24 de julho de 2020 por Redação Tracklist.

Você pode até AINDA não reconhecer apenas o nome WC no Beat, mas com certeza já ouviu uma de suas músicas. 

Weslley Costa é o nome do produtor capixaba conhecido como WC no Beat, com um estilo original, ele adora inovar, brincar entre gêneros que antes não se misturavam, foi assim que chegou no TrapFunk, estilo qual ele ajudou a popularizar pelo Brasil. Logo no seu primeiro álbum, trouxe participações de grandes nomes do Rap e funk, juntos em faixas com batidas surpreendentes e fluidas. 

2 anos se passaram desde então, e Weslley vem trabalhando em aprimorar cada vez mais seu talento e paixão pela produção musical, e agora irá nos presentear com seu segundo álbum “Griff”. 

E sobre isso, o Tracklist bateu um papo exclusivo com o artista:

TRACKLIST – Originalmente tu era mais focado no Rap, ai já no teu último álbum começou uma mistura de funk, aquela batida mais próxima do Trapfunk, e foi super legal! Trouxe uma fluidez nas batidas… Qual tu consideras que são as diferenças mais palpáveis entre esse trabalho prévio e o próximo?

WC – Acho que 18k foi uma forma de estudo para fazer esse álbum totalmente diferente porque além de participações porque como o rap, trap e o funk nesse meio tempo de 2018 para 2020 mudou bastante, mudou o timbre, mudou a forma de produzir e eu peguei todo esse trabalho desde o 18k até agora, tô fazendo totalmente diferente do que eu tinha imaginado quando lancei o 18k. É como se fosse Trapfunk 2.0, tudo melhorado tudo mais pensado, desde Beats até as vozes foi uma parada altamente trabalhada de outra forma do que foi no 18k. Acredito que é uma experiência de produção, na qual eu aprendi muito nesse processo e acredito que o disco   está totalmente diferente do que foi 18k, e também de todos os meus trabalhos dentro do Rap. A galera vai se impressionar porque eu misturei muita coisa

TRACKLIST – E dia 20/08 ele vai estar disponível em todas as plataformas, como sabemos. Então me conta um pouco mais sobre ele, qual significado do Nome? Quanto tempo ele tá em produção? 

WC – Bom, o nome GRIFF vem do lance de…Se você parar para ver o disco, ele tem 33 participações e cada nome você enxerga como uma “marca” porque você já ouviu falar desses nomes, você conhece não só musicalmente, mas o nome é muito forte e todos esses nomes você vai olhar e falar “é uma grife”. E também tem o lance da costura, eu sou muito fã de costura, de arte, de moda. Vi um jeito de misturar o Trap e o funk em uma costura se tornando os dois uma marca, para ser um nome forte para o Trapfunk, ser uma GRIFF no sentido de além de ser quem eu sou, meu lado Style de trazer essa arte de misturar a música e transformar isso em uma potência, uma grife, esse é o conceito do disco ter esse nome e tem 33 participações, o que é muita gente, meu primeiro álbum  o 18k teve 22 participações, e agora nesse aumentou bastante significativamente de parcerias de peso muita gente, que tá no mainstream, e você vê como uma grife. Ninguém fez isso de misturar todos esses nomes numa faixa, é uma parada muito difícil na cena atual ainda mais em formato de CD. Então, é basicamente esse o conceito do nome GRIFF, a gente quer grifar todo esse lance de arte, de moda dentro de um disco de um conceito totalmente diferente. Foram 2 anos trabalhados de gravações, de viagens, de acordar de madrugada e ter que viajar para outro estado para gravar uma voz e voltar no mesmo dia para gravar outra voz. Foi trabalhoso e foram dois anos que me renderam muitas experiências boas além de conhecer muita galera que eu não tinha conhecido, conhecia só pelo Instagram, teve gente que conheci no estúdio e bateu a vibe, a gente fez o som e já é muito gratificante porque a galera não vai só ouvir a música, vai também ver como foi o trabalho, o processo foi todo filmado e logo mais vai ter um material incrível sobre o disco na rua, sobre esses dois anos trabalhados, uma experiência totalmente nova porque eu tive que sair do meu próprio conforto para poder gravar vozes e saber como realmente funciona a mente de um produtor musical. Sabe você tem que saber lidar com vários tipos de artistas e mentes, e músicas e gostos…É uma parada que quando você transforma e todos gostam você sente que tá concluído processo. E esses dois anos para mim foi um processo de muita conclusão e aprendizado, e vou trazer esse conceito todo no GRIFF.

TRACKLIST – Como foi fazer as gravações nesse período de pandemia, não deve ter dado pra ir pra estúdio com a mesma quantidade de pessoas ou frequência durante a quarentena, né? 

