Logo pela manhã deste sábado (25), mais uma edição brasileira do Lollapalooza teve início num ensolarado Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O primeiro dia do festival, que terá continuidade neste domingo, foi marcado pela grande variedade musical entre as atrações que tomaram os quatro palcos do evento.

A quinta edição do festival no Brasil deu sua largada com grande excelência, indo desde ao rock pesado de Metallica Rancid até as apresentações enérgicas de nomes como Cage The Elephant Tove Lo, todas sempre acompanhadas de públicos fiéis e apaixonados, como os que lotaram também os emblemáticos shows do The xx e do The 1975, por exemplo.

Leia nosso resumo sobre os principais destaques do primeiro dia do Lollapalooza Brasil 2017:

PALCO SKOL:

METALLICA

Metallica no Brasil nunca é demais. A cada show da banda por aqui, a multidão de fãs se mantém cada vez mais fiel. As músicas do novo álbum, como “Hardwired” e “Atlas, Rise!”, se mesclaram com clássicos como “Seek & Destroy” e “Master Of Puppets”; e em todas elas, aglomerados de rodinhas punk estiveram presentes, junto com gritos apaixonados da multidão por cada palavra de James Hetfield.

Foto: Camila Cara

“Nós não importamos com quem vocês vieram ver, todos agora são parte da ‘família Metallica'”, declarou o frontman logo ao início da apresentação, abraçando desde os seus fãs mais fervorosos até o público que foi à Interlagos recepcionar nomes variados como The xx e Tove Lo. Definitivamente, o Metallica já é mestre em cativar o público brasileiro – ainda mais aquele presente em um festival considerado alternativo como o Lollapalooza – e demonstrou isso nas performances de “Nothing Else Matters” e “Enter Sandman”, que encerraram o primeiro dia do festival diante de mais de 100 mil pessoas.

RANCID

Antes mesmo do Metallica subir ao Palco Skol, quem estava lá para representar o punk rock no Lollapalooza era o Rancid, que o fez com a competência e o talento que há mais de 25 anos caracterizam a carreira do quarteto.

Foto: Camila Cara

O grupo californiano, apesar de contar com público e duração menores ao do Cage The Elephant, fez a longa espera por sua estreia em terras brasileiras valer a pena. Com um repertório centrado no disco “…And Out Come The Wolves”, cuja clássica capa de 1995 enfeitou luminosamente o palco, a banda tornou do primeiro show noturno do maior palco do evento também o mais nostálgico do dia, enfileirando sucessos enferrujados como “Time Bomb” e “Ruby Soho” em seu setlist.

CAGE THE ELEPHANT

O Cage The Elephant provou o motivo de ser novamente escolhido pelo Lollapalooza. A banda comandada por Matt Shultz fez uma performance de verdadeiros rockstars, definitivamente um dos shows mais elétricos do dia.

Foto: Camila Cara

Combinando faixas de seu último disco, “Tell Me I’m Pretty” – não à toa laureado com o Grammy de “Melhor Álbum de Rock” -, com o repertório de seus trabalhos antecessores, o grupo americano apresentou um talento além de sua música com uma grande presença de palco que levou o público (o maior do dia até então) ao delírio, principalmente em hits como “Ain’t No Rest For The Wicked” e “Come A Little Closer”.

Entre as inúmeras vezes que desceu do palco para interagir com a galera da grade, Shultz ainda arranjou tempo para declarar que a banda fazia um dos melhores shows de sua carreira, comprovando mais uma vez a potência do apaixonado público do festival.

SURICATO

Foto: Camila Cara

Guitarras elétricas, viola caipira, bateria, teclados e vocal potente. Esses ingredientes misturados tornam o som de Suricato bem vivo e eletrizante no Palco Skol. Eles tocaram a música nova “Admirável Estranho” e ainda rolaram um cover de “Blowin’ In The Wind”, de Bob Dylan, e uma homenagem à Chuck Berry.


PALCO ONIX:

THE XX

O The xx foi responsável não só por encerrar as atividades de sábado no Palco Onix, mas também por realizar uma das mais aguardadas apresentações de todo o festival. E, pela segunda vez no país, o trio inglês correspondeu às enormes expectativas e fez possivelmente o grande show do dia.

Foto: Feliphe Marinho

O grupo introduziu em sua apresentação toda a atmosfera do disco “I See You”: mais vibrante e solar. Canções dos trabalhos antecessores, como “Shelter” e “Crystalised”, ganharam performances agitadas e dançantes que animaram o público – cujo tamanho só perdia para o Metallica.

A banda também mostrou-se surpresa com a tamanha euforia do público brasileiro, que acompanhava de perto cada linha do show (especialmente em sucessos como “Angels” e até mesmo a instrumental “Intro”). “Estou sem palavras”, declarou Romy Madley Croft. E nós também ficamos, The xx.

