O Supercombo é uma das atrações brasileiras do Lollapalooza Brasil 2016 e o vocalista e guitarrista, Léo Ramos, conversou com o Tracklist sobre os preparativos para o festival e novidades do grupo. A banda começou em 2007, passou por várias formações, mas o reconhecimento só veio com o lançamento do álbum “Amianto” (2014) e a participação no programa “Superstar”, da Rede Globo. A seguir, Léo Ramos:

Tracklist: A alavancada da Supercombo se deu através de alguns fatores importantes, como a gestão da Elemess e a visibilidade no Superstar. Além disso e do trabalho árduo, a que mais vocês atribuem ao sucesso da banda atualmente?
Léo Ramos: Eu atribuo a alavancada da banda à nossa busca pelo método certo de trabalhar; a gente era muito desorganizado. Agora que começamos a nos organizar e a aprender como se faz, aí o negocio começou a andar. Apareceu a Elemess, a gente entrou no Superstar… nós vamos acumulando sabedoria e aprendizado. Tem muita coisa a melhorar e a aprender ainda, mas posso te dizer que estamos em um caminho muito legal.

Tracklist: As letras das músicas que vocês escrevem procuram fazer uma reflexão em quem as ouvem. De onde vêm essas letras? Quem as escreve? De onde vem a inspiração e qual a base delas?
Léo: Eu as escrevo. Sou um cara muito observador, entendeu? Gosto de reparar nos detalhes, nas coisas pequenas que, às vezes, as pessoas não dão tanto valor e não conseguem imaginar isso em uma letra de música. Gosto muito de pensar também em imagens. Por ex: “Amianto” é uma imagem de uma pessoa que está pensando em se matar, de outra que está querendo ajudar… são coisas que você consegue se identificar de alguma forma.

Tracklist: Recentemente, vocês anunciaram uma participação com o Lucas Silveira, da Fresno, no novo álbum da banda. Como isso aconteceu? Como vocês se conheceram e como surgiu a ideia?
Léo: A gente já se conhece há um tempo, porque já tocamos juntos antes. Gostamos muito do trabalho do Lucas. Como trabalho em estúdio, a gente estava fazendo um projeto em que ele estava envolvido, entramos em contato e trocamos uma ideia. Tem muita participação legal no nosso disco novo. Não podemos anunciar todos, mas podemos falar do Lucas, do Mauro da oficina G3 e os meninos do Medula.

Tracklist: Ainda nesse lance de parceria, vocês já tocaram com outras bandas famosas. Com quem mais vocês gostariam de trabalhar?
Léo: Olha, a lista é grande (risos). Mas gostaria de trabalhar com o Lenine, com o Chico César, com o pessoal dos Titãs, Paralamas… a lista vai longe. E, claro, gostaríamos de fazer mais parcerias com os meninos do Scalene e do Far From Alaska, por exemplo.

Tracklist: Na cena atual, observamos que está predominando mais o estilo pop. Você acha que parcerias assim não quebrariam uma barreira muito grande? Ou você acha que não se encaixa com a banda?
Léo: Ah, sim! Encaixa! A gente gosta de misturar. Se aparecer o Mr. Catra querendo fazer música com a gente, a gente topa! Se o Wesley Safadão quisesse, também ia rolar na hora… (risos)

Tracklist: Vocês já tocaram em vários festivais, como no Planeta Atlântida no mês passado. Qual foi a experiência mais marcante de algum desses shows?
Léo: Foi ver a galera trabalhando! Gosto muito de observar as pessoas trabalhando e a interação com o público, com a equipe, com o festival. O (Planeta) Atlântida foi muito maneiro pra gente. Ano passado, também tocamos no festival de 30 anos da Rádio 89 e foi muito maneiro. Você conhece todo mundo, faz um networking muito legal no backstage, combina outras coisas… é muito legal esse contato que você tem com as pessoas. Além, claro, do público que está ali para ver, para participar. Isso gera material, gera conteúdo.

Tracklist: É legal todo esse contato com a equipe. De uma maneira ou outra, você lida com o público.
Léo: Exato! Quando você faz um show só seu, em uma casa menor, é legal porque você está ali com seu público em contato direto. Só que na hora que você vai e toca em um festival gigante, você consegue variar quem está te ouvindo e, obviamente, com quem você está se comunicando. É legal isso. É um puta aprendizado, na real.

Tracklist: Não tem como falar em festival e não citar o Lollapalozza Brasil, que vocês vão se apresentar. Qual é a expectativa?
Léo: A gente sempre sonhou em tocar no Lollapalooza. Fazendo uma retrospectiva do ano passado pra cá, já tocamos no festival Rock do Vale, no da Rádio 89, no Planeta Atlântida, e vamos no Lolla, no João Rock… a gente está muito feliz e muito honrado por essa oportunidade. Estamos com uma expectativa gigantesca!

Tracklist: A gente pode esperar músicas novas nessa apresentação?
Léo: Isso é uma dúvida, porque estamos finalizando o disco novo. Não sei se vamos lancar um single ou algo a mais até o dia do Lolla… planejamos tocar pelo menos uma música nova. Agora se a gente vai conseguir e quando, aí já não sei. O disco novo está muito legal e queremos fazer tudo direitinho. Não queremos queimar uma música sem ter certeza de que será aquela mesmo. O que a gente planeja para o Lollapalooza é pegar todas as músicas que funcionam em shows, que a galera já gosta e já canta ao vivo, e fazer o setlist só com essas músicas, só com os hits.

Tracklist: Por fim, o que todo mundo quer saber: por que “Rogério” como o nome do novo disco?
Léo: Isso não posso te falar, infelizmente… a gente está bolando um material visual que explicará tudo e, talvez, se eu falar agora, as pessoas vão ter uma ideia errada do que é. Acho melhor as pessoas esperarem um pouco mais para a gente terminar de montar tudo. Tá lindo! Queremos q seja uma surpresa.

Tracklist: Então é algo totalmente audiovisual? Tudo em volta de um conceito?
Léo: Isso! Não é so musica. É algo bem legal que a gente está bolando, algo bem conceitual.

Tracklist: Então foi isso, Léo! Muito obrigada pela entrevista.
Léo: Muito obrigado a vocês!

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