2 de julho de 2016 por Luciana Lino.

O que esperar de um show com quatro mil vozes gritando antes, durante e depois da apresentação? No dia 1º de julho de 2016, as meninas do Fifth Harmony lotaram o espaço do Vivo Rio, casa de shows localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, dentro e fora dele; a fila para a entrada à apresentação dava voltas intermináveis. Apesar disso, o público majoritariamente adolescente carregava uma energia muito grande, baseada na ansiedade para este dia, que já durava meses. Não é à toa que um grande grupo de fãs estava cerca de dois meses acampando no local para garantir um bom lugar na frente do espetáculo.

Os portões se abriram e o público entrou pouco a pouco, esperando por Normani Kordei, Lauren Jauregui, Ally Brooke, Dinah Jane e Camila Cabello. Antes do show, uma surpresa: os pais de Lauren e de Ally fizeram a alegria de quem estava por lá. Eles marcaram presença no camarote, tiraram fotos com fãs e acenaram para tantos outros. Isso prova que não só o quinteto tem tamanha influência em seus seguidores, mas, também, as suas respectivas famílias – ou qualquer outra pessoa que faça parte da vida de qualquer uma das integrantes do Fifth Harmony.

Previsto para começar às 20h30, e depois confirmado para 21h, a apresentação começou por volta das 21h20. Mas isso não desanimou quem estava ali: o público estava eufórico quando as cinco meninas subiram no palco.

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Foto: Feliphe Marinho

O setlist foi o mesmo dos outros shows que ocorreram até agora no Brasil – e, provavelmente, o do resto da turnê –, sem grandes surpresas. O Fifth Harmony começou a turnê “7/27” no Rio com “Body Rock”, com cinco pares de pernas dançando uma coreografia sincronizada – o que foi visto por diversas vezes durante o show. Neste tempo, Ally exibiu uma bandeira brasileira, que, mais à frente, em “Brave, Honest, Beautiful”, a carregou nas costas.

Falando nisso, demonstrações de amor ao Brasil não faltaram durante a apresentação: Normani amarrou um discreto lenço (ou bandana?) do país no pescoço; Camila, para a surpresa dos fãs, gritou “Brasil, gostosa” e disse que somos “uma das melhores plateias do mundo”; e todas arriscaram palavras e até mesmo frases completas em português, entre os intervalos das músicas. O primeiro contato com a plateia veio de Dinah, recebida com lágrimas e gritos dos presentes. Camila falou em português em seguida, e parecia bem. No dia anterior, ela tweetou afirmando que estava com dor de garganta, mas isso não pareceu um problema durante a apresentação.

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Foto: Feliphe Marinho

O show continuou com muita dança em “Miss Movin On”, “Sledgehammer”, “Dope” e, especialmente, em “Reflection”, com mais passos sincronizados. Tamanha agitação deu uma pausa a partir de “Going Nowhere”; na música seguinte, “No Way”, elas fizeram a performance sentadas.

A potência vocal das meninas também foi mais destacada em “Write On Me” – cuja apresentação terminou com Normani dizendo “eu te amo muito” – e elas não economizaram na interação com o público em “This Is How We Roll”, que jogava as mãos para cima para acompanhar o trecho “Put your hands in the air”.

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Foto: Feliphe Marinho

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Foto: Feliphe Marinho

Com o fim da primeira parte da apresentação, as meninas deram uma saída, mas voltaram rapidamente para emendar “Brave, honest, beautiful”, “BO$$” – com mais uma dança em conjunto –, “We Know”, “Squeeze” e “Like Mariah”.

Se o público já estava empolgado, o grande marco foi o sucesso “Worth It”. Em parceria com o rapper Kid Ink, sua voz ficou de fundo, servindo para coreografias caprichadas. Aliás, assim como em “Worth It”, em outras canções com parcerias, a voz do respectivo cantor permaneceu.

Já perto do fim, “All In My Head” foi a última música antes do encore, sucedida por “Work From Home”, cantada em coro pelo público. A noite terminou com uma chuva de papeis picados e muitos agradecimentos das meninas aos fãs.

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Foto: Feliphe Marinho

Carismáticas, as meninas do Fifth Harmony não fizeram feio com o público. A estrutura do show foi bastante simples – uma ou outra troca de iluminação apenas – e também não tiveram trocas de figurino, mas isso não foi um problema para quem foi assisti-las; o que chamava a atenção de fato, ali, era a figura delas, endeusadas pelos fãs – até um pouco mais do que a própria música em si. Simpáticas, elas faziam questão de estar perto e demonstrar afeto: Dinah se aproximava do público, Lauren mandava beijos aos presentes e Camila se sentou bem pertinho da quina do palco. O carinho não era diferente entre elas mesmas: o abraço entre Lauren e Normani gerou gritos entre os fãs, assim como surpreendiam os passos de dança sincronizados muitas das vezes. Até mesmo um tombo discreto de Ally não foi motivo para encerrar o show ou diminuir o seu ritmo; afinal, ele precisava continuar.

1h15min nunca passaram tão depressa para milhares de fãs que aguardavam aquele momento com tanta ansiedade por meses. Mal terminou o show e muita gente já está pensando no próximo. Com certeza, as meninas do Fifth Harmony serão mais uma vez muito bem recebidas; assim como seus fãs receberão, novamente, uma noite para ficar na memória.

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