Entrevista: Ana Laura Lopes descreve processo criativo por trás de novo álbum e mais

Ainda sem data de lançamento, o primeiro álbum de estúdio de Ana Laura Lopes já...

Foto: Leticia Futata

Ainda sem data de lançamento, o primeiro álbum de estúdio de Ana Laura Lopes já está acompanhado de duas faixas, incluindo “Meu Endereço”, além da nova música “Elevador”que estreia no dia 3 de abril.

Com direção musical de Nico Braganholo e em colaboração com os produtores Rafa Bicalho, Lucas Vaz e Stéfanos Pinkuss, o futuro disco aborda as suas desilusões amorosas e a busca por um amor verdadeiro.

Em entrevista ao Tracklist, Laura comentou sobre a produção do álbum e as inspirações por trás das músicas já lançadas, entre outros assuntos. Confira abaixo!

Entrevista: Ana Laura Lopes explica bastidores de “Meu endereço” e de novo álbum


Em “Meu endereço”, você fala sobre desilusões amorosas e a busca por um amor verdadeiro. O que te inspirou a escrever uma canção com esse tema, especialmente após o sucesso de “Fantasma”?

“A história de “Fantasma” é uma grandíssima desilusão amorosa que eu vivi, onde um cara fez de tudo para eu me apaixonar por ele e no final sumiu, sem mais nem menos. E em “Meu endereço” resolvi falar sobre o quanto é cansativo você querer tanto se apaixonar por alguém e se deparar com pessoas que não querem nada com nada, que fazem joguinhos e como hoje o romance se perdeu. Então acredito que as duas músicas estão muito conectadas, as pessoas adoram falar sobre desilusão amorosa no geral e é por isso que eu escrevi essa faixa. As duas tem muito a ver com o que eu sinto, com esse sentimento de querer encontrar alguém, de viver um amor recíproco e muitas pessoas têm se identificado com isso.”

Você disse que estava desmotivada a tentar novos relacionamentos antes de escrever essa música. De que forma a canção reflete sua própria jornada emocional nesse período?

“É bem cansativo a gente se sentir disposto para amar alguém, ser amado de volta, para viver intensamente, sem pensar e no caminho acabar encontrando pessoas que se entregam pela metade, que não estão a fim de viver algo verdadeiro. Então, no momento que eu escrevi “Meu endereço”, estava me sentindo cansada de tantas desilusões, de encontrar pessoas tão rasas. E isso me motivou a escrever essa música. Eu estava um pouco revoltada com o cupido, se é que eu posso dizer. Escrever essa música foi um alívio, um desabafo. Senti que era o que eu deveria falar para as pessoas e ao mesmo tempo é o que as pessoas gostariam de ouvir. E agora que a música foi lançada, é o retorno que tenho tido, sabe? Todo mundo está no mesmo barco, todo mundo se sente da mesma forma que escrevi na música e isso é muito acolhedor pra mim.”

O videoclipe de “Meu endereço” também tem um papel importante. Quais foram os elementos mais significativos que você quis incluir no vídeo para complementar a canção?

“O clipe é uma porta de entrada para o universo do meu disco novo, então ele tem muitos elementos importantes que se conectam, inclusive com outras músicas do disco que ainda não foram lançadas. Tem vários easter eggs, vários spoilers, mas a parte mais importante para mim foi mostrar no clipe grande parte da minha personalidade. Fiz questão de colocar cenas onde eu estou ali chorando, sorrindo, revoltada com o filme que assisto, ou ali sonhando com um amor que não existe. Eu gosto muito de fanficar sobre histórias que nunca vivi, histórias que gostaria de viver e mostrei muito isso no clipe; a decoração do apartamento também é bem importante porque ela reflete como se fosse dentro da minha cabeça, ao mesmo tempo que tudo é colorido, tudo extravagante, as coisas chamam a atenção, tudo tem um porquê, é tudo organizado na minha mente e isso reflete muito da minha personalidade.”

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Com o lançamento de “Meu endereço”, você está iniciando um novo momento na sua carreira. Quais mudanças você percebe em sua música desde o início da sua carreira até os dias de hoje, principalmente após a visibilidade que você vem ganhando nesses últimos meses?

