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Renata Capucci, da TV Globo, revela ter Doença de Parkinson

Repórter revelou informação ao podcast “Isso é Fantástico”

Foto: Reprodução Instagram

No último domingo, 26 de junho, a repórter da TV Globo, Renata Capucci, revelou ao podcast “Isso é Fantástico” que há quatro anos recebeu o diagnóstico da Doença de Parkinson. Confira o relato a seguir.

Renata Capucci fala sobre Doença de Parkinson

“Chegou a minha hora, chegou a minha vez de me libertar. Porque viver com esse segredo é ruim”, começa Renata Capucci, ao falar da Doença de Parkinson. “Você se sente vivendo uma vida fake, porque parte de você é de um jeito e você fica escondendo a outra parte de outras pessoas, no meu caso a maioria das pessoas, porque eu sou uma pessoa pública”, desabafou.

A repórter ainda aproveita a ocasião para falar quando descobriu a doença. “Eu fui diagnosticada com Doença de Parkinson em outubro de 2018, quando eu tinha 45 anos. Hoje, eu tenho 49. Eu estava no meio do programa Popstar, que eu participei, que eu cantava”, contou aos ouvintes.

“Eu comecei com os sintomas um pouquinho antes. Eu comecei a mancar e as pessoas falavam para mim: ‘Por que você está mancando, Renata?’. E eu falava: ‘Eu não estou mancando’. Eu não percebia que eu estava mancando. Aí fui fazer fisioterapia, osteopatia e a coisa não mudou”, relatou.

Capucci conta como foi levada ao hospital após um sintoma. “E aí, em um dado momento, no meio do Popstar, depois do sexto programa, eu estava em casa e o meu braço subiu sozinho, enrijecido. E o meu marido que é médico, logo depois do programa, me levou para um hospital que tinha emergência neurológica e eu fui diagnosticada com Parkinson. Aquilo caiu como uma bigorna em cima da minha cabeça”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas de 10 a 15% dos pacientes portadores da doença têm menos de 50 anos de idade.

Renata finaliza o podcast acalmando seus ouvintes, falando que está viva e que, quatro anos depois, está bem e feliz. “Eu não quero virar mártir. Eu não quero que tenham pena de mim. Ao contrário, eu tenho orgulho da minha trajetória. Eu tenho orgulho da maneira como eu encaro essa doença, porque eu encaro ela de frente hoje. Já passei por todas as fases, da depressão, da negação”, reforçou.

“Hoje, eu estou na fase cinco que eu olho essa doença de frente e eu falo assim: ‘Senhor Parkinson, eu tenho você, você não me tem’. Eu faço tudo o que eu posso de exercício, de remédio e eu tenho uma vida positiva. Eu me sinto feliz, apesar de tudo. Eu não sou café com leite por ter doença de Parkinson, eu faço todas as matérias. Não me sinto diminuída”.

O podcast completo está disponível no site da Globo e pode ser ouvido aqui.

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