Uma das maiores bandas da história do Canadá e uma das mais importantes do rock n’roll fará cinco datas no Brasil

Um dos nomes mais lendários do rock, a banda Rush anunciou uma turnê grandiosa para 2026 e 2027. com passagem pelo Brasil Liderado por Geddy Lee (baixo, teclados, vocais) e Alex Lifeson (guitarra, vocais), o grupo fará uma viagem pelo mundo inteiro tocando os maiores sucessos da carreira e chega ao país apenas no ano que vem para cinco apresentações. Com o título Fifty Something Tour, o passeio musical terá shows em Curitiba (22/1), São Paulo (24/1), Rio de Janeiro (30/1), Belo Horizonte (1/2) e Brasília (4/2). mesmo sendo apenas em 2027, todos já estão com ingressos à venda.
Para além de toda relevância da banda para história do rock, essas apresentações carregam uma importância muito maior para quem ama e acompanha Rush, principalmente no Brasil. A última vez que a banda pisou na América do Sul foi há 17 anos, antes mesmo de lançar “Clockwork Angels”, último disco de estúdio do conjunto que foi disponibilizado para o público em 2012.
Ou seja, o público brasileiro e sul-americano não está só matando a saudade desses grandes artistas. Esta será a primeira vez que muitos poderão ver ao vivo faixas que fazem parte da história do rock que nunca tiveram as notas tocadas no hemisfério sul do globo.
Entretanto, não eram apenas os brasileiros que sentiam falta dos shows dos rockeiros canadenses. Os integrantes do Rush estavam praticamente aposentados antes de anunciar a nova série de shows. Eles anunciaram um hiato de um ano após duas turnês longas e bem sucedidas em 2013. No entanto, nunca voltaram efetivamente para a estrada desde então.
Dessa forma, a América do Sul esperou por quase duas década pelo retorno da banda, mas a Europa está há 13 anos sem ver os ícones do rock n’ roll. O Brasil entrou no leva de anúncios de datas junto com os europeus e uma estadia mais longa no Reino Unido. A turnê que antes teria 22 apresentações entre Estados Unidos e Canadá agora será de 58 shows em 24 cidades diferentes.
Outro ponto que é um diferencial desta turnê é a formação da banda. Os veteranos Lee e Lifeson perderam em 2020 Neil Peart, baterista da banda desde 1974. O duro golpe na longa história de amizade deu um fim oficial para a banda. Por isso, a turnê de reunião ganhou ainda mais importância, uma vez que parecia pouco provável que os músicos voltassem a usar o nome Rush para shows.
Quem assume as baquetas não é um baterista do rock clássico. O comando fica a cargo de Anika Nilles, alemã líder do grupo de fusion Nevell. Conhecida por ter feito parte da banda de Jeff Beck, a instrumentista é uma escolha que traz uma nuance distinta e mais jazzística à sonoridade de sucessos históricos como “Tom Sawyer”, “The Spirit Of The Radio” e “Working Man”.
Se o apelo da saudade e o frescor da novidade não chamarem a atenção, ainda existe uma outra característica desta turnê que pode ser um motivo para comprar o ingresso. O Rush decidiu fazer os shows no formato chamado “an evening with”. Este estilo de apresentação consiste em uma montagem de performance quase exclusiva por noite.
Os artistas farão um repertório em duas etapas em todas as datas. A setlist é escolhida de um um grupo de 40 faixas previamente ensaiadas e montada de forma especialmente para aquele local e público. Dessa forma, provavelmente todo o show tem um aspecto único. Há grande chance de cada um dos cinco shows do Brasil seja uma experiência praticamente exclusiva. Contudo, a banda garantiu em nota que os principais sucessos da carreira serão tocados.
No entanto, a exclusividade verdadeira está na sorte do Rush voltar para mais uma grande turnê pelo o mundo. Fãs de cinco cidades brasileiras ganharam a chance de viver história e acompanhar o que podem ser os últimos shows de uma das maiores bandas do rock em território sul-americano. A importância mora em ter na memória a experiência de cantar em uma só voz as canções de lendas vivas da música.