“A principal mudança que eu sinto na minha carreira, desde o lançamento de “Fantasma” e com toda essa visibilidade que eu tenho recebido, é que eu me sinto mais livre para mostrar a minha personalidade nas minhas músicas, mostrar quem realmente sou. Porque antes de
“Fantasma”, eu ainda não tinha tido essa sensação de as pessoas se identificarem tanto com algo que tenho a dizer em uma música que eu compus. Então, depois que eu senti isso, esse acolhimento do público com a minha letra, com a melodia da minha música no geral, me sinto cada vez mais livre, cada vez mais confiante para poder compor do jeito que eu gostaria e de falar sobre assuntos diferentes nas músicas, que é o que eu fiz principalmente no disco, contei histórias que eu nunca me imaginei contando em uma música. E é muito bom me sentir assim livre como compositora.”

Esse será o seu primeiro álbum de estúdio. Queremos saber Ana, como foi o processo de criar esse futuro álbum? As composições? As ideias para os clipes e tudo que envolve o processo de criação das músicas?

A maior parte das composições do disco eu fiz da forma que eu estou acostumada, que sempre faço, que sou eu sozinha em casa, com o meu piano e o meu caderno, escrevendo as letras, de tudo que estou a fim de falar, contando histórias que vivi. E algumas músicas compus junto com Rafa Bicalho, que é o produtor do disco. A gente é de Belo Horizonte, então no final do ano eu fui passar um tempo com a minha família lá e a gente se encontrou praticamente todos os dias em lugares diferentes de BH. Fomos para parques, para pista de skate. Me lembro perfeitamente de ter escrito a última música que vai estar na ordem do disco em uma pista de skate. Também fomos para cafeterias e assim foi.

“A gente se encontrou várias vezes em BH pra escrever juntos e foi uma experiência muito legal também, diferente do que estou acostumada. E muitas músicas sensacionais. Depois que o repertório foi escolhido e o conceito do disco já estava fechado, tinha muita certeza da história que queria contar com esse disco. A gente quis fechar o conceito dos clipes, o conceito da identidade visual, conversando com essa história do disco. Foi muito importante para mim transmitir a minha personalidade no conceito de tudo como um todo, então a identidade visual, os clipes, a história do disco, tudo conversa muito com a minha personalidade, com quem eu sou. Para as pessoas me conhecerem de verdade como é o meu primeiro álbum, eu fiz muita questão disso.”

Após o sucesso de “Fantasma”, com mais de 15 milhões de plays no Spotify, você tem grandes expectativas para o lançamento do álbum. Quais são seus objetivos como artista para o futuro da sua carreira musical e da sua música?

“As minhas expectativas com o lançamento do disco estão muito, muito altas. Eu tenho essa sensação de que as pessoas vão se conectar com as histórias das músicas, assim como elas se conectaram com “Fantasma” ou até mais. Eu contei nas histórias coisas que nunca contei pra ninguém e está tudo muito real. Além de que o disco tem um pouco de tudo, tem música para chorar, para ouvir apaixonado, para flertar, para se sentir diva, música para se arrumar pra sair, para ouvir no domingo de manhã… É um disco muito versátil. Por isso, acredito que com esse disco vou chegar em lugares que eu nunca cheguei na minha carreira.”

⁠“Meu endereço” apresenta uma mensagem de desabafo, que muitos podem se identificar. Como você espera que seu público receba a faixa e, claro, todas as demais que ainda estão por vir?

“As pessoas têm abraçado a letra de “Meu endereço” ainda mais do que eu imaginava. Isso é muito, muito gratificante e eu acredito que isso vai acontecer ainda mais com as outras músicas do disco que vêm por aí. São músicas muito reais, muito verdadeiras, onde eu mostrei um lado meu que eu nunca tinha mostrado antes. Ao mesmo tempo acho que vai ser uma grande surpresa para as pessoas, porque elas nunca me viram da forma que elas vão me ver no lançamento desse disco. Eu acho que as músicas estão muito fáceis de se identificar, são histórias muito verdadeiras. E eu sinto que o meu público gosta muito quando eu conto essas verdades sobre mim, quando mostro essas histórias que vivi para que elas possam se identificar, se inspirar ou até mesmo rir porque haja desilusão amorosa, né?”

Se você pudesse traduzir seu próximo álbum e o que ele significa para você nesse momento da sua carreira, como seria?

“Traduzir esse álbum, em poucas palavras, é muito difícil porque ele é um mergulho dentro da minha personalidade, de formas muito distintas, mostra partes muito diferentes de mim mesma. Acredito que essa é a melhor forma de traduzir ele, seria mostrar quem realmente sou, contar as minhas histórias. Quero fazer com que as pessoas sintam com esse álbum, que elas mergulhem nas próprias emoções, que seja desejo, que seja tristeza, felicidade, paixão. Eu sou uma pessoa muito intensa, então é isso que quis traduzir nas músicas do disco.”

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