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PicniK Festival celebra 10 anos com line-up feminino de peso; saiba mais

Evento gratuito acontece nos dias 25 e 26 de junho em Brasília

Foto: Divulgação

Depois de quase três anos pausado por conta da pandemia, o PicniK Festival está de volta em Brasília (DF). O evento gratuito, que acontece nos dias 25 e 26 de junho, na Praça Portugal, propõe movimentar novamente a cena alternativa nacional com destaque especial para os grandes nomes de peso das mulheres em sua line-up: Letrux, Karina Buhr, Luedji Luna, Pratanes, Maria e o Vento, Anelis Assumpção, Dessa Ferreira e Fernanda Takai estarão presentes no festival.

Com exclusividade para o Tracklist, algumas artistas contam para a gente como está sendo esse retorno aos palcos e as expectativas para suas apresentações, assim como a importância de serem mulheres relevantes à frente da música brasileira.

PicniK Festival 2022

Para Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, tem sido emocionante voltar aos palcos pelo Brasil. “Experimentei isso com meu novo show solo e agora também com o Pato Fu, que, além do espetáculo ‘Música de Brinquedo 2’, está na estrada com o show sem brinquedos, comemorando ainda a volta de nosso baterista Xande Tamietti”, comenta.

Foto: Divulgação

Fernanda ainda lembra que, em setembro, sua banda completa 30 anos e se sente muito feliz em ser uma mulher à frente de um grupo muito produtivo musicalmente. “Imagino que seja um elemento inspirador para outras garotas, assim como outras vozes femininas abriram caminhos para que eu pudesse existir como artista. O show no festival ainda é inédito em terras brasilienses, apesar de ter estreado em 2017. Teremos o grupo Giramundo com a gente, o que deixa tudo mais divertido para todas as idades!”, celebra a cantora.

A artista Letrux reforça o quão revigorante tem sido o retorno aos palcos. “Muita emoção, muita saudade, muita alegria em rever amigos, equipes, público com olhos brilhantes. Música, cultura, arte em si têm sido muito importantes para nos manter nesse momento de horror que estamos vivendo com esse desgoverno. Então, os shows e festivais são uma celebração desse lugar possível e amoroso que a arte propicia. Estou muito contente com o convite do PicniK. Sempre pronta para dar omeu melhor, me entregar e matar a saudade do meu público de Brasília, que sempre é tão intenso e amoroso”, opina e comemora.

Foto: Divulgação

A paulistana Anelis Assumpção, que se apresenta no evento ao lado de Curumin, analisa o cenário pós-pandemia, com a necessária volta aos palcos. “Nesses dois anos pandêmicos, pudemos observar um liberalismo voraz ocupando as artes. Voltar aos palcos é necessário, porém não estivemos paradas aguardando o retorno. As mulheres, sobretudo, tiveram papel fundante no processo de reclusão, equilibrando os pratos e os anseios, e é notória a força nessa retomada. Espero no PicniK Festival a boa e velha troca, que só é possível ao vivo. Estamos inteiras, ainda que meias”, declara.

Foto: Caroline Bittencourt

Já a banda Ozu chega ao palco de Brasília com álbum novo na bagagem, “Burnout” (2022). “Para nós, é um enorme prazer poder estar de volta à atividade depois desse longo hiatus! E ainda com novo álbum lançado, é um novo ciclo que começa. Me sinto muito feliz em reencontrar com nosso público nos shows e de poder circular por novos palcos e festivais”, comenta a guitarrista Sue-Elie Andrade-Dé.

Foto: Mariana Harder

“Preparamos um repertório bem jazzy e cheio de groove para o PicniK Festival. Será nossa primeira vez em Brasília com a Ozu, e estamos ansiosos em ver qual será a resposta do público. Queremos conquistar novos fãs de trip hop pelo Brasil”, fala.

Para a vocalista da Ozu, Juliana Valle, mesmo na situação de caos que ainda estamos vivendo por conta da pandemia, tem sido uma ótima experiência para a banda retornar aos palcos. “Os espaços estão nos recebendo com entusiasmo e o público de forma geral está bem animado e disposto a curtir o show com a gente. Enquanto mulher, estou me sentindo bem-vinda e respeitada pelos espaços que têm nos recebido até o momento”, finaliza.

Nena, da banda Aguaceiro, questiona: “É muita doideira viver de arte no geral no Brasil, né?”. Para ela, há sempre um “parente para desencorajar e até mesmo o próprio país que não apoia inteiramente artistas independentes”. “É cansativo e às vezes maçante, mas vale a pena tudo isso porque tem gente que nasce mesmo para ser artista. É grande e inspirador poder subir num palco e escutar pessoas cantando o que eu sinto”, confessa.

Foto: Gabriel Ikeda

A artista começou no ramo musical em meio a pandemia. “Subir em um palco foi como entrar na minha casa. Saber que pertenço àquele lugar me move a lutar por tudo que acredito quanto artista. O início foi bem intenso. Senti que, conforme a pandemia foi estabilizando, os shows encheram e os eventos voltaram à correria de movimentar a cena local. E agora tocar no PicniK está sendo realizar um sonho meu, e em um palco principal! Estou muito feliz com o convite e pela oportunidade”, comemora.

Além dos shows citados, o PicniK Festival vai contar com várias atrações de arte, moda, design, bazar, entre outros. Para conhecer a programação completa, acesse aqui.

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