THE 1975

Com um show relativamente cheio, o The 1975 estreia no Brasil. O vocalista Matty Healy interage com o público por diversas vezes antes das musicas começarem. Não é uma apresentação super enérgica, mas a banda cativa e anima os fãs e especialmente curiosos, como promete um bom show de festival, e reserva seus momentos de êxtase – com destaque para a performance de “The Sound”.

Foto: Camila Cara

Para a apresentação, o grupo britânico apostou em um setlist recheado pela musicalidade oitentista e sintética de seu mais recente trabalho, “I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It”, mas não deixou de lado grandes sucessos de seu primeiro álbum, como “Girls”, “Sex” e “Chocolate”.

GLASS ANIMALS

Foto: Feliphe Marinho

Sob o sol forte e com uma plateia relativamente grande, o Glass Animals começou a performance com “Life Itself”, canção do disco “How To Be A Human Being”, que foi apresentada com playback. Esse, infelizmente, foi o tom de praticamente todo show. Em “The Other Side Of Paradise” vemos um esforço maior do vocalista Dave Bayley, que tenta interagir mais com a plateia.


PALCO AXE:

THE CHAINSMOKERS

O The Chainsmokers fez um show totalmente dedicado ao público do Lollapalooza. A dupla americana encerrou a programação do Palco Axe ao mesmo tempo que o Metallica se apresentava no Palco Skol, e ainda assim foi capaz de arrastar uma multidão que cantou e pulou junto em todas as músicas do repertório.

Foto: Feliphe Marinho

O duo transformou o espaço numa verdadeira balada, sem deixar de fora os sucessos recentes “Paris” e “Something Just Like This” e os hits absolutos “Closer” e “Don’t Let Me Down”. Além disso, Andrew Taggart e Alex Pall trouxeram canções de artistas muito conhecidos pelo público do festival, como Red Hot Chili Peppers, Florence + The Machine, Blink-182 e Panic! At The Disco.

Em meio aos vários remixes de pop e rock (incluindo até mesmo Tove Lo, que ali havia se apresentado instantes antes), a iluminação e o palco também foram destaques do subestimado show do The Chainsmokers, que surpreendeu e encantou aos presentes.

TOVE LO

O pop eletrônico e contemporâneo de Tove Lo arrastou uma grande multidão ao Palco Axe já no horário nobre do Lollapalooza, quando também se apresentava The xx, e marcou a apresentação de uma das artistas de maior potencial dentro do gênero.

Foto: Isabella Zeminian

A sueca repetiu a dose de seu side show em São Paulo e protagonizou uma performance de grande identidade, entoando hits como “Habits (Stay High)” e “Talking Body” (onde a cantora mostrou os seios por menos de um segundo), além do material recente de seu mais novo disco, “Lady Wood”.

CRIOLO

Foto: Mila Maluhy

Assim como era amplamente esperado, Criolo, a principal atração nacional do dia, realizou uma apresentação de forte caráter político no Palco Axe. Passeando por toda a sua carreira e alternando entre as sobrecarregadas performances de praxe e seus filosóficos monólogos direcionados à enorme plateia, fiel a cada batida e a cada rima, o rapper deixou claro porque é um dos maiores representantes do gênero no Brasil em um dos shows mais emblemáticos deste sábado.

TEGAN AND SARA

Foto: Isabella Zeminian

Com 15 minutos de atraso, o duo Tegan And Sara subiu ao palco Axe. Carismáticas, as irmãs trocaram várias frases com a plateia. O repertório nos surpreendeu: esperávamos por mais canções do novo disco, “Love You To Death” – o mais pop da dupla, que mais agitou a plateia. No entanto, elas apresentaram muitas canções antigas com uma pegada indie que deixou boa parte do público perdido.

BAIANASYSTEM

O BaianaSystem foi o show que reuniu todas as tribos no mesmo pique. Eles misturam diferentes ritmos com fortes batidas que não deixaram ninguém parado. Tanto quem estava no fundo quanto quem estava na meiuca pulou junto com a banda, que tem bastante presença de palco.

Foto: Breno Galtier

Com um poderoso discurso de inclusão tanto em suas letras quanto em sua interação com o público, o BaianaSystem fez um show marcante e animado no palco Axe na tarde de sábado.


Além das atrações principais do festival, tanto grandes nomes da música eletrônica como Marshmello, Vintage Culture, Don Diablo e Victor Ruiz, quanto artistas vindos do rap, como o americano G-Eazy e o grupo nacional Haikaiss, foram responsáveis por agitar o Palco Perry’s ao longo do sábado.

O Lollapalooza continua neste domingo (26), com apresentações de The Strokes, The Weeknd, Martin Garrix, Flume, Two Door Cinema Club, Duran Duran, Melanie Martinez, MØ, Jimmy Eat World, Catfish And The Bottlemen, Vance Joy, entre vários outros.

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