audições ao vivo realizadas em estádios em Atlanta e Chicago, o que alimentou as expectativas dos fãs e as discussões sobre o seu retorno por meses.

Finalmente lançado em agosto, o disco é uma homenagem póstuma à sua mãe, Donda West, que faleceu em 2007 e marcou o ponto de virada da vida do rapper. Com músicas inovadoras e contundentes, “Donda” remete a alguns dos momentos mais brilhantes da carreira de Kanye e destaca seu talento como um dos mais importantes e geniais artistas da história do rap.



8º – “30” – Adele

Sempre há expectativas toda vez em que Adele anuncia um trabalho, e surpreendentemente ela sempre consegue superá-las. “30” vai muito além de um álbum nomeado com a idade da cantora: a obra dá continuação ao seu processo de evolução não só na música, como também em sua vida pessoal, o que o público consegue nitidamente perceber nas letras maduras e conscientes.



7º – “An Evening With Silk Sonic” – Silk Sonic

O Silk Sonic, dupla formada por Bruno Mars e Anderson .Paak, definitivamente está entre as maiores e mais inusitadas surpresas de 2021. Desde os primeiros versos da faixa “Leave The Door Open”, a química entre ambos se mostrou especial, e o lançamento de “An Evening With Silk Sonic” somente confirmou as expectativas que tantos fãs carregavam consigo.

O álbum transporta o ouvinte diretamente aos clubes de música dos anos 70 com uma sonoridade nostálgica, combinando os principais talentos de cada um dos artistas para dar vida a um dos mais celebrados e autênticos discos do ano. 



6º – “Sometimes I Might Be Introvert” – Little Simz

Há tempos entre as artistas mais promissoras do Reino Unido, Little Simz teve o ano mais bem-sucedido de sua carreira em 2021 com seu novo álbum de estúdio, “Sometimes I Might Be Introvert”. O disco reúne várias das principais influências da rapper com uma criatividade única e representa a grandiosidade que a cantora construiu em torno de sua carreira, desde a sonoridade até as vulnerabilidade retratadas ao longo das faixas, com tamanha facilidade.



5º – “Sour” – Olivia Rodrigo

Mesmo que você não goste dela, não há como negar que 2021 foi o ano de Olivia Rodrigo. A cantora estreou nas paradas alcançando posições inimagináveis para muitos principiantes, e é inimaginável a quantidade de vezes que “Sour” foi reproduzido além das barreiras dos fãs da cantora.

Qual é o segredo de Olivia não se sabe, mas o fato dela trazer canções com letras que representam qualquer um que as escutá-las com certeza é um fator desse grande sucesso. Sobre a sonoridade, a similaridade com o pop rock e com as músicas dos anos 2000 proporciona uma nostalgia que cativa e conquista os mais diversos públicos.



4º – “Happier Than Ever” – Billie Eilish

Billie Eilish reflete sobre o amor, amadurecimento, fama e poder em seu novo (e melhor) disco, “Happier Than Ever“. A artista, que já havia lançado um ótimo disco de estreia, “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”, conseguiu aperfeiçoar os feitos do trabalho anterior e entregar um projeto mais consistente, criativo e imponente. O álbum não deixa de passar pelas marcas registradas da cantora, como “Oxytocin” e o grande destaque “Happier Than Ever“. 

É impossível não esperar feitos grandiosos no próximo Grammy com um disco tão bem produzido e performado, como no show para o Disney+, “A Love Letter to Los Angeles”. Billie Eilish parece não ter sentido a pressão pelo segundo disco e entregou um trabalho tão bom quanto, provando não ser sorte de principiante.



3º – “Montero” – Lil Nas X

Que loucura pensar que há cinco anos atrás não conhecíamos Lil Nas X, não é mesmo? Apesar de ter saído recentemente das categorias “revelação”, ele conquistou seu espaço na música não só por suas canções que imediatamente se tornam hits, mas também por sua luta pela diversidade. “Montero“, seu álbum de estreia, incorpora todos esses pontos, mostrando ao público a complexidade da arte do cantor. Na obra, destacam-se as parcerias com artistas como Elton John, Miley Cyrus e Megan Thee Stallion, além de Jack Harlow, nome presente em um dos maiores hits do disco, “INDUSTRY BABY“.



2º – “Planet Her” – Doja Cat

Ignorando as críticas da internet, Doja Cat aproveitou de sua personalidade única para criar um disco envolvente, divertido e recheado de potenciais hits. “Planet Her” é um dos melhores álbuns do ano e com méritos. A capacidade de Doja de entender o que funciona e aceitar brincar com gêneros é o grande marco do trabalho.

A versatilidade da rapper é nítida: ela flui do pop ao afrobeat e até mesmo algumas canções com elementos de blues. Os destaques ficam com “Need to Know“, “Woman” e “Get into It (Yuh)“. Em um disco com parcerias com The Weeknd, Ariana Grande e outros grandes nomes, é de se admirar que as melhores canções são as solo.



1º – “Call Me If You Get Lost” – Tyler, The Creator

Em constante transformação artística, Tyler, The Creator se tornou um dos mais inventivos nomes da indústria nos últimos anos, redefinindo as possibilidades dentro de sua música e escancarando ao mundo o seu lado mais criativo e pessoal.

Call Me If You Get Lost” consagra a evolução de Tyler como artista e apresenta ao mundo o verdadeiro auge de sua carreira. O disco transita entre momentos eufóricos e melodias apaixonadas com uma naturalidade rara, envolvendo o ouvinte do início ao fim na experiência construída sob o olhar perfeccionista do rapper.

Em um dos trabalhos mais completos de sua carreira, Tyler molda o seu próprio retrato como artista, versando livremente sobre as paixões, as controvérsias e as experiências que o transformaram em uma das mais brilhantes mentes de sua geração com um talento que não deixa dúvidas sobre a sua grandiosidade.



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“Planet Her”, de Doja Cat, é um dos melhores álbuns internacionais de 2021 segundo o Tracklist. Foto: Divulgação

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