4 de outubro de 2019 por Rodrigo Neves.

Cinco anos depois da última passagem do Panic! at the Disco pelo Brasil, o grupo subiu ao Palco Mundo do Rock in Rio 2019 nesta quinta-feira (4), antes de Red Hot Chili Peppers. Acompanhado de músicos excelentes, o líder e único membro oficial do Panic, Brendon Urie, levou ao festival um repertório cheio de músicas mais novas e deixou de lado as antigas – as quais os fãs do Red Hot estavam mais interessados em ouvir.

Foto: Tuiki Borges/Smile Media

Brendon Urie

Sim, oficialmente só sobrou Brendon Urie e o cara é quem domina o palco. Ele conquista a plateia pela sua energia ao dançar e pular por todo o cenário sempre com um sorriso enorme no rosto, dizendo elogios e palavras de carinho. Saiu até um “te amo” e “obrigado” em português.

E, apesar dos problemas com telão e microfone, o cantor não mediu esforços (e garganta) para entregar as notas mais altas para o público carioca.

Foto: Tuiki Borges/Smile Media

Banda

Realmente, a voz, a presença e o charme do front man seriam suficientes para segurar um grande público como o do Rock in Rio. Isso se Brendon estivesse em carreira solo, pois o Panic! at the Disco ao vivo vai muito além disso. Com os músicos de apoio muito bem alinhados e até orquestra de violinos, eles nos entregam um verdadeiro espetáculo.

Além de tocarem divinamente, eles parecem se divertir com Brendon. Andam e dançam por todo o palco, e interagem bem com o público. Se tornam essenciais para a festa ser completa.

Setlist

É comum que bandas com muitos anos de carreira mudem muito ou completamente a sonoridade de suas músicas ao longo do tempo. Principalmente quando se há troca ou saída de integrantes, como é o caso do Panic! at the Disco.

Com 15 anos de carreira, a banda possui seis álbuns de estúdio, sendo os três últimos apenas com Brendon – “Too Weird to Live, Too Rare to Die!” (2013), “Death of a Bachelor” (2016) e “Pray for the Wicked” (2018) – e com um som pop rock muito mais pop do que rock. Dessa forma, eles lançaram hits que atingiram o público que consome mainstream, se desvincilhando do emo do início da carreira.

Foto: Tuiki Borges/Smile Media

Assim, o repertório do Rock in Rio claramente estava alinhado com o que é feito na turnê do último disco e com grandes os festivais que o grupo faz pelo mundo. Funcionou para mostrar a relevância e qualidade que o Panic ainda possui, sempre se renovando. Mas parece que não funcionou tanto para pegar o público em geral do Parque Olímpico (aka fãs do Red Hot Chili Peppers) , que parecia não conhecer tanto as novidades.

Claro, os singles dos álbuns mais recentes foram muito cantados por quem conhecia, como “Hey Look Ma, I Made It”, “Hallelujah” e”Girls/Girls/Boys”. Mas para levantar mesmo o Rock in Rio, Brendon precisou das mais antigas – que foram minoria – , como “Ready to Go” e The Ballad of Mona Lisa”I Write Sins Not Tragedies”, essa última sendo a mais aclamada.

Interlúdios, solos especiais e as notas agudas de arrepiar que Brendon soltava foram os toques a mais que fizeram a plateia vibrar durante todo o show. E eles fecharam da melhor forma: com High Hopes, o maior sucesso recente do Panic.

Mas o ponto alto do show foi mesmo…

…Bohemian Rhapsody

Está na memória dos brasileiros, não tem jeito (e ainda mais após o filme homônimo, lançado no ano passado): o show do Queen no Rock de 1985, com Freddie Mercury se emocionando com a multidão brasileira cantando o mais alto possível as músicas da banda. É assim toda vez que algum artista traz cover do Queen ao festival. O Foo Fighters acabou de fazer isso e agora uma performance única de Bohemian Rhapsody pelo Panic! at the Disco.

Foi mesmo ponto alto do show, o momento em que toda a Cidade do Rock se rendeu ao espetáculo de Brendon Urie.

Tracklist no Rock in Rio

O Tracklist está fazendo uma megacobertura do festival. Fique de olho no nosso site, no Instagram e no nosso Twitter!

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