19 de maio de 2020 por Redação Tracklist.

Por Nina Dacier

Se você, mesmo que não admita, tem um buraco no coração deixado pela fase inicial (a famosa fase ~fetus~) do seu ídolo, esse problema pode estar para acabar! Você precisa conhecer AUSTN, a nossa nova aposta para ladrão de corações de jovens apaixonados por música pop.

AUSTN é um americano de 17 anos, que se encantou pela música de uma maneira totalmente inesperada: ele nasceu com uma grave deficiência auditiva. O que poderia desestimular muitos foi o fogo inicial da paixão dele pelos sons e pelas batidas.

Foto: Joseph Morison

Como quase todo artista atual, ele começou sua carreira nas redes sociais, postando covers e pequenas performances, até chamar atenção de empresários e assinar contrato com uma gravadora.

Sua primeira música, “In Betweenin’“, foi lançada em 2018, seguido por um EP, “Chapter 1: In Betweenin’”, em 2019. E mesmo com tão pouco tempo de carreira, Austn já acumula mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify!

Prestes a lançar seu novo EP “Sophomore”, o Tracklist conversou com o artista sobre o seu novo trabalho. Confira!

Entrevista com AUSTN

Tracklist: Você acabou de lançar uma nova música, “Take It All Back”. Sobre o que é?
A música é sobre um relacionamento antigo, que você agora gostaria de poder voltar e relembrar todos os bons momentos.

Você tem planos de lançar um clipe para esta música?
YEAH! Tem um clipe já pronto e deve sair em uma semana, mais ou menos… Eu amo esse clipe, é muito legal e único.

Você pode nos dar algum spoiler sobre o clipe?
Bom… Tem um animalzinho amigo, mas não é real. É uma ovelha, é meio que icônico, mas infelizmente não é real. Porém, a gente curte bastante no vídeo.

E você também lançou uma música nova em março, “Phases”, que é bem tranquila e tem um vídeo super fofo. As duas músicas estarão no seu novo EP, “Sophomore”. O que nós podemos esperar desse novo projeto?
Eu acho que todas as músicas são reais, autenticas e muito “eu”, são coisas que venho refletindo sobre no último ano, depois do lançamento de “In Betweenin’”.

E bom, como eu sempre escrevo sobre coisas reais, experiências e emoções que já senti, as músicas são na maioria sobre relacionamentos.

Mas tem uma que é provavelmente a minha favorita dentre as que já escrevi. Eu praticamente compus ela sozinho, e eu nunca lancei uma música que tenha sido quase integralmente composta por mim, e ela não tem a ver com relacionamentos amorosos. É sobre… Eu não quero dar spoiler. Mas eu realmente gosto dela e muita gente vai gostar!

Mal posso esperar para ouvir! Mas falando sobre o “In betweenin’“, quais as maiores diferenças entre o seu primeiro trabalho e esse próximo que vai lançar?
Eu acho que as principais diferenças são que, quando eu estava produzindo o“In betweenin’” , era tudo muito novo para mim – até mesmo ir a um estúdio – e trabalhar com pessoas experientes. Toda a indústria musical era super nova para mim e agora que eu tenho mais experiencia com tudo isso, consigo ter uma visão mais clara sobre como quero que sejam as coisas.  E eu realmente gostei do resultado das novas músicas que irão sair.

Quando você era criança, sofreu com uma deficiência auditiva severa. Você acredita que esse desafio foi determinante na sua decisão de ser um artista?
Sim. É louco, porque foi há tanto tempo que eu nem me lembro muito bem. Mas é legal pensar que quando eu era tão pequeno e não conseguia ouvir, eu era capaz de sentir a música pelas suas batidas e conseguia “sentir” os sons. Acho que isso fez minha conexão com a música ser tão forte a princípio, e isso só vem crescendo desde então. É a minha paixão.

E isso é maravilhoso! Que lindo. Você começou postando suas performances no Instagram. Quando você notou que estava ganhando atenção lá e decidiu levar isso para um outro nível?
Bem, foi quando meus empresários me encontram por lá. Me mandaram e-mail e nós assinamos contrato imediatamente com eles, porque eles são super legais.

Depois de assinar, foi tudo meio que em um efeito dominó. Conheci muitas pessoas, assinei com a gravadora, e foi nesse momento que eu fiquei mais “Ok, esse é definitivamente um novo capítulo na minha vida, eu vou mesmo fazer música” e é legal ver que eu realmente estou fazendo isso agora.

Foto: Divulgação

Quem são suas maiores influências?
Provavelmente Julia Michaels, John Mayer… Eu gosto muito do Harry Styles e da SIA também.

Como eles inspiram você?
Eu sinto que eles todos têm coisas únicas em suas artes, que atrai minha atenção a eles e me faz gostar de suas músicas. Eles todos têm diferentes aspectos e características, e é muito legal tê-los como inspiração.

Eu sou do Brasil, então tenho que perguntar: você conhece algum artista brasileiro?
Não! Me perguntaram isso antes e eu fiquei super sem graça porque não conhecia nenhum. MAS TEM UMA AGORA QUE CONHEÇO! Acho que consigo lembrar o nome, pera… Anitta? (risos)

Sim! Anitta, ela é uma grande cantora pop aqui do Brasil. Acho que você vai gostar do duo Anavitoria também. Ouça músicas brasileiras, você vai curtir! Então, você está planejando fazer alguma turnê no futuro?
Sim! Até agora, ainda está tudo sendo planejado, por causa de todo esse lance da pandemia, que deixa tudo mais difícil. Mas eu quero muito fazer isso. Então, por enquanto, estamos focando em lançar as músicas que já tenho prontas.

E com toda essa pandemia, como você está lidando com o isolamento social?
Não é fácil, porque eu moro em um pequeno apartamento em cima da garagem da casa da minha família, então eu não vejo muitas pessoas. Eu até consigo ir à casa e falar com toda minha família, mas na maior parte do tempo eu fico sozinho, fica difícil e solitário. É fácil se deixar levar e começar a pensar demais em coisas pequenas, mas é bom que eu posso caminhar com meu cachorro pela vizinhança, o que me ajudar a esfriar a cabeça.

Como é para você saber que tem pessoas fazendo fã-clubes para você? Como é essa sensação de ser reconhecido?
É, bem… Para ser sincero, é bem esquisito, mas de um jeito legal. É só diferente, porque isso nunca tinha me acontecido antes, e agora que está rolando, é super legal poder aparecer nas livestreams deles e ficar tipo “ei”, e ver eles surtarem, depois conversar com eles. E eu fiz umas boas amizades com pessoas que me acompanhavam como fãs.

Você pode mandar uma mensagem para seus fãs brasileiros? 
Obrigado por me apoiarem e espero poder ir ao Brasil, para fazer shows e conhecer todos vocês. Se mantenham seguros, saudáveis e felizes!

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