Hilary Duff é uma daquelas artistas que eu sempre vou lembrar com carinho e nostalgia.  Acompanho sua carreira desde à adolescência, quando assistia filmes em que era protagonista, ouvia suas músicas com mais frequência. Lembro, inclusive, de quando perdi a oportunidade de vê-la ao vivo no Brasil, o quão decepcionada fiquei… No último dia 21, seu quarto disco, “Dignity”, completou 10 anos de existência e vi ali uma oportunidade de revisitá-lo.

Começamos com “Stranger”, perfeita para as pistas de dança. Provavelmente endereçada ao ex-namorado da cantora, Joel Madden, a faixa fala de uma pessoa que se revela totalmente diferente de quem era com o tempo. O clipe é provavelmente o melhor já feito pela cantora.

“Dignity” também parece relacionada com o ex, com ironia e indiretas.  “With Love” é a música do comercial; “Danger” trata de um relacionamento com uma pessoa mais velha.

Em seguida,  passamos por “Gypsy Woman”, “Never Stop”, “No Work, All Play” e “Between You And Me” para chegar nas melhores do material: “Dreamer” e “Outside of You”. A primeira, com uma ótima batida, fala de um stalker; a segunda, escrita por Pink, trata da busca do eu-lírico para entender a pessoa amada, que está fechada para ela (uma excelente e madura composição). Depois,  vamos para “Wish” e encerramos a audição em “Play With Fire” (outra canção dançante que virou single e cheia de indiretas).

Embora Hilary não tenha escrito sozinha as canções, é possível perceber que as faixas seguem um ritmo e estão interligadas. Não consigo deixar de pensar que, se fosse lançado hoje, Dignity talvez chamasse mais atenção. Composições que buscam empoderamento e dançantes poderiam estourar nas rádios hoje, se fossem bem aproveitadas (o que não aconteceu com as músicas do disco, que praticamente morreram sem uma boa divulgação).

Eu diria que o quarto disco é o mais maduro já produzido por Hilary, levando em consideração o Breathe In. Breathe Out. O motivo: esperava bem mais, principalmente depois de ler notícias de que a artista estaria ouvindo Lorde e se inspirando; além do próprio amadurecimento após ser mãe. Porém, nada disso: não observo a evolução (nem nos vocais, nem nas composições que poderiam ser de uma mulher mais jovem). Pra mim, ela não produziu nada de diferente do que vem sendo feito pra merecer destaque (e demorou 8 anos pra isso).

“Breathe In. Breathe Out” não chega a ser ruim: tem umas faixas interessantes como Sparks, My Kind e Tattoo. No entanto, continuo esperando por um material que me faça querer exaltar o crescimento de uma artista que admiro há tanto tempo…

 

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