Review: “Future Nostalgia – The Moonlight Edition”, de Dua Lipa

Isso sim que é aproveita uma era, não é mesmo? Dua Lipa lançou nessa sexta-feira (12) o “Future Nostalgia: The Moonlight Edition”, nova edição do seu disco lançado no ano passado, que recebeu oito indicações no Grammy 2021.

Por em 12 de fevereiro de 2021

Isso sim que é aproveita uma era, não é mesmo? Dua Lipa lançou nessa sexta-feira (12) o “Future Nostalgia: The Moonlight Edition”, nova edição do seu disco lançado no ano passado, que recebeu oito indicações no Grammy 2021.

Foto: Reprodução/Divulgação

Essa foi a promessa que Dua Lipa fez aos seus fãs no meio do ano passado sobre a era de Future Nostalgia: “Não se preocupe. Eu tenho isso e mais vindo por aí. Aguente firme. Tenho o suficiente para segurá-lo até 2022.” E não é que ela não brinca em serviço? A cantora britânica vem trabalhado intensamente na divulgação da era, sendo um dos álbuns mais aclamados e influentes do cenário pop de 2020. Desde a estética à sonoridade, que vem direto dos anos 80 e 90, com os elementos da disco e house, com toques atuais.

Quase um ano após o lançamento oficial do álbum, o “Future Nostalgia: The Moonlight Edition” é uma edição especial, que além de quatro faixas novas, contém os singles que a britânica lançou ao longo de 2020, como “Prisioner” (com Miley Cyrus), “Fever” (com Angelè), “Un Dia” (com J Balvin, Bad Bunny e Tainy) e também o remix de Levitating com DaBaby.

A divulgação de Future Nostalgia

Antes de entrar nas inéditas no disco, vamos ver o que Dua Lipa estava fazendo após o lançamento de Future Nostalgia? Com os shows adiados, devido a pandemia, Dua segurou um pouco mais a divulgação pelo primeiro semestre de 2020, com performances mais caseiras e na maioria das vezes acústicas.

Mais tarde, a cantora começou a investir em novas parcerias, culminando no lançamento do projeto “Club Future Nostalgia”. Nesse álbum de remix focado no público de música eletrônica, Blessed Madonna ficou responsável pela curadoria e produção, que funciona como um  DJ set. O projeto é um prato cheio para quem gosta de diferentes vertentes da música eletrônica. É como se estivéssemos ouvindo radio da Dua Lipa, sabe? O álbum contou com várias participações, incluindo Mark Ronson, Madonna, Missy Elliott e mais.

O que tem de novo em “Future Nostalgia: The Moonlight Edition”?

Foto: Reprodução/Divulgação

As parcerias lançadas em 2020 foram inclusas nessa nova versão, mas as faixas inéditas no projeto são “Not My Problem (feat. JID)”, “We’re Good”, “If It Ain’t Me” e “That Kind Of Woman”. Vamos então conhecer um pouquinho mais sobre elas?

“Not My Problem”

Com certeza essa é a mais diferente e com leves toques experimentais no disco. A junção dos sintetizadores frenéticos (bem old school) e uma percussão que acrescenta um ritmo interessante para a faixa, intensifica a atmosférica nostálgica na canção. O flow de JID é uma adição que até fez sentido na músicas, mas provavelmente é uma das mais fracas no álbum. Acredito que tem aquela possibilidade de crescer com o tempo mas poderia ter sido facilmente descartada do projeto.

“We’re Good”

Escolhida para ser o single do projeto, essa é uma faixa que deixa o lado electropop e disco do álbum original, e vai para uma direção mais tropical. Os beats de trap fortalecem a sonoridade mais moderna da música, mas a quebra acontece quando chegamos no refrão: os beats eletrônicos são substituídos por baterias e guitarra, remetendo a um som nostálgico de pop/rock. Talvez se essa atmosfera mais retro tivesse permanecido durante o decorrer da música teria sido mais interessante. Ainda tem potencial de crescer mais.

Leia mais: “We’re Good”: o que esperar do novo single de Dua Lipa?

“If It Ain’t Me”

Essa é uma faixa que facilmente poderia ter entrado na versão original de Future Nostalgia, logo após “Love Again”. O instrumental abafado na introdução dá a impressão de que a qualquer momento “Hung Up” da Madonna vai entrar. A estrutura da canção, com os principais elementos da disco e house, consagra a canção como uma das mais fortes do álbum.

Admito que em minha primeira impressão da música supus que seria apenas mais uma narrativa sobre coração partido, mas acabei me surpreendo no final. Vem comigo: Dua começa a narrar o quão apaixonada está por essa nova pessoa. No entanto, a sua mente começa a amplificar a sua insegurança, a deixando com medo de tudo acabar e ser deixada para trás. Então, o resto da canção é sobre a Dua refletindo porque esses pensamentos vieram a tona e como ela iria sofrer e lidar, caso o seu coração fosse partido. E como ela canta no refrão, a sua solução seria sofre e chorar em uma pista de dança

“The thought of you with someone kills me
I’ll be dancing with my heart broke
Such a sad disco if it ain’t me”

Para quem lembra, a música foi vazada em 2020 com a participação de Normani. Infelizmente, a cantora acabou não entrando na versão final. Não se sabe o motivo, mas teria sido incrível ter esse encontro no álbum, né?

“That Kind of Woman”

Essa foi uma faixa que já tínhamos ouvido uma prévia no “Club Future Nostalgia”, com o remix de Jacques Lu Cont . Mas aqui na versão original, a música é mais lenta e a produção remete ao electropop oitentista, com o baixo marcado e os excessivos sintetizadores. Essa é uma faixa que facilmente se encaixaria no “After Hours”, do The Weeknd.

“The Moonlight Edition”, vale a pena?

Divulgação/ Hugo Comte

No final, o que fez falta no “The Moonlight Edition” foi uma quantidade maior de canções inéditas. Sabemos que as faixas previamente lançadas, e que entraram no disco, fizeram parte de uma escolha estratégica para acumular streams. Mas no final vale a pena! Dua Lipa está trabalhando e aproveitando com maestria a era Future Nostalgia. E como vimos anteriormente, a cantora prometeu material até 2022. Será que essa era ainda vai render mais lançamentos?

Nota: 8.5/10


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