No dia 26 de abril, o Catfish and The Bottlemen lançou o seu terceiro álbum...

No dia 26 de abril, o Catfish and The Bottlemen lançou o seu terceiro álbum de estúdio. “The Balance” foi bem recebido pelo público, mas nem tanto pela crítica. O motivo é simples: o disco é basicamente IGUAL aos dois anteriores.
A crítica é válida. Mas será que isso é realmente ruim? A seguir, nós falamos um pouco sobre o assunto.
Antes de tudo, porém, coloque a playlist para tocar no aleatório. Você vai perceber que a sonoridade dos três álbuns do grupo é essencialmente a mesma. Se você não for um fã (e, talvez, mesmo que seja), vai ser difícil definir de que disco cada música faz parte.
De modo geral, os artistas se renovam a cada álbum. Basta selecionar alguns exemplos simples, em que a sonoridade muda completamente em relação ao disco anterior.
Vamos começar pelo Paramore. O grupo foi criado em 2004, entregando um punk “barulhento”, com baterias altas. Depois, evoluiu para um punk mais “leve”, o punk rock, o punk pop e um pop rock. Em cinco álbuns, foram 5 mudanças que permitem a diferenciação das faixas.
Mesmo que a essência do Paramore esteja em cada disco, é possível perceber uma evolução para o trabalho seguinte. E sobre evolução, não estamos dizendo que a banda se tornou invariavelmente melhor. Para muitos fãs e críticos, sim; para outros, o Paramore deveria ter continuado na sonoridade de “Riot!”, seu álbum mais famoso.
O mesmo aconteceu com Taylor Swift. Vinda do country, a cantora inseriu um pouco de pop a cada novo álbum, até que enveredou completamente para o pop comercial. Foram mudanças após mudanças, álbum após álbum. Ou seja, em vez de ouvirem algo que já conheciam, os fãs puderam aproveitar de uma evolução sonora da artista.
Porém, nada disso aconteceu com o Catfish and The Bottlemen. Desde o seu primeiro disco, “The Balcony”, a banda permanece a mesma. Os mesmos riffs de guitarra; os mesmos rompantes de voz de Van McCann; os mesmos momentos de melodia lenta e um refrão explosivo. Mais do mesmo.
No Metacritic, o álbum “The Balance” acumula apenas 51 pontos no Metascore. As críticas são muito semelhantes: de que o Catfish and The Bottlemen deveria ter expandido seus horizontes.
Se o objetivo do Catfish and The Bottlemen era manter a identidade da banda, eles conseguiram. Apesar das críticas incisivas, o resultado é bom! “The Balance” mantém tudo o que o grupo já fez, e que funcionou até aqui. Eles já encheram estádios, por exemplo. Os resultados serão os mesmos com o disco recém-lançado.
Ainda assim, os principais destaques do álbum são as faixas que se distanciam de trabalhos anteriores. E isso considerando que elas nem se distanciam tanto assim.
“Overlap” e “Mission” chamam a atenção pelas rápidas viradas de ritmo e por uma potência maior do vocalista Van McCann.
Já dizia o ditado: “Em time que está ganhando, não se mexe”. Para os fãs, esse não é realmente um problema. Desde que “The Balance” foi lançado, os seguidores da banda só têm a elogiar. Mesmo quando admitem que o disco é muito semelhante a “The Balcony” e “The Ride”.
Ou seja, fazer “o mesmo álbum” TRÊS VEZES não foi algo que decepcionou os fãs do Catfish and The Bottlemen. Talvez eles até já esperassem por isso, já que o segundo disco foi muito parecido com o primeiro.
Enquanto seus seguidores se identificarem com as faixas, é bem provável que o Catfish mantenha a mesma linha. Especialmente se eles continuarem a vender discos e a encher estádios (o que deve acontecer).
A banda só vai precisar encontrar o equilíbrio (“the balance”, sem trocadilho) entre o que é cômodo, e o que é interessante. Talvez um quarto álbum não seja mais tão atrativo se as faixas forem “as mesmas”. Será que seus fãs estão dispostos a ouvir o mesmo som, anos a fio?
Na sexta (26), o Catfish and The Bottlemen compareceu à BBC Radio 1 e fez um show privado. As apresentações mesclaram faixas antigas e novas, como uma comemoração ao “The Balance”. Assista a seguir:






