13 de novembro de 2017 por karen Costa.

Taylor Swift iniciou uma nova era no dia 10 de novembro, com o lançamento do álbum Reputation. Apesar de ainda não disponível nos serviços de streaming, o disco já bateu alguns recordes, e ganhou performances. Com as novidades, não conseguimos não questionar: será que agora, com um novo álbum para divulgação, Taylor finalmente virá ao Brasil?

Por que Taylor nunca veio ao país?

Ok, Taylor Swift já esteve no Brasil uma vez, em 2012. A cantora, entretanto, realizou apenas um show em terras tupiniquins, num evento fechado e exclusivo para jornalistas, alguns fãs e personalidades brasileiras. O pocket show durou só 30 minutos no Rio de Janeiro, e contou com a participação de Paula Fernandes. A sertaneja havia gravado uma parceria com Taylor, uma versão para “Long Live”.

Já em 2015, uma história no mínimo absurda surgiu nos portais brasileiros, e repercutiu no mundo. Segundo informações, Taylor Swift não marcaria shows no Brasil porque “sua mãe, Andrea Swift, não permitia”. Na época, o boato era que a figura materna da artista não gostaria que a filha se apresentasse em “países de terceiro mundo”.

Obviamente, as informações foram logo desmentidas pela equipe da americana – mas ainda nada de apresentações por aqui. Mesmo que a The 1989 World Tour, a maior e mais lucrativa turnê que a artista já fez, tenha passado por todo o mundo. Apenas a América do Sul ficou de fora!

Então, o principal motivo (plausível) para a ausência de performances de Taylor no país é financeiro.

Em 2016, por exemplo, uma lista com os custos de contratação de artistas para shows particulares foi divulgada. Para a contratação de Taylor, o valor chegava a 1 milhão de libras, o que corresponde a quase 5 milhões de reais.

Considerando que o valor seria para um show exclusivo, é possível cortar estes custos mais ou menos pela metade para o grande público. Uma estimativa, obviamente, mas que resultaria num cachê de 2,5 milhões de reais por performance no país.

Medo do prejuízo

O valor é bastante alto. Para se ter uma ideia, os shows exclusivos de Madonna custariam 3,3 milhões de reais (1,65 milhões se utilizarmos a mesma lógica para o grande público). O de Katy Perry, que já esteve no país algumas vezes