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TOP 15: Os melhores discos de 2014

melhores albuns
Este ano foi marcado também pelo lançamento de músicas de qualidade, artistas se reinventaram, relançaram, e trouxeram para indústria o melhor que podiam. Como não poderia faltar no especial do Tracklist fizemos uma lista com os melhores discos lançados este ano. CDs carregadas de significados, ritmos contagiantes e produções excelentes.

POP
Por Fernando De Souza

 


Sam Smith – In the lonely hour

5

Sem sombra de dúvidas Sam Smith foi uma das revelações de 2014. Seu disco “In The Lonely Hour” foi sucesso de vendas e aclamado pela crítica. Seu primeiro disco foi lançado após duas parcerias de grande sucesso “Latch (feat. Sam Smith)” do duo Disclosure e “LaLaLa (feat. Sam Smith)” do Naughty Boy. Grande parte do seu disco é maravilhosamente bom apenas por sua voz. In The Lonely Hour ocupa a nossa quinta posição.



Iggy Azalea – The New Classic

4

O disco de estreia da Australiana foi um dos grandes destaques de 2014. Após o lançamento de “Problem (feat. Iggy Azalea)” de Ariana Grande, Iggy explodiu para o mundo. Seu smash hit “Fancy (feat. Charli XCX)” foi um dos maiores sucessos do ano. A canção lançou Iggy Azalea para o mundo e ainda rendeu indicação ao Grammy. Mesmo sendo seu primeiro álbum, Iggy mostrou que está pronta para disputar grandes posições no mercado da música.



Calvin Harris – Motion

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Muitos pensam que Calvin Harris é apenas um DJ que tem algumas músicas conhecidas. “We Found Love (feat. Rihanna)” foi a canção que lançou Calvin diretamente para o topo, de onde ele não quis sair! “Summer” é o primeiro single do (espetacular) Motion, que é recheado de ótimas parcerias e canções que nos deixam com vontade de quero mais. Motion é o terceiro lugar em nossa lista.



Sia – 1000 Forms Of Fear

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Sia é uma compositora extraordinária, não tem como negar, agora, com tantas composições de sucesso para outros artistas, o que será que ela tinha guardado para si? 1000 Forms Of Fear é arte na forma mais pura e verdadeira da palavra.



Taylor Swift – 1989

1

Quando Taylor Swift decide fazer algo, a garota realmente sabe como fazer o melhor disso. Após dois grandes discos de sucesso, 1989 veio apenas confirmar a supremacia de Swift. Uma explosão de vendas, com toda a razão, para um grandioso álbum que, pelo menos em 2014, poucos irão conseguir superar. Taylor Swift tem o álbum do ano.


ROCK
Por Luciana Lino

 


Foo Fighters – Sonic Highways

5

“Sonic Highways”, do Foo Fighters, é um ponto à parte. Muitos elogiaram, mas muitos também não entenderam a proposta de um dos mais famosos grupos do mundo. A questão é que o álbum, o oitavo da carreira da banda, é mais complexo dentro do meio em que ele se inseriu.
O disco possui oito faixas, e cada uma delas gravadas em oito cidades norte-americanas; logo, cada uma possui uma proposta diferente, embalado com o que o FF oferece. O que ajuda a ouvir o álbum aos fãs que não captaram a mensagem é assistir ao documentário de mesmo nome, produzido pela HBO, que conta como foi o processo de gravação. O disco foi altamente trabalhado, com muita presença de guitarras e até mesmo se aproximando de um possível “rock clássico”, mas não parece que a sonoridade de “Sonic Highways” não afetará os próximos trabalhos da banda. De qualquer forma, este disco merece ser ouvido mais pelo seu processo de gravação, o que realmente é de se aplaudir.



Black Keys – Turn Blue

4

O Black Keys está na estrada há mais de 13 anos, com sucesso mundial alcançado há alguns anos, especialmente com o álbum “El Camino”, de 2012. “Turn Blue” traz uma sonoridade bem diferente do último, marcado por uma psicodelia não vista em hits anteriores como “Lonely Boy”, por exemplo, música perfeita para embalar uma festa. Isso causou certa estranheza nos fãs, mas o álbum em si traz acertos dentro de uma dupla que se reinventou dentro do turbilhão de sucesso. Acompanhamos, de forma espontânea, elementos de instrumental, balada e falsetes, que não fizeram o mesmo sucesso do disco anterior, mas que valem à pena uma segunda chance para ouvir e se interessar. Afinal, Dan Auerbach e Patrick Carney sabem o que fazem.



Alt-J – This Is All Yours

3

O Alt-J está em atividade desde 2007, mas a explosão veio este ano com “This Is All Yours”. Vale destacar que o álbum anterior, “An Awesome Wave”, de 2012, ganhou o Mercury Prize Awards – fato que mostrou o quanto a banda de indie rock poderia continuar crescendo cada vez mais.
As canções de “This Is All Yours” cambaleam entre o indie rock, o folk e até mesmo o eletrônico, combinando todos os elementos de forma clara aos ouvidos. Um aspecto que chama a atenção são as canções de amor, com metáforas um pouco obscuras, como na canção “Nara” (“Love is a pharaoh and he’s boning me/O amor é um faraó e ele me desossa), e letras de conotação sexual, como toda a letra de “Every Other Freckle”, com características próprias: “I’m gonna bend into you like a cat fits into a bean bag/Eu vou me curvar em você como um gato se encaixa em um saco de feijão”. Tidos anteriormente como o “novo Radiohead”, o Alt-J com “This is All Yours” mostra cada vez mais luz própria e que pode, sim, continuar prosperando.



