Festival Planeta Brasil: Em busca de um lugar entre os grandes

Quando se trata de grandes festivais de música no Brasil, nomes como Rock In Rio,...

Ana Laura CorrêaNotíciasDestaques30 de janeiro de 2017

Quando se trata de grandes festivais de música no Brasil, nomes como Rock In Rio, Lollapalooza, João Rock e Planeta Atlântida são facilmente lembrados. Um (nem tão) novo nome, vem se firmando entre estes a cada ano: o Festival Planeta Brasil.

Realizado anualmente em Belo Horizonte, o evento chegou à sua sexta edição em 2017. Nos anos anteriores, o festival já trouxe para a capital mineira bandas como Guns’n’Roses, Raimundos, Criolo, Seu Jorge e Nando Reis.

No último sábado (28) aconteceu mais uma edição do evento. As 12 horas de Planeta Brasil contaram com 30 pontuais atrações musicais distribuídas em quatro palcos. A estrutura do evento incluía ainda lounges para descanso, tuc-tucs para transporte do público entre os palcos, intervenções artísticas, uma boa variedade de food-trucks, além de mesa de ping-pong e também “totó humano”.

Uma das atrações musicais mais aguardadas do evento, o show do duo de pop rural Anavitória reuniu muita gente sob o sol forte das quatro e meia da tarde. A apresentação foi marcada por um pedido de casamento no palco, durante a música “Singular”, confira:

Outro destaque do evento foi o show de Projota. As músicas foram cantadas em coro pelo público, que correspondeu bem quando o rapper, durante um momento de homenagem para Chorão, pediu: “Se a gente gritar mais alto, com certeza ele vai ouvir!”.

Fotos: Aaron Gabriel


Tiago Iorc
subiu ao Palco Sul logo depois de Projota. O brasiliense, que abriu o show com uma versão acústica de “Amei Te Ver”, arrancava gritos desesperados da plateia com seus trejeitos sobre o palco.


Jason Mraz, penúltima atração da noite, deixou suas músicas mais famosas para o final do show, quando o público se levantou para entoar “I’m Yours” e “93 Million Miles”. Em seguida, quando o Skank subiu ao palco para encerrar o evento, muita gente ainda não tinha ido embora.

Samuel Rosa ressaltou que, geralmente, as bandas não gostam de fechar festivais por conta do pouco público, “mas nós somos o Skank e estamos em Belo Horizonte”, frisou, referindo-se ao enorme número de pessoas ainda presentes.

A Esplanada do Mineirão só ficou realmente vazia à meia noite. Na página do evento no Facebook, quem esteve no Planeta Brasil reclama das filas, da falta de segurança e também dos altos preços de alimentos e bebidas. Outros parabenizam a organização e comentam que já aguardam pela próxima edição. Com as devidas melhorias que ainda devem ser feitas, o Festival Planeta Brasil caminha a passos largos para garantir seu lugar cativo entre os maiores festivais de música do país.

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