A cantora Dua Lipa conversou com a revista Vogue, e falou sobre seu próximo álbum, que está sendo finalizado. Além disso, a cantora também mostrou seu posicionamento sobre política e empoderamento dos jovens.

No começo da entrevista, Dua Lipa confessou estar nervosa com o lançamento do álbum, e disse que se sente muito mais pressionada com este do que com o lançamento do seu primeiro disco.

Foto: Divulgação/Vogue Austrália

No início de julho, a cantora já havia revelado que seu álbum estaria chegando em breve.

“Estou atualmente em Los Angeles finalizando músicas e estou muito animada. Estou tão nervosa. Com o primeiro álbum, não havia expectativas, mas agora há muito mais pressão. Todo mundo fala sobre o quão difícil é o segundo disco, mas em termos de composição, foi muito mais fácil. Sinto que me conhece muito melhor. Sei sobre o que quero escrever, sei como expressar meus sentimentos. Sei como falar das coisas e como me permitir ser vulnerável”.

A cantora também revelou que considera seu novo álbum como mais maduro e conceitual, mas sem perder sua leveza e diversão.

“Meu novo álbum ainda é pop e é muito divertido, mas definitivamente é mais conceitual. Eu tinha o nome para ele e partimos daí. Depois de ouví-lo, parece um pouco como uma aula de dancercise. Não estou tentando me levar tão a sério, mas como álbum, ele soa mais maduro. Estou tão animada para seguir adiante. Estou pronta! Agora estamos na contagem regressiva”.  

Dua Lipa complementou dizendo que Prince, Outkast, Gwen Stefani e No Doubt serviram de referência para seu novo álbum.

Dua Lipa fala sobre desigualdade de gênero no meio musical

Perguntada se costuma ler crítica sobre si mesma, Dua Lipa disse que se dedica apenas às que se referem aos seus shows ao vivo. Ela citou a desigualdade de gênero, dizendo que homens acabam ganhando mais estrelas do que as mulheres.

“Às vezes leio certas críticas e dou risada porque acho que há tanta desigualdade de gênero. Há shows que fui – não vou citar nomes – de homens que chegam lá, cantam suas músicas e não fazem muito mais, mas por Deus, eles ganham suas cinco estrelas. Como mulher, você é criticada sob tantos aspectos de seus shows ao vivo. Sinto que se um homem fosse fazer o que eu faço no palco, teria críticas estrelares. Como mulheres, temos que nos esforçar mais, e isso não é algo que me intimida. Estou sempre disposta a provar que as pessoas estão erradas”.

Foto: Divulgação/Vogue Austrália

“Há tantas novas artistas femininas incríveis, e tanta música incrível sendo lançada por mulheres fortes e sensacionais, que está ficando cada vez mais difícil nos ignorar. Tem sido ótimo ver muito mais mulheres sendo indicadas a prêmios e vencendo para valer. As pessoas estão lentamente começando a acordar, mas ainda há muita desigualdade no mundo. Às vezes sinto que, por que fui criada em Londres, vivo nessa bolha. Quando vim para os Estados Unidos e viajei para outras partes do mundo, eu vi isso ainda mais. Eu fico chocada disso ser uma realidade. Estas são coisas pelas quais eu sempre luto e falo. Mesmo quando eu tenho esse entendimento de desigualdade, ainda me choca“, completou a artista.

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