7 de novembro de 2014 por Lorrany Farias.

The Drums é uma banda de indie pop – post punk – new wave  nova iorquina, e tem grandes e boas influências como The Smiths, que segue a mesma linha. A banda que teve sua formação inicial no Brooklyn por Jonathan Pierce e Jacob Graham em 2006, já passou por algumas fases onde chegou a ser trio, quarteto, e hoje voltou às raízes em sua formação original – um duo.

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PH: Fabricio Vianna

Em sua terceira passagem pelo Brasil, The Drums fez apresentação no aclamado Cine Jóia em São Paulo na noite do dia 5 (quarta feira) , onde trouxe um show com faixas de seu terceiro álbum  “Encyclopedia” lançado este ano, após três anos ”pensando na vida”, como afirma  Jonathan.
Apesar de ter lançado um álbum recentemente, The Drums surpreendeu a todos os fãs quando incluiu antigos sucessos de seus álbum anteriores, e a partir disso puderam mostrar a grande evolução da banda em vários sentidos. É bem explicito como ”Encyclopedia” veio com uma sonoridade bem diferente se comparado com esses primeiros álbuns, onde ”existem as presenças de mais sintetizadores e uma pegada mais “dark”, uma relação com new wave, e vozes distorcidas.” – como afirma Lucas Simões, fã real da banda.
Cine Joia lotou a casa com fãs de vários estados, que foram ao delírio não somente pela energia da banda em palco, mas também pela forma como Jonny Pierce interagia com os fãs. A prova disso é que o vocalista pegava nas mãos dos que estavam na grade, e quando um deles invadiu o palco, ele se mostrou surpreso e não exitou em tirar uma ”selfie” com esse fã. E não faltaram elogios:  ”- Acho que quem esteve no Cine Jóia, saiu de lá bem feliz, pela banda ter mesclado os sucessos ( os melhores momentos do show, com certeza ) e as novas músicas, que embalaram da mesma forma o público. Como fã da banda, posso dizer que sai de São Paulo de alma lavada, ouvir “Me and the moon”, “Forever and ever” me tirou lágrimas dos olhos, fiquei bastante satisfeito com o show.” – afirma Lucas

Setlist – Foto: Reprodução internet

Além da cobertura que fizemos do show da banda aqui no Brasil, dias antes tivemos a chance de conversar com o Jonny que nos contou um pouco sobre esse novo álbum, e ainda mandou um recadinho pro fãs. Confira:

1- O que vocês estão sentindo nessa volta ao Brasil? Vocês já estiveram aqui algumas vezes antes e sabem o quanto somos calorosos…

Jonny: Nós absolutamente adoramos o Brasil. Nós tentamos voltar o mais rápido possível.

2- Jonny, você disse que ”Encyclopedia” mantém um tom sério e ”mais pesado”, apesar de estar cheio de ”mágica e surpresas”. Além da sinceridade, que está bastante explicito nesse disco, quais as outras sensações que vocês estavam sentindo quando o fizeram? Existe algum sentimento que de forma alguma fica aparente pra quem ouve, ou vocês deixaram tudo bem claro?

Jonny: É difícil dizer. Nós achamos o álbum muito cheio de nuances, então possivelmente as pessoas podem achar coisas novas cada vez que o escutarem.

3- Quais foram as grandes influencias para esse novo álbum ? Como vocês o descrevem? Podemos notar que muita coisa mudou desde Portamento até Encyclopedia. Qual a visão de vocês em relação a todas as essas mudanças?

Jonny: Não há nada especificamente que eu posso dizer que influenciou o álbum. Quando nós fazemos um álbum,  esse especialmente, nos tentamos só fechar nossos olhos e imaginar como a sonoridade do álbum poderia ser, sendo finalizado em algum universo alternativo. Mas, eu também estava escutando um pouco de Tomita, que certamente é uma das minhas grandes influências em questão de sintetizadores, e também muitas músicas antigas da Disney, o que talvez com os pequenos trinados e brilhos que eu gosto de fazer. Mas nós somos mais influenciados pela a ideia das coisas. Houve momentos quando estávamos fazendo esse disco e eu pensei “Talvez isso pareça com Primal Scream?”, mas eu nunca escutei um disco do Primal Scream na minha vida, é o mistério que me excita.

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4- Existe alguma música em especial pra vocês neste novo álbum? Porque ?

Jonny: Eu diria que National Park é muito especial para nós. A sonoridade me lembra de algo que fizemos no EP Summertime, esse tipo de estilo de excelência Americana que nós desejávamos. Mas nós nunca fomos nessa direção de novo. Então essa música é uma clássica do Drums como também é do nosso novo território ao mesmo tempo.

5- E qual foi a música mais difícil para vocês fazerem?

Jonny: Para mim foi Wild Geese. Demorei um ano para gravar, mas valeu a pena pelo sintetizador crescendo no final da música, que é algo que eu venho tentando fazer a minha vida toda. Essa coisa meio orquestral, meio magia no espaço.

6- No final do vídeo “Magic Mountain”, há uma homenagem à Elizabeth Taylor. Qual é a história por trás disso?

Jonny: Teve alguns momentos no vídeo com diamantes e ser em preto e branco, nós sentimos que estávamos capturando um pouco daquele glamour Hollywoodiano. E desde que Magic Mountain é o nosso som mais pesado, achamos que seria apropriado dedicar a ela.

PH: Fabrício Vianna

PH: Fabrício Vianna

7- Vocês se sentem mais seguros sendo um ”duo” agora? Ou acham que de certa forma, o som e todas as outras coisas estavam melhores quando vocês eram uma banda?

Jonny: Eu não sei se seguro seria a palavra que usaríamos. Mas nós certamente nos sentimos melhores, mais criativos, e mais animados pra fazer música. Nós sentimos muita liberdade no processo de gravação dessa vez e isso aconteceu porque éramos só nós dois.

8- Como tem sido 2014 pra vocês? Quem os acompanha, sabe que tem sido um ano bem trabalhoso, em vários aspectos, certo?

Jonny: Tem sido muito trabalhoso, de fato. Começamos com os retoques finais no nosso disco e depois fizemos a arte do álbum e alguns vídeos. Agora nós estamos em turnê pelo resto do ano. Tem sido exaustivo e emocionante

9- Pra terminar, vocês querem deixar algum recado para os fãs brasileiros?

Jonny: Sim, obrigado a todos no Brasil que tem tempo para escutar nossos discos e que vão aos nossos shows. Nós estamos muito honrados.

 

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Nem preciso dizer que o Jonny é um amor, e que a banda inteirinha é linda por demais! Agradecemos ao pessoal do Cine Joia pela oportunidade, pelo fã Lucas que foi uma das pontes para cobertura do show, pela tradução de Nilson Pereira e ao fotógrafo Fabricio Vianna, que com muito carinho nos disponibilizou as fotos.

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