Um dos incríveis aspectos do Rock In Rio é que ele não se limita à cidade que lhe dá nome. Além de ocorrer no Rio de Janeiro, a cada dois anos, o evento passa por Lisboa (Portugal), Madri (Espanha), Buenos Aires (Argentina) e outros. A essência é sempre a mesma: o clima de um dos maiores festivais do mundo, com grandes nomes da música.

Mas, é claro, sempre há diferenças. Entre os dias 23, 24, 29 e 30 de junho, a correspondente do Tracklist, Monica Mamudo, acompanhou o Rock In Rio Lisboa 2018. Segundo ela, as mudanças do evento para o que acontece no Rio de Janeiro não são tão gritantes. Ainda assim, não passam despercebidas. Acompanhe a seguir o que chamou a atenção.

Diferenças entre o Rock In Rio BR e Lisboa

Um relato de Monica Mamudo

A preocupação com o público e os brindes

Uma coisa que me chamou a atenção no RiR foi a preocupação com o público, desde o momento que eu entrei. E de formas bem inteligentes: os brindes mais populares durante o evento foram os sofás infláveis da VODAFONE e os chapéus de palha da EDP. Legal né? Com eles, você tinha lugar para sentar e ainda ficava protegido do calor.

Falando em calor, outra marca tinha representantes “distribuindo” protetor solar spray no meio da multidão. Eu achei incrível, especialmente porque tava realmente MUITO quente e eu tinha esquecido de passar o meu protetor. Meu bronze Rock In Rio nas pernas e braços comprovam isso.

Outra coisa bem legal foi darem mini desodorantes AXE na entrada do evento, por razões bem… auto explicativas.

O espaço para assistir aos shows

rock in rio lisboa 2018

O espaço para assistir aos shows do Rock in Lisboa era realmente maravilhoso. Especialmente porque, vira e mexe eu ia para sala de imprensa carregar o celular ou postar conteúdo, e quando voltava meu lugarzinho perto do palco estava são e salvo.

O palco mundo ficava no meio de duas colinas. Ou seja: onde eu estava era alto e perto do palco, o que me proporcionou curtir, dançar, filmar e assistir aos shows com muita facilidade. Com exceção do dia 24 – que tinha 94 mil pessoas cobrindo totalmente o chão do parque –, eu assisti a todos os shows como se tivesse comprado um ingresso de pista premium. Coisa que, no Brasil, se você não chegar cedo ou não pedir para aquele amigo guardar seu lugar, talvez você não consiga fazer.

Outra coisa que me chamou atenção foi o número de pessoas sentadas no chão: pouquíssimas! No Rio, meu maior medo é andar e pisar em uma delas. Também não rolou aquele famoso empurra-empurra na hora dos shows. Até no dia mais lotado, todo mundo arranjava um jeito de curtir sem incomodar o coleguinha.

Comida

O RiR Parecia um festival gastronômico — é sério! Eram vários os food trucks, que vendiam cachorro quente gourmet, batata gourmet, hambúrguer gourmet, sorvete, pizza, barraquinha de algodão doce e pipoca. Tinha também máquina de KitKat, além de uma área com 14 restaurantes (TimeOut Market) e até barraca que fazia drinks com cachaça e afins.

Quem já foi no evento do Rio, sabe que tudo isso ainda é um pouco limitado. Espero que, na próxima edição, tenhamos todas essas variedades. Até porque, o espaço parece ser bem maior do que o espaço de Lisboa.

Dias dos shows

Em Lisboa, os shows foram distribuídos entre o sábado e domingo (23 e 24) e sexta e sábado (29 e 30), o que, honestamente, não me pareceu tão bom assim. Apesar de dar tempo para descansar entre um final de semana e outro, o intervalo parecia muito distante e, de certa forma, me deixou mais cansada. Até este ano, o Rock In Rio funcionava mais direto. Será que em 2019 isso continua, ou o evento vai seguir os moldes de Lisboa?

Transporte e como chegar no evento

Lisboa toda estava voltada para o evento. O parque era um lugar super fácil de chegar, a mais ou menos 10 minutos andando do metrô. Além de ampliarem o horário do metrô para até as 3 da manhã (geralmente o transporte fecha a 01h, e o ônibus a 01h30), o transporte para quem apresentava o ingresso do Rock In Rio foi gratuito! Sensacional né? Em entrevistas, a responsável, Roberta Medina, e o chefe de segurança local explicaram que o objetivo era que as pessoas não fossem de carro. Por isso, eles também fizeram parcerias com os bicicletários, MyTaxi…

Brinquedos, palcos novos e interatividade

Achei o Rock In Rio Lisboa bem interativo. Além de ter o Parkour – novidade que inseria as pessoas em um video game na vida real – o POP DISTRICT, que ficava na àrea do Digital Stage, chamou bastante atenção pelas danças de Grease, Michael Jackson, Moulin Rouge, e pela galera de Star Wars. Foi tudo muito bem caracterizado,  e entreteve o público de maneira que não dava vontade de sair de lá.

Na Rock Street, a apresentação do ballet com o elefante mecânico encantava a todos. Tudo parecia realmente muito mágico, tipo a Disney dos festivais de música.

Outras coisas também eram bastante curiosas. Por exemplo: no meio do festival havia uma barraca da Sephora (marca de cosméticos), para dar aquele retoque de make! Também haviam vários postos para recarregar os celulares.

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De uma forma geral, as duas versões do festival (no Rio e em Lisboa) têm o meu coração. Eu amo o Rock In Rio e sempre vou amar, principalmente pelo que ele proporciona. Mas o Rock In Rio Lisboa 2018 tinha tantas atrações e surpresas que merece certo destaque. Isso não o torna meu favorito, mas me faz querer que essas inovações entrem no Rock In Rio 2019.

Que o Rock in Rio 2019 tenha todas as novidades e um line up tão maravilhoso quanto o Rock In Rio Lisboa 2018 teve! Dá vontade de já chegar setembro de 2019, né não?!

O Rock In Rio 2019 deve acontecer entre setembro e outubro de 2019, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.

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