WC – No embalo de 18k eu já estava fazendo esse outro disco, antes da pandemia iniciar o disco já estava entregue, todas as vozes, tudo bem trabalhado, foi bem pensado. Eu acho que eu captei o momento certo de produzir o disco, porque a gente não sabia que ia acontecer tudo isso que veio a acontecer… Eu já estava com disco entregue nessa pandemia, essa loucura toda. Agora é só esperar dia 20 de agosto.

TRACKLIST – E eu vi que tu falou sobre 33 participações no GRIFF, que já vinha dando dicas com aquela contagem regressiva no Instagram, que foi super legal…

É!! a galera não entendeu de primeira, pensaram que tinha sido hackeado, que tinha acontecido alguma coisa mas, depois eles foram entendendo, vendo todas as imagens ali, eu fiz para causar uma curiosidade, e vários ficaram muito curiosos, funcionou muito bem esse tipo de trabalho, chamou a atenção da galera para o disco, né?

TRACKLIST – A gente já sabe de alguns nomes de peso como Anitta, Mc rebecca, Karol Conká, Pedro Sampaio, Kevin o Chris, Ludmilla… Pode dar mais spoilers do “muito mais”?

WC – Olha, eu posso falar uns nomes… Vou falar de primeira mão aqui para você. Tem bochecha, dos funk das antigas. Tem o Mc G15, do funk também, que é estourado em Portugal, Espanha a Europa é todo do menino… Nos Estados Unidos ele faz show direto, leva o funk pra fora. Pensando em quem eu posso falar mais sem estragar a surpresa… Tem a galera boa, tem o MC THA, que é meu irmãozão, um cara que eu tinha que trazer para esse segundo disco comigo. O Felp 22, o Kekel… Tem os nomes que eu ainda não posso falar, mas esses aí estão no meu álbum, em faixas totalmente misturadas. Eu não falei ordem nenhuma aqui, é uma parada que tá meio a sete chaves, quando lançar a galera não vai entender realmente, vai olhar a faixa e vai dizer “Como esse cara conseguiu juntar todos esses nomes?”. Essa é a minha intenção, que a primeira percepção após o GRIFF, seja a galera pensando “como esse cara conseguiu fazer toda essa mistura ficar boa” porque tá realmente bom, eu sou suspeito de falar porque eu produzi o disco, mas eu mostrei para minha equipe toda na Medellín que tá comigo nessa empreitada desde o começo do 18k, e eles vêm auxiliando bastante e todo mundo fala que tá muito bom, que a mistura sensacional. Acredito que quando estiver na rua a galera também vai se identificar por que tem faixa para todos os gostos, para todas as pessoas que curtem, é para todos os tipos todos os gostos, todas as vontades…É para você ouvir na praia, no seu carro, na boate, na academia…Fazendo o que você quiser. Eu me dediquei em pensar nisso também, além do gosto da pessoa, pensei sobre como ela vai curtir esse som, tem som de todos esses tipos uma mistura que eu acredito que será muito agradável, uma mixagem sensacional, uma masterização sensacional. Vai bater suave no ouvido da galera eu me preocupei com todos esses detalhes e quando ele sair eu acredito que todo mundo vai curtir muito.

TRACKLIST – Das que ainda não foram lançadas, qual a tua maior aposta? A que tu achas que a galera que acompanha teu trabalho vai pirar mais ao ouvir?

WC – Olha, eu não posso falar uma… Porque eu coloquei tanto amor nesse disco, coloquei tanta dedicação, tanta correria… Não tem UMA, porque o disco todo é meu baby, é um projeto que me deixou muito feliz por ter juntado toda essa arte, ai não tem como eu dizer que uma faixa é a preferida. Você vai olhar o disco e vai curtir todas. Todas chegam suave no ouvido, é maneiro. Lógico que o público vai escolher uma, mas eu sou o cara que fiz a parada toda…É como um filho mais adulto indo embora de casa, é assim que eu enxergo esse disco, é um projeto que eu amei de fato fazer, por dias, noites e noites, enquanto a cidade toda dormia, a minha mente funcionava, é uma parada que não tem dinheiro que compra…É só a vivência mesmo de trabalhar, de gostar do trabalho. Se você ama o que você faz já é meio caminho andado, e o fato de gostar muito de produzir desde os meus seis anos de idade fez eu me tornar isso aqui hoje. Então eu acho que GRIFF é meu baby, meu filho mais velho que tá saindo, indo embora de casa.

Agradecemos imensamente pela entrevista e desejamos todo o sucesso para o novo álbum, “GRIFF”! Dia 20 de agosto nas ruas.

Entrevista por Nina Dacier

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