12 de novembro de 2019 por Giovana Bonfim Escudine.

Com seu primeiro álbum lançado em 2017, “O Proceder“, Gloria Groove está de volta com novo EP. Apesar de nunca ter saído de cena e lançado single atrás de single, todos eles foram lançados soltos, sem vínculos com EP e álbum.

Seu novo EP, intitulado “ALEGORIA”, foi lançado nessa terça, 12. Nele, estão presentes 4 faixas: “Mil Grau”, “Magenta Ca$h”, “Sedanapo” e “A Caminhada”.

“Cada faixa de ‘Alegoria’ completa um capítulo e, entre elas, elementos transpassam o real para o lúdico”, disse Gloria em suas redes sociais.

A faixa de abertura, “Mil Grau”, já até mesmo possui um clipe. Ele foi lançado junto ao material e conta uma história. Segundo a drag “é a abertura pop quebradeira, em que o elemento do fogo é usado pra representar a libertação de nossas expressões sexuais e artísticas”.

Na segunda, 11, a cantora também esteve no “Encontro com Fátima Bernardes” para sua divulgação. Por lá, também se apresentou com “Coisa Boa” e conversou um pouco com a apresentadora.

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Sequência de clipes e mais detalhes sobre “ALEGORIA”

Se você acha que Gloria Groove parou por aí, você está errado. Além de “ALEGORIA” e clipe para “Mil Grau” hoje lançados, ela planeja o lançamento de clipes para todas as outras faixas.

A ordem dos clipes a ser liberada deve ser justamente a mesma da tracklist. Em entrevista à revista Caras, ela conta sobre a ideia do projeto completo ter um material audiovisual:

Ainda é uma estratégia que não existe no Brasil, é um tiro às cegas. Eu só dou um tiro desses porque eu sei que o pop brasileiro está em construção. A gente ainda tá botando tijolinho. A construção tá na mão das mulheres e das bichas, então, se não for a gente pra dar essas tacadas, quem vai ser?”.

“ALEGORIA” é bastante eclético. Cada faixa tem um ritmo diferente: enquanto “Mil Grau” é mais puxada para o lado do funk, “Magenta Ca$h” é um rap em colaboração com Monna Brutal e aborda questões de como usam os LGBT; já “Sedanapo” se identifica mais com o pop e “A Caminhada” é uma mistura do rap, com trap e com o funk.

Sobre suas influências, ela ainda conta para a revista:

As referências são as mais diversas. E a gente faz para ser isso mesmo, para ser uma coisa que a galera estude a fundo. Fui estudar vários visuais, desde gigantes, como o Lemonade [de Beyoncé], até nacionais, como o Kisses [de Anitta]”.

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