"Club Future Nostalgia": o remix de Dua Lipa funciona fora das boates?
Dua Lipa no photoshoot para o "Future Nostalgia. A cantora aparece de blusa branca, com um fundo azul

“This is Dua Lipa, and you’re listening to Club Future Nostalgia”. É com esta frase que Dua Lipa abre o álbum de remixes “Club Future Nostalgia (DJ Mix)”, lançado nesta sexta-feira, dia 28. Com 17 faixas no total, o trabalho é uma reformulação de seu disco de mesmo nome, divulgado em março.

Nesse sentido, todas as músicas passaram por um rework, sem exceções: nem a parceria com o BLACKPINK, “Kiss and Make Up”, ficou de fora. Dessa forma, o álbum é contínuo, e as músicas emendam umas nas outras. É como ouvir um verdadeiro set de balada.

Se levar em consideração a ideia conceitual do projeto, Dua acertou em cheio. Não há pausas, literalmente; a cantora acelerou boa parte do tempo das canções, e as deixou rápidas e frenéticas.

Além do mais, a escolha de “single promocional” para o release foi feita em relação aos featurings mais famosos: Madonna e Missy Elliott. A artista tinha o intuito de trazer ao pop versões diferentes de suas próprias músicas, mas dessa vez com cantoras que são suas ídolas.

De acordo com The Blessed Madonna, DJ responsável pela curadoria do lançamento e maior parceria de Dua no projeto, a cantora deu grande liberdade na criação da mixtape:

Contudo, os produtores e demais DJs são conhecidos, ou do cenário underground? E além disso, o público vai abraçar a ideia de Dua em recriar tudo para o mundo das boates? Isso se encaixa num cenário de lockdown, em que as casas noturnas pelo mundo estão fechadas?

Dua Lipa & os colaboradores de “Club Future Nostalgia”

A resposta é: depende de cada um. A cantora deixou claro que a mixtape realmente deveria soar como uma estação de rádio, ou uma playlist de discoteca. É como se “Club Future Nostalgia” fosse um aprofundamento do release original, ainda mais imerso no conceito disco que a diva trouxe.

O disco se encaixaria perfeitamente numa festa: ininterrupto e dançante. Mas nada impede dos fãs ouvirem o CD como qualquer outro trabalho. O gosto pessoal vai interferir totalmente na recepção das faixas.

Apesar disso, os nomes que aparecem no Club FN são memoráveis, seja no pop convencional ou no gênero eletrônico. Gwen Stefani e Jamiroquai, já citados como inspirações para Dua, dão as caras; e o produtor Mark Ronson também, com quem a artista já ganhou um Grammy conjunto.

E sobre os DJs, há destaque para a própria The Blessed Madonna, que remixou músicas inéditas de Dua (“Love Is Religion” e “That Kind of Woman”); além da produtora sul-coreana Yaeji, que recriou “Don’t Start Now”.

Yaeji já trabalhou com Charli XCX no ano passado, no disco “Charli”, por exemplo. No Club FN, a jovem artista utilizou samples de faixas disco em seu remix:

Portanto, o único jeito de descobrir se o release atende ao seu gosto musical, é escutando. Dua talvez não tenha pretensões de fazer o lançamento virar hit, como o álbum original, mas vale a pena conferir.

O disco “Club Future Nostalgia (DJ Mix)” pode ser ouvido logo abaixo:

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