O sucesso do novo Rei Leão ultrapassa as telas de cinema antes mesmo do seu lançamento

Durante as décadas de 1990 e de 2000, a Disney permeou as mentes daqueles que tiveram […]

Por em 23 de julho de 2019

Durante as décadas de 1990 e de 2000, a Disney permeou as mentes daqueles que tiveram a sorte de poder tomar nota das suas excelentes animações. Enquanto a gigante de mídia tomava conta das animações de duas dimensões com obras como Aladdin, Rei Leão e Mulan, a Pixar revolucionava a forma de contar histórias nas telas com as obras em 3D com Tom StoryMonstros S.A. e Os Incríveis. E nem é preciso ser tão novo ou velho assim para não sentir aquele golpe de nostalgia à mera menção dessas obras. 

Entretanto, logo após a explosão dessas peças memoráveis tanto de Disney quanto da Pixar, parece que a fonte de criatividade secou. A Disney mesmo tentou entrar na onda de animações em 3D que a Pixar havia dominado, e suas tentativas não tiveram sucesso tão grande quanto os empreendimentos anteriores. Enquanto que a Pixar, após o lançamento de Up, também começou a sofrer com problemas semelhantes. 

Mal sabiam eles que a solução estava justamente em tocar naquela veia nostálgica que bilhões de pessoas por todo o mundo carregam, às vezes até de forma quase que inconsciente, para que tanto Disney quanto Pixar pudessem reencontrar o caminho do triunfo. Triunfo esse que vai bem além das bilheterias de cinema. 

Tomando as rédeas do mundo em áudio e no visual 

Foi em 2010 que a Disney começou a refazer animações que haviam sido deixadas tomando poeira em seu catálogo, em reimaginações que inicialmente causaram estranheza aos fãs por se tratar de adaptações com atores de carne e osso. O medo era sincero e esperado; afinal, não seria fácil traduzir a psicodelia visual de um filme como Alice no País das Maravilhas para o mundo real. 

Mas a Disney foi e fez. E teve grande êxito em sua tentativa. Com Tim Burton liderando a adaptação de Alice, o filme com orçamento de 200 milhões de dólares teve retorno de mais de 1 bilhão de dólares nas bilheterias. E assim, a Disney redescobriria uma “mina de ouro” que estava antes bem esquecida. 

E tal potencial de exploração não ficaria contido apenas nos cinemas. Foi o que ocorreu no lançamento da trilha sonora da adaptação em live action de Aladdin. O filme chegou aos cinemas no dia 24 de maio nos Estados Unidos, com o disco da trilha sendo exposto em lojas e lançado em plataformas diversas de streaming dois dias antes. E por lá, ele chegou ao sexto lugar na tabela de vendas da Billboard ao mesmo tempo que o filme arrecadava quase um bilhão de dólares no circuito de salas de cinema. 

O mesmo acontece com Rei Leão antes mesmo da sua estreia. Como que em preparação para o choque de nostalgia, as musicas do novo filme tem chegado aos primeiros lugares das tabelas musicas do Brasil que são geralmente dominadas por músicas de funk e sertanejo. É assim uma demonstração clara de que vale a pena para Disney e seus pares investir em diversos produtos associados à marca; algo já feito por franquias como Jurassic Park, também trazida à tona em tempos mais recentes com o Jurassic World. Entre eles destacamos o famoso jogo para consolas Jurassic World Evolution, neste jogo é possível construír e gerir o seu próprio parque além da elevada interação com os dinosauros. Ainda nos temas dos jogos o Jurassic Park Slot é também um jogo bastante popular que foi aproveitado de forma inteligente para um dos jogos de cassino online encontrados na Betway, altamente inspirado na saga Jurassic Park. Além de jogos, é possível encontrar todo o tipo de merchandising como action figures e até jogos de tabuleiro. 

O que mais pode ser feito?

Talvez não haja hoje no mundo um conglomerado de mídia com tanto sucesso – e também com potencial de explorar tantos mercados – quando a Disney. São várias frentes que a empresa pode “atacar” caso seja de sua serventia, desde que ela esteja também disposta a manter nisso um bom nível de qualidade nessas explorações além do “pão e manteiga” cinematográfico que está sendo redescoberto e revirado. 

Mas ainda nesta linha de nostalgia, vários filmes estão sendo preparados pelos estúdios Disney como reinterpretações de suas obras em live action. O filme Malévola, lançado em 2014 como a primeira obra na sequência de filmes live action quase bianuais da Disney, ganhará sua sequência logo após o lançamento de Rei Leão

A sequência de Malévola será acompanhada por A Dama e o Vagabundo, e também por Mulan. Outros destaques são os remakes de A Pequena SereiaO Corcunda de Notre-DameLilo e StitchPinocchio e A Branca de Neve e os Sete Anões

Grande parte destes filmes contam com trilhas sonoras tão memoráveis quanto a de Rei Leão, e tem todo o potencial de alcançar um sucesso tão grande quanto. Talvez o mais marcante nesse quesito dessa lista seja Mulan, uma vez que canções como I’ll Make a Man Out of You e Reflection são presença garantida em listas de músicas mais marcantes já criadas pela Disney. 

Além de música e cinema, as adaptações em live action podem até mesmo virar seriados e jogos. Esse não é um território tão estranho para a Disney e seus fãs, uma vez que muitos dos desenhos que faziam parte da rotina das manhãs de crianças no mundo inteiro foram adaptações em formato de série de filmes animados. E o mesmo vale para os videogames, sendo que não faz tanto tempo desde que vimos personagens Disney em um jogo graças à Kingdom Hearts III

Todas essas são formas pelas quais a Disney pode continuar a manter seu império, e isso usando apenas o seu catálogo próprio. Uma vez que ela ainda conta com Star Wars, a franquia Marvel e muitas outras obras que também da aquisição de parte de uma outra gigante do entretenimento, a Fox, é impossível não ver a Disney como um colosso já quase tão grande quanto o seu próprio universo.


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