12 de dezembro de 2019 por Giovana Bonfim Escudine.

Texto por: Matheus Amaral

Nesta última quarta-feira (11) os britânicos do Metronomy se apresentaram no Rio de Janeiro no Sacadura 154, divulgando seu novo álbum “Metronomy Forever”. Era de se esperar que a ameaça de chuva e o fato de ser meio de semana espantasse um pouco o público. Mas não é que a casa ficou cheia? E quem se propôs a enfrentar a rotina do dia seguinte com horas a menos de sono com certeza achou que valeu a pena.

O grupo subiu ao palco com a introdução “Wedding” ao fundo e fez um começo de show arrasador. Começou com  a energética “Lately”, que parece já estar entre as favoritas, seguiu com “The Bay” que fez o público dançar, “Wedding Bellse “Corinne”. O ritmo diminui um pouco (só um pouco) com a excelente “Whitsand Bay” que funciona muito bem como transição para “Everything Goes My Way”. Aqui, o público é presenteado com uma balada e com a voz da baterista Anna Prior no vocal, que levou os presentes a cantar junto durante toda a música.

Em “She Wants”, a banda traz um clima mais post-punk. Com baixa iluminação, meio dark até, mas sempre com o toque original que lhes é característico.

A luz é trazida de volta em “Reservoir” com seus sintetizadores “8-bit” para após entrar a belíssima “Walking In The Dark”, trazendo um momento mais calmo. As instrumentais “Boy Racers” e “Lying Low” funcionam quase como um dj set de qualidade, sem deixar alguém entediado pela ausência de letras. Elas voltam em “Insecurity” na forma de um pop rock muito bem construído pelas guitarras e sintetizadores e com a melódica e encantadora “I’m Aquarius”.

Foto: Giovana Bonfim

Mudança de mood

“The End Of You Too” é mais uma instrumental de qualidade. Ela prepara para o Old Skool, com sua mistura de funk e hip hop fazendo todo mundo dançar e cantar aos comandos de um entusiasmado Joseph Mount. “The Look” e “Love Letters” trazem uma pegada anos 60 com sons de órgão eletrônico e vocais em coro antes da experimental e psicodélica “Sex Emoji”. A última do setlist principal.

No encore, a banda apresenta a introspectiva “Upset My Girfriend”. E encerra com a clássica “Radio Ladio”, que talvez defina muito da sonoridade da banda.

Vale destacar o domínio brilhante que todos os integrantes têm das músicas. Conseguem fazer o que poucas bandas fazem: deixar as versões ao vivo melhores até do que as de estúdio, com pequenas improvisações. A animação entre eles também podia ser sentida, seja pela interação entre seus integrantes (destaque para as danças do carismático Olugbenga Adelekan e Oscar Cash) ou as tentativas de falar em português com o público.

Resumindo: esperamos ver o Metronomy por aí durante muitos anos ainda, e, claro, sempre voltando ao Brasil com essa mesma animação.

Foto: Giovana Bonfim

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