Harry Draper e Jack Sedman se conheceram em Bridlington e, desde então, tocaram por diversão...

Harry Draper e Jack Sedman se conheceram em Bridlington e, desde então, tocaram por diversão — sem planos, sem pressão, apenas pelo amor à música. Do improviso na cozinha à estrada pelo mundo, a dupla britânica do Seafret nunca perdeu essa sensação de descobrimento. E, em 2025, parece que nada mudou nesse sentido.
Além de se apresentarem no Brasil com um show único em São Paulo no próximo domingo, 24 de agosto, o Seafret lançou uma série de singles que fazem parte do novo projeto, previsto para o início do próximo ano. Após “River Of Tears” e “Wait”, a banda lançou em junho “Five More Seconds”, em parceria com a cantora escocesa KT Tunstall (conhecida por hits como “Suddenly I See”). Segundo Harry, a faixa fala sobre um momento decisivo, intenso, capaz de mudar o rumo de uma relação.
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Em entrevista ao Tracklist, o guitarrista falou sobre o lançamento e a fase criativa intensa que a banda vive atualmente. Ele contou como transformaram aquela ideia de “cinco segundos a mais” em uma música que conversa com qualquer um que já se arrependeu de não ter feito algo diferente.
E claro, não podia faltar a conversa sobre o Brasil — da energia única do público, da ansiedade para o show em São Paulo e de como essa conexão inspira a dupla a escrever cada vez mais. Confira!
Harry, você e o Jack foram apresentados pelo pai dele e passaram anos tocando por pura paixão, sem planos definidos. Mas teve um convite para show que virou uma chave importante nesse começo. Como foi esse momento — e o que mudou ali?
Sim, realmente mudou. Lembro que foi amor à primeira vista quando eu e a Jack nos conhecemos. Honestamente, foi como se fôssemos irmãos, nos amamos completamente, e acho que precisa ser assim. Estamos tocando juntos há 12 anos ao redor do mundo, então precisa haver um vínculo especial. Mas lembro que adorei a voz dele e ele gostou de como eu tocava instrumentos.
Então, nos conectamos imediatamente. Desde aquele encontro, passamos praticamente todas as noites juntos improvisando e tocando ao redor da mesa da cozinha. São memórias muito felizes, e nós adoramos isso. Nunca pensamos que faríamos disso uma carreira, apenas adorávamos tocar juntos, e ainda é assim hoje. Este mês vamos ao Brasil, e estamos muito animados. Vamos nos divertir muito, assim como nos divertíamos naquela época. A única diferença é que agora podemos viajar pelo mundo e tocar para pessoas incríveis em países incríveis, mas ainda amamos fazer isso.
O novo single, “Five More Seconds”, soa como um reencontro com o agora — uma faixa que se passa naquele instante em que tudo pode mudar. Que fase artística e emocional vocês estão atravessando como banda hoje?
Eu diria que estamos em um ótimo momento. Estamos nos sentindo mais criativos do que nunca. Sentimos que este novo álbum, incluindo essa música, é o nosso melhor até agora, porque realmente dedicamos tempo a ele e adoramos cada segundo do processo. Acho que isso transparece nas músicas. Agora mal podemos esperar para tocar tudo ao vivo. É muito empolgante.
A faixa tem imagens muito específicas — parece até escrita cena por cena. Essa construção partiu de algo vivido por um de vocês ou foi uma ficção construída com base em conversas e sensações compartilhadas?
Foi mais uma coisa compartilhada. Mas é algo que todos nós já vivemos. Sabe aquelas vezes em que você gostaria de ter cinco segundos a mais para fazer algo de forma um pouco diferente? Seja no calor do momento ou não. Todos sentimos isso, e tivemos sorte de conseguir transformar em uma música no mesmo dia em que estávamos juntos.
E como foi a experiência de dividir o processo criativo com a KT Tunstall?
Foi muito fácil, fácil demais. Ela é incrível, uma musicista de verdade, supertalentosa e nada tímida. Pega a guitarra e canta exatamente o que está pensando. Em cerca de três horas, tínhamos terminado a música. Foi muito divertido. Adoramos a Katie, conhecemos ela há um tempo, e ela é fantástica. Tivemos um dia incrível no estúdio.
Ela descreveu vocês como “trovadores modernos”. Essa imagem te representa? Você se enxerga como um contador de histórias que vai costurando vivências na estrada?
Gostamos de “trovadores modernos”. Quando ela disse isso, achei muito legal. Amamos o que fazemos, não pensamos muito nisso. Amamos escrever e tocar músicas e nos sentimos muito sortudos por levar isso ao redor do mundo. Se tivesse que definir, somos trovadores modernos.
Falando agora sobre o show em São Paulo neste mês, vocês estão preparando algo diferente do que costumam apresentar lá fora? Alguma música que só entra no set por causa do público daqui?
Mal podemos esperar. É um dos nossos lugares favoritos para tocar. Vamos tocar algumas músicas do novo álbum que ninguém ainda ouviu. Também vamos tocar músicas antigas, mas teremos muitas novidades. Estamos muito animados.
Você já falou que tem uma relação especial com o Brasil. Isso nasceu da reação do público, das turnês, ou tem outro fator por trás dessa conexão mais emocional?
É a energia do público. Não lembro exatamente da primeira vez que viemos, mas foi há alguns anos. Nunca sentimos uma energia assim em nenhum outro lugar do mundo. Foi incrível, nos divertimos muito. Sempre que podemos, voltamos ao Brasil. Os fãs são apaixonados, silenciosos nos momentos calmos e superanimados nos momentos intensos. Sinceramente, acho que vocês têm o melhor público do mundo, sem dúvida.
Depois de três álbuns e essa fase de renascimento artístico, vocês pensam em lançar um disco completo com essa nova energia? O que você pode nos contar?
O novo álbum está pronto, mas não posso dizer a data de lançamento. Como estamos nos sentindo muito criativos, já começamos a escrever de novo. Então, desta vez, o intervalo entre álbuns não será tão longo. Estamos em um ótimo momento criativo e seria um desperdício parar de escrever.
E, por fim, o que você gostaria de falar para os seus fãs que acompanham nosso site?
Amamos vocês, agradecemos muito e mal podemos esperar para tocar todas as músicas novas para vocês.
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