Entrevista: Le Dib fala sobre projetos, sonoridade e seu novo lançamento, "Love Again" | Tracklist

Após o lançamento de “Somebody Like You”, para o dia dos namorados, e “Open Your Heart”, em parceria com o duo SELVA, Le Dib retorna à Sony Music Brasil com a música “Love Again”. Seguindo o estilo romântico, mas ainda bem eletrônico. A nova produção do artista brasileiro destaca-se pelo uso de elementos orgânicos e segue a linha que ele está traçando, sempre com composições cheias de história e sentimentos. 

Nascido em São Paulo, Leandro Dib Gabriel, ou Le Dib, como é conhecido no meio musical, já é considerado um dos grandes músicos da geração. Aos 29 anos, o artista tem como marca registrada sua guitarra verde fluorescente. Desde os 10 anos estudando música, ele começou autodidata, mas se profissionalizou na Los Angeles College of Music (LACM). Foi lá que, junto com Sandro Cavazza e Zeeba, criou sua banda chamada Bonavox. Em pouco tempo de estrada, tinham a agenda lotada e o reconhecimento do trabalho veio rapidamente com a conquista do Grammy Amplifier 2014, uma importante premiação destinada aos artistas independentes.

Em entrevista ao Tracklist, Le Dib conta detalhes sobre “Love Again” e também detalhes sobre sua carreira:

Os seus últimos lançamentos tem chamado atenção pela qualidade musical e também pela repercussão positiva. “Feelings” na STMPD RCRDS e “Somebody Like You” na Sony são ótimos exemplos. Como você enxerga esse desenvolvimento pessoal?

Acredito que, como qualquer outra profissão, um músico/produtor tem que estudar e trabalhar muito, sempre. Inclusive a criatividade, na minha opinião, é algo que pode ser trabalhado e desenvolvido. Meu crescimento me faz acreditar que estou no caminho certo, mas nunca perto de chegar no meu auge. Sempre vou ter algo pra melhorar.

Você lançou mais uma música, “Love Again”, também pela Sony. Conte-nos mais sobre ela e também a mensagem.

“Love Again” é minha música mais romântica até agora, tanto letra como no arranjo. A canção como estória de como, repentinamente, podemos encontrar o amor de novo. Muitas vezes nos fechamos pro amor como uma forma de defesa, ou às vezes simplesmente não esperamos que certa pessoa ou certa situação possa despertar esse sentimento.

Como você define a sua sonoridade? Quais artistas te inspiram?

Essa é uma ótima pergunta. São tantos gêneros e subgêneros que já nem sei. Mas eu diria que algo dentro do Tropical House. Sempre me inspirei muito em Avicii, Kygo e The Chainsmokers.

Você viveu bastante tempo em Los Angeles, podendo ter o contato com profissionais da indústria da música. Como foi esse processo? 

Morei em Los Angeles por quase 4 anos, tive experiências incríveis e o prazer de conhecer e/ou trabalhar com grandes nomes da indústria da música, sem dúvidas, foi o período que mais amadureci como ser humano e profissional. 

Sabemos que você teve uma música mixada na nova tecnologia Dolby Atmos. Como foi isso? Você acredita que esse seja o novo futuro?

Sim, acredito demais. Já estão sendo feitos diversos estudos de como aplicar essa tecnologia em clubes e espaços de eventos. Tive o prazer de entrar pro time da PMC, uma das maiores companhias de speakers do mundo, e através deles fui convidado a mixar a “Make You Whole” no sistema Dolby Atmos, desenvolvido pela Dolby junto com a PMC. Conheci o estúdio da PMC no LemonTree Studios e os estúdios da Capitol Records, também equipado com o sistema Atmos. Uma experiência incrível. 

Você acredita que ser um artista completo, que canta, toca e produz, é mais fácil na hora de trabalhar ou, na verdade, dá mais trabalho?

Acho que tem prós e contras. Com certeza dá muito mais trabalho e me toma muito mais tempo cuidar de todos os processos sozinho, da composição a masterização. Mas por outro lado eu tenho a liberdade de deixar tudo do jeito que eu quero/gosto sem depender de ninguém, além de ser muito vantajoso financeiramente. 

Mesmo jovem, você já venceu o Grammy Amplifier, quando mantinha uma banda junto do também cantor, Zeeba. Como foi essa experiência? Você acredita que isso te traz mais responsabilidade hoje como artista?

Em 2013 formamos uma banda chamada Bonavox em que eu e o Zeeba éramos guitarristas. O cantor era Sandro Cavazza, que hoje também está super envolvido com a música eletrônica. Entramos no Grammy Amplifier com o nosso primeiro single “Fallen Angels” e fomos escolhidos por Ariana Grande e Kendrick Lamar dentre milhares de artistas. Não acho que isso me traga responsabilidade, apenas algo mais na minha bagagem. Tive o prazer de vivenciar, em poucos anos, coisas que muita gente busca a vida inteira no mundo da música. 

O que podemos esperar para o futuro do Le Dib?

Com certeza muitas músicas novas, collabs com outros artistas (não só da cena eletrônica) e, assim que possível, muitos shows pelo Brasil todo.

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