Mac DeMarco – Salad Days

2

Mac DeMarco mostrou enorme maturidade com o lançamento de “Salad Days”, seu segundo álbum de estúdio. O cantor, que não gosta de lidar com a fama – apesar do sucesso de seu álbum anterior, “2” (2012) – e não queria ser levado a sério, mostrou ótima combinação entre seus vocais, o estilo predominante de suas melodias – que experimentaram sintetizadores, variando seu estilo entre lo-fi e seu “jizz jazz” característico – e suas composições, que beiram a reflexão, o amor e, por que não?, o auto-conhecimento de um Mac DeMarco até então mais relaxado. A combinação toda, em geral, foi o grande acerto de um disco bastante agradável ao ouvinte e, principalmente, ao próprio artista, com uma carreira ainda mais amadurecida.



Jack White – Lazaretto

1

Que Jack White é um músico multifuncional, todo mundo sabe. A fórmula do seu sucesso está no cuidado impecável em todos os trabalhos que realiza, começando, claro, pelo White Stripes, duo formado com a ex-mulher Meg White, que encerrou suas atividades em 2011. Jack trabalhou (e trabalha) em outros projetos, destacando seus álbuns solos: o primeiro, “Blunderbuss”, de 2012, e “Lazaretto”.
“Lazaretto” conta com uma enorme diversidade sonora, embalada por vocais femininos, adição de sons de violino, tons de country, muitos de blues, e, é claro, bons riffs sujos de guitarra. Tamanha gama de elementos pode assustar aos que não conhecem seu trabalho, mas quem já ouviu pelo menos o mínimo de White com certeza aprovou o resultado. Não é à toa que foram 138.000 cópias vendidas em sua primeira semana nos EUA e 40.000 unidades de vinil – a maior marca de vendas deste formato de mídia desde 1991.


NACIONAL
Por Matheus Ramos

 


Thiago Pethit – Rock’n’Roll Sugar Darling

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Pethit carregou em seu novo álbum um desafio: produzir um rock alternativo de qualidade e sair da caixinha da “nova MPB”. Com êxito (e com muita ousadia e alegria), nosso querido Thiaguinho ainda teve a brilhante ideia de transformar seu CD em uma série no Youtube [anexar vídeo já com a playlist] onde o cantor conta com a participação de fortes nomes, como o ator Joe Dalessandro, para mostrar a essência do trabalho, faixa a faixa. Uma rebeldia sútil, uma síntese do clássico rock n’ roll numa perspectiva indie… Esse é o rock açucarado de Pethit.



Supercombo – Amianto

3

Esse aqui chegou às prateleiras ainda em Janeiro e, com certeza, já é um marco pro rock nacional dos anos 10. Com uma produção impecável, Leo Ramos e sua trupe trazem doze faixas de tirar o folego, sabendo se equilibrar entre o refrão mais chiclete e os sintetizadores mais hipsters sem aquele ar de “forçou a barra, colega”. Com letras satíricas e muito convidativas, estes cinco gritam aos midiáticos matadores do rock que “se isso é estar na pior, porrã…”



Racionais Mc’s – Cores & Valores

4

2014 foi um ano excepcional para o Rap. Lá fora o cenário se abre pra novas tendências, como a maravilhosa Iggy Azalea e o sagaz Kendrick. Aqui dentro o movimento se mostra cada vez mais crescente. Enquanto “os menino novo” continuam trabalhando firme (vide trabalhos novos do Projota, Rincon e Inquérito), os grandes mestres das rimas mostram que estão mais vivos do que nunca. Os quatro pretos mais perigosos desse país trazem um novo álbum conceitual às ruas com 15 faixas que parecem se encaixar e se completar como uma história. Cores & Valores é a antiga pegada das ruas, junto aos novos samples e beats mais quentes que KL Jay pariu.



Pitty – Setevidas

5

Após longos anos de espera, a feminista mais porreta do mainstream nos traz dez faixas inéditas que falam por si só. As canções diretas e sem rodeios da roqueira ganharam um peso ainda maior ao serem gravadas ao vivo, com todos os instrumentos tocados simultaneamente, levando o peso do consagrado produtor Rafael Ramos (Strike, Ultraje a Rigor, Titãs) e mixagem do (lenda) Tim Palmer (U2, Pearl Jam, Ozzy). Com uma nova banda, a moça resolveu dar também um novo ar ao seu rock, agora cheio de elementos experimentais, misturando uma pitada de Rita Lee, um pouquinho de brasilidade, letras provocantes e… Voilá! Eis aqui um dos melhores discos do ano.



Criolo – Convoque Seu Buda

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Brasilidade. Essa é a palavra que resume esse álbum. Nosso já conhecido Criolo (doido) chega com seu novo trabalho aos 45 do segundo tempo de 2014 (mas ainda a tempo) jogando na cara da sociedade o peso de dez faixas que são uma mistura entre regionalidade, letras críticas, gêneros dos mais variados, participações especiais renomadas como Tulipa Ruiz e Síntese… Ufa! Tudo isso somado àquela sutileza que o rapaz do Grajaú traz ao Rap. Convoque seu buda que o clima tá tenso…

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