A banda Gloria é uma das atrações da I Wanna Be Tour 2025, que começa...

A banda Gloria é uma das atrações da I Wanna Be Tour 2025, que começa neste sábado (23)! A série de festivais, que traz grandes nomes do emo e pop punk, passa neste ano pelas cidades de Curitiba e São Paulo.
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Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellowcard, Story Of The Year, The Maine, The Veronicas e Neck Deep compõem o line-up internacional dos eventos. E, além do Gloria, se apresentam nos festivais as bandas brasileiras Fresno, Forfun, Dead Fish e Fake Number.
A segunda edição da I Wanna Be Tour acontece nos dias 23 de agosto, em Curitiba, no Pedreira Paulo Leminski; e 30 de agosto, em São Paulo, no Allianz Parque. Ainda é possível garantir ingressos de última hora através da plataforma Eventim.
Em entrevista recente ao Tracklist, Mi Vieira, vocalista do Gloria, falou sobre os shows da banda nos festivais, nova fase do grupo, o cenário brasileiro de rock e emo atual e outros assuntos. Confira a conversa abaixo!
“A gente está muito feliz de tocar na I Wanna Be Tour deste ano. Desde o ano passado, a gente já estava paquerando o evento, né? Eu fui no ano passado e foi legal demais. Teve todo o reconhecimento do público, e foi uma loucura andar lá dentro. E, esse ano, a 30e chamou o Gloria para tocar! E, pô, estamos felizes demais. É uma parada muito boa para nós, porque o Gloria é uma das bandas que marcou muito a cena emo aqui no Brasil. São 22 anos de estrada. E a gente está planejando um show bonito, um show que vai ter muitos sucessos; e a empolgação, é lógico, é a maior possível. A gente está feliz demais com esse evento”.
“Sim, sim! Desde o ano passado é isso, a galera já estava pedindo Gloria. E eu lembro que, quando começaram a anunciar a I Wanna Be desse ano, a galera já estava comentando, né? ‘Vai ter Gloria, vai ter Gloria’. E foi muito bom receber essa notícia, e estar vivendo isso agora. A gente está divulgando o evento desde fevereiro, se eu não me engano. E chegou, né? Chegou”.
“Cada show é uma coisa. Então, se for um show só do Gloria, obviamente a gente vai ter que fazer um setlist mais extenso, porque é um show maior, né? 1h30, 1h40. Então, a gente vai ter que colocar sucessos, músicas que também não são sucessos e músicas que são apostas para um dia, se tudo der certo, ser um sucesso também. Já quando vamos fazer um show como o da I Wanna Be Tour, obviamente a gente senta e faz um repertório com muito mais cuidado. E também um repertório que é mais baseado nos sucessos da banda, né? Uma banda com 22 anos, que já passou por gravadoras, por grandes festivais do nosso país. E é uma banda que tem sucessos. A gente é uma banda que tocou muito na MTV, na rádio.”
“A gente sempre se baseia nos maiores sucessos da banda. E, claro, músicas que não podem faltar no show do Gloria: ‘Minha Paz’, que é a música que que levou o Gloria para o Brasil inteiro; ‘Asas Fracas’, que é uma música muito conhecida da banda, foi a primeira música do Glória a ser famosa; ‘Tudo Outra Vez’; ‘Horizontes’ que tem a participação do Lucas Silveira, do Fresno, e por aí vai. Tem muita música, mas as principais acredito que sejam essas”.
“Olha, a banda que eu quero mais assistir, infelizmente, é a banda que toca depois do Gloria, que é o Neck Deep. Então eu quero tentar, de alguma maneira, ou em Curitiba ou aqui em São Paulo, ver pelo menos um pouquinho do show deles. Eu queria muito ver o Neck Deep. que é uma banda que eu acho muito legal. Quero ver o Story of the Year, o Yellowcard e também nossos amigos, o Fresno, Forfun, o pessoal do Fake Number que está fazendo esse show comemorativo; o Dead Fish… A gente tem que dar valor para as bandas do nosso país, porque são essas bandas que fizeram também o estilo bombar por aqui”.
“Eu acho que, para um evento dessa magnitude, a importância dele também gera em torno também de uma comemoração. É muito legal ver que, assim, depois de 20 anos – porque se pararmos para pensar, o emo começou a ganhar força faz 20 anos no Brasil -, é muito legal ter um evento desse mostrando a importância do estilo no nosso país. E, também, dar visibilidade para as bandas que ajudaram esse movimento a dar certo por aqui. É muito bom, é uma comemoração num grau e altura que merecia ser feito”.
“É o que eu falei, quando a gente faz um show só do Gloria, a gente engloba muito a história da banda. São muitos discos que a gente tem lançados. A gente sempre traz muito do nosso disco de 2009, que é o homônimo, que é aquele trabalho que saiu pela Universal Music, pelo Rick Bonadio. A gente também aborda muito o ‘(Re)Nascido’“.
“Esse ano, a gente fez uma tour comemorativa desse álbum; e também temos as músicas novas que a gente lançou nessa formação que a gente tem agora, com o Vini [Rodrigues], que é o nosso novo guitarrista e vocalista. E é, também, um show que engloba toda a história da banda. Acho que toda banda que é antiga, e que passa aí dos seus 20 anos, começa a fazer shows assim. O Gloria não foge muito disso – a gente acaba fazendo uma coletânea dos maiores sucessos e inclui músicas novas. Partimos muito desse ponto”.
