Na última semana, tive a oportunidade de entrevistar Luke Patterson, de Clean Bandit.

O trio britânico de música eletrônica é ótimo em fabricar hits. Músicas como “Rather Be” com Jess Glynne,  “Rockabye” com Sean Paul e Anne- Marie e  “Symphony” com  Zara Larsson debutaram em primeiro lugar na Billboard (ficando semanas na mesma posição).

Graças à popularidade alcançada, o grupo recebeu prêmios e excursionou pelo mundo. Luke conta, ao Tracklist, que o disco deve sair ainda esse ano e também revela o desejo de tocar no Lollapalooza brasileiro.

Confira a entrevista:

Olá, como você está? 

Eu estou muito bem, obrigado. E você?

Ótima. Podemos começar a entrevista?

Claro.

Então, a música com a Marina and the Diamonds (Disconnect) finalmente saiu. E eu queria saber, por você, por que demorou muito pra vocês lançarem? Podemos esperar essa parceria no disco novo? 

Oh, demorou bastante porque nós estávamos trabalhando em diferentes versões da canção e queríamos fazer o certo, porque é uma música bem especial pra gente. Então, fizemos várias versões e voltamos à primeira. E esse é o motivo da demora. Terminamos de editar na última semana (de 19 a 23/06), o que foi bem animador, porque queríamos lançar o mais cedo possível.

 

E os fãs da Marina estavam bem irritados com a demora, não é? Eu vi que você chegou a falar sobre isso. 

(risos) Eu acho que os fãs da Marina são bem apaixonados, podemos dizer isso. Eles ficaram bem bravos com a gente porque demoramos pra lançar. Mas, felizmente, eles podem ter um pouco de paz agora que finalmente lançamos.

Seu último single, Symphony, tá bem grande aqui no Brasil, parabéns por isso. Como foi trabalhar com Zara Larsson? 

Oh, sabe, ela é ótima. Quero dizer, fizemos a turnê com ela na América do Norte, e é bem legal ter ela nos apoiando. Ela é tão energética, faz ótimas performances. É ótimo ter ela por perto, ela tem muito talento e uma voz incrível. Mesmo sendo tão nova, ela é uma verdadeira profissional. Bem legal trabalhar com ela.

A maioria das parcerias são com vocais femininos. Você tem um motivo pra isso?

Eu acho que não há uma razão, nós acabamos trabalhando com muitas artistas mulheres. Mas, tivemos Love Ssega, com o qual trabalhamos novamente na música Telephone Banking, que já tocamos em vários shows e deu muito certo. Mas, uma razão? Só acabamos trabalhando mais com mulheres, mas eu não sei o motivo.

(risos)

Okay. Você costuma produzir imaginando quem vai cantar? Enquanto está produzindo uma música, você tem alguém em mente? 

Sim. Nós costumamos focar bastante em uma música de cada vez, mas isso pode tomar corpo e funcionar de maneiras diferentes… Às vezes, começamos só com uma batida e depois começamos a pensar em uma orquestra… Um tipo de batida, um tipo de melodia. Mas, às vezes, os artistas nos mandam as próprias músicas e tentamos trabalhar com isso. Isso é algo que acho legal, quando os artistas tentam do próprio jeito. Esse é o motivo pelo qual várias canções tem uma vibe própria e única, porque sempre pensamos no que pode dar certo, de várias maneiras…

Durante o processo de produção, você sempre pensa sobre as conexões entre as músicas do álbum?

Hum, no primeiro álbum não pensamos muito nisso. Porque na época, estávamos pensando apenas em fazer o álbum, fazer música e vídeos… Fazemos clipes juntamente com as músicas, o que leva bastante tempo. Não pensávamos em como tudo se encaixava junto, mas como peças separadas.

Mas, nesse disco estamos pensando mais nisso, como um trabalho completo. Estamos tentando não atrasar mais, acho que conseguiremos com o tempo. Tem tantas canções pra escolher que não tenho certeza se estarão no novo álbum ainda.

Certo. O que mais podemos esperar do novo disco? Será lançado este ano?

Sim, espero. Esperamos que no fim do ano. E está demorando, mas vai acontecer. E a demora é porque estamos muito ocupados, temos um monte de festivais; vamos sair em turnê no Reino Unido esse ano. Mas, eu quero dizer, no fim do ano, as pessoas vão poder escutar as novas músicas.

O disco já tem um nome? 

(risos) Estamos trabalhando nisso. Não há nada definido. Apenas algumas ideias que estão surgindo, mas nada sério ainda.

Quantas músicas você tem pra esse disco? 

Oh, pelo menos umas 50 ou 60 para esse álbum.

Nossa, é bastante. 

Sim, é. Estamos pensando em fazer um disco duplo.

Um disco duplo? 

Sim, com dois lados. Um com hits, com a música pop tradicional… E porque há canções que não se encaixam nesse ‘universo’, estamos pensando em lançar dois álbuns para poder divulgar essas canções. De outra forma, ficaria tudo guardado nos nossos computadores e jamais seria lançado. Sim, talvez dois lados. Espero.

Okay.

Em 2016, um membro (Neil Amin-Smith) deixou o grupo. Como isso afetou o Clean Bandit? 

A saída de um membro? Ah, sim. É, foi bem triste que ele teve que sair. Na época, estávamos bem ocupados e apenas tivemos que lidar com isso e aceitar. Foi difícil. Mas, sabe, a banda sempre evolui com projetos, sempre muda, sempre há novas músicas e shows… Isso foi como um novo passo, uma nova evolução.

Foi triste que ele teve que sair, mas ele tinha outras coisas que queria fazer e ele escolheu o melhor pra ele.

E você precisou mudar as apresentações por isso? 

Mudar as composições, você diz?

As performances ao vivo. 

Uh, quero dizer, Jack (Patterson) compôs a maior parte das músicas sozinho. Ele foi responsável pelas progressões de acordes e ganchos, o que não tem muito nas músicas.

Mas definitivamente mudou o show, o caráter energético e muito disso.

Hoje em dia, quando escutamos uma música já sabemos que é Clean Bandit pelo som, pela característica. Como vocês trabalham com diferentes sons, de diferentes lugares como reggaeton e tropical?

Como misturamos os sons? Ah, sempre fazemos esse tipo de coisa, fazendo reggaeton… Trabalhamos com Rockabye, que é bem reggaeton… É algo como descobrir as melodias e focar nas batidas, fazendo mais reggaeton. Basicamente, nos sons da bateria.

Você pode me falar um pouco mais das suas influências? O que tem ouvido?

Hum, eu tenho escutado Normandie, Laura Mvula.

Então, você não tem ouvido clássicos?

Não muito. Jack e Grace gostam mais disso. Eu curto mais pop e rock.

Enquanto fazíamos nossa pesquisa, encontramos um website que falava que você está trabalhando com Sam Smith. É verdade? Podemos esperar uma colaboração com ele?

(risos) Não, eu nem sei como esse rumor surgiu. Mas não é verdade.

Oh, não é verdade?

Não, não é.

Certo, então. Recentemente, Una Healy do the Saturdays disse que queria colaborar com vocês, isso está acontecendo?

Eu não sei nada sobre isso. Mas, vou tentar descobrir… Isso é novidade pra mim, eu vou falar com Jack e Grace sobre isso.

(risos)

Ok. Vocês estão em turnê agora e eu queria saber se pretendem vir ao Brasil?

Nós amaríamos ir ao Brasil, estamos esperando nossos empresários resolverem isso. Nós queremos tocar no Lollapalooza no Brasil.

Próximo ano? 

Possivelmente. Nós adoraríamos.

Alguém já contatou vocês ou não?

(risos)

Nós não vamos, mas adoraríamos. Ninguém nos contatou ainda.

Oh! Isso é uma pena… 

Vocês queriam deixar uma mensagem aos seus fãs no Brasil? 

Sim, claro. Obrigado pelo apoio e nós estamos animados para ir no seu país e tocar novas músicas pra vocês. Mas, estamos bem ocupados. Nos dê um tempo pra resolvermos isso, tenho certeza que vamos fazer acontecer. Esperem por novas músicas.

Nesse momento, o tempo da entrevista tinha se esgotado. Então, agradeci Luke pelo tempo cedido para esse bate-papo. Reafirmando, em seguida, o desejo de que Clean Bandit possa vir ao nosso país em breve. 

Confira (e siga) nossa playlist:

 

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