28 de setembro de 2019 por Luciana Lino.

Explosão: essa é a palavra que resume o show do Foo Fighters no segundo dia de Rock in Rio 2019. Os headliners da noite entregaram um show bem ao estilo “Foo Fighters”, sem muitas novidades: com muitos solos e conversas com o público, mas também com bastante disposição e energia. Como uma boa fórmula que se preze, foram ovacionados. De fato: era só o simpático vocalista Dave Grohl falar qualquer coisa que os fãs iam ao delírio.

Foto: Wesley Allen/I Hate Flash

A quinta passagem da banda pelo país foi enérgica e contou com constatações e com momentos de tirar o fôlego. Muitos deles se assemelham ao que já é conhecido pelas outras apresentações do grupo, como a passagem deles no Brasil em 2018. Veja 6 deles:

Setlist redondo

O Foo Fighters já conhece o público brasileiro – e sabe do que eles mais gostam de ouvir. Hits como “Times Like These”, “Best Of You” e “Everlong” foram certos na apresentação; e, obviamente, fizeram o Rock in Rio entoá-los. Ao todo, foram 16 músicas em aproximadamente duas horas de apresentação – graças aos longos solos já de praxe nos shows da banda. Só durante as três primeiras músicas, “The Pretender”, “Learn To Fly” e “Run”, já tinham se passado 20 minutos.

Taylor Hawkins

O baterista do Foo Fighters sempre faz um show à parte. Hawkins estava sentado em uma espécie de pedestal, onde “brincou” com sua bateria em longos e poderosos solos. Não satisfeito, Taylor pegou o microfone para cantar um cover de “Under Pressure”, do Queen com David Bowie. Ah: para fechar o combo, o bumbo na bateria de Hawkins contava com a estampa do rosto de ninguém mais, ninguém menos, do que Noel Gallagher – ex-Oasis.

Volta do Foo Fighters ao Rock in Rio

A última apresentação do grupo no Rock in Rio foi em 2001. Ou seja: eles passaram 17 anos sem vir ao festival. Portanto, a promessa era de uma apresentação explosiva – o que deu certo. Antes de cantar “My Hero”, Grohl disse que cantaria as músicas de todos os álbuns. De fato, promessa cumprida.

O rock não morreu

Nem vai morrer. Essa história já é mais antiga que andar pra frente. Ver Dave Grohl, com 50 anos, batendo cabeça, pulando e mantendo o pique lá no alto – tanto dele e da banda quanto o do público – é a prova de que o rock, sim, se reinventa; mesmo que se prevaleçam os hits antigos. O Foo Fighters é uma das bandas que, passam gerações, ela continua se mantendo relevante no cenário.

Tão antigo quanto a história de “o rock morreu?” é a reclamação do público de que o Rock in Rio não é um festival só de rock. O próprio Rock in Rio aproveitou o momento para lançar um shade aos críticos:

Pedido de casamento

Imagina ser pedido em casamento no show do Foo Fighters? Mas não só no show do Foo Fighters como com a bênção da banda! Dave chamou um fã para subir ao palco. Achou-se que ele iria tocar algum instrumento, mas, na verdade, ele foi com um cartaz para pedir a namorada em casamento. Deu certo! E os dois foram “abençoados” por Dave Grohl, que os deu um caloroso abraço.

Homenagens

Mesmo com um repertório vasto e conhecido do público, o Foo Fighters aproveitou o palco para fazer algumas homenagens. Como já mencionamos, Taylor Hawkins cantou “Under Pressure” e “Love Of My Life”, do Queen; mas a banda também fez menções aos Beatles, com “Blackbird”, e aos Rolling Stones, com “Start me up”.

Ah, e rolou um crossover bem legal: mais cedo, o Weezer homenageou Dave Grohl com um cover de “Lithium”, do Nirvana – como já sabemos, banda na qual Grohl era baterista. No show, Grohl comentou a homenagem dos colegas, disse que chorou e dedicou “Big Me” ao Weezer. Fofo, né? Foi um show que entrou para a história da banda e do Rock in Rio!

Tracklist no Rock in Rio

O Tracklist está fazendo uma megacobertura do festival. Fique de olho no nosso site, no Instagram e no nosso Twitter!

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