“Sim! Esses últimos singles que a gente lançou fazem parte de um trabalho que a gente fez, com nove músicas – então ainda faltam três músicas para lançar. Só que a gente lançou de uma forma diferente, não lançamos como um trabalho datado. Muitas bandas também fizeram isso, então foi a forma que a gente pensou para trabalhar esse trabalho. E esse projeto do Gloria vai acabar se tornando um disco; mas, ano que vem, a gente planeja lançar de uma forma diferente de como a gente fazia antigamente”.
“Acho que essa decisão ela partiu muito do que a gente vive hoje em dia. Hoje em dia, a gente não tem mais CD – aliás, até temos, mas a galera não consome mais a música através de um CD, de um LP, isso se tornou mais algo de colecionador. Então, hoje é tudo mais rápido, é através de plataforma digital, seja Spotify, Tidal, o Deezer. Agora, você lança uma música, a pessoa ouve, e ela acaba partindo para uma outra banda. Não tem mais aquele lance de você pegar um CD e revisitar. Mas acho que as coisas voltam; as pessoas também acabam se enchendo disso”.
“E, na música, a gente sempre tem que ficar se renovando e procurando o que e como o público vai consumir a música. Então a gente acabou pegando a forma que muitas bandas estavam trabalhando hoje em dia. A gente já pensa em voltar a trabalhar um álbum da forma que era antigamente – a gente percebe, também, bandas como Bring Me The Horizon ou o próprio Fresno, que lançaram o álbum full. Mas a maneira que a gente viu há dois anos atrás foi essa, de lançar singles. E aí as coisas vão mudando, você acaba se renovando”.
“Eu percebo que, hoje em dia, o cenário de rock e do emo gira muito em torno da nostalgia. Então tem bandas que nunca acabaram, e o Gloria é uma delas; o Fresno, o Dead Fish… são bandas que fizeram parte desse cenário do emo. E tem bandas que, obviamente, acabam voltando nesse momento, seja para comemorar algo, para tentar voltar ou para fazer uma despedida. Existem bandas novas, claro. E, não posso mentir para você, ultimamente eu não ando acompanhando muito as bandas novas; mas sei que temos muitas bandas que estão surgindo no emo, ou mais do shoegaze; grupos que acabam vindo com uma modernidade e trazem pouco de indie no emo”.
“Mas acho que, assim, esses tipos de evento são bons para mostrar que existe o rock no Brasil. Isso é bom para todos nós, mostra que o rock está ali, que tem bandas trabalhando, bandas que nunca acabaram. E é isso, isso reforça uma cena, e pode dar força para pessoas que estão começando, que vão falar: ‘Quero ter uma banda e tocar num evento desses um dia’. Porque comigo começou assim, né? E eu acho que esses eventos trazem um pouco de esperança para o gênero”.
“É muito difícil, porque cada experiência é uma experiência, né? Mas o que eu dou de conselho é não desistir. Se você quer alguma coisa, corre atrás, e saiba que você vai ter que trabalhar muito para conquistar certas posições que a gente conquistou. Tem coisas e lugares ainda que eu não conquistei, mas é importante que saibam que vão ter que trabalhar bastante. Você viver de banda no Brasil é difícil”.
“Então estude o cenário, estude quem veio antes de você, estude onde você está entrando e como é o lugar que você está entrando, sabe? Porque quando você entra em um cenário, você tem que entender as bandas que estão lá. Você tem que entender como funciona. Não pense que você vai ser um salvador da pátria, porque você não vai ser, cara. A gente aqui está tentando um espaço em um país onde o rock não é nada, entendeu? Então, assim, não desista, e seja muito humilde. Eu acho que a humildade é o melhor caminho e é o maior remédio que uma pessoa que está entrando na cena hoje em dia tem que ter”.
“Como banda, eu desejo conquistar, sim, um novo público. Trazer mais pessoas para o show, conquistar mais espaço. Óbvio que a gente sabe que é impossível para o rock no Brasil chegar em certos patamares de divulgação e estar em certos lugares, seja em mídias como a televisão ou o rádio. Mas pretendo conquistar isso – ter shows em lugares maiores, com o Gloria encabeçando obviamente. É isso que a gente quer conquistar, e quer conquistar uma paz extrema. Precisamos de paz. A gente precisa tocar e ter mais paz na vida. Não sofrer tanto no meio, porque a gente sofre demais para ter banda”.
“Galera, é o seguinte: tem Gloria na I Wanna Be Tour esse ano. Vai ser lindo demais. Vamos colar no show! Vem, que é uma oportunidade única pra você ver bandas maravilhosas: Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellow Card, The Veronicas, Neck Deep, Dead Fish, Fresno, Fake Number e muito mais. Então vem para o show, que vai ser lindo. Estamos esperando vocês. Dia 23 agora em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski. E também tem no estádio, né? no Allianz Parque, aqui do lado da minha casa!. Dia 30 de agosto, I Wanna Be Tour no Allianz Parque. Então vem que vai ser lindo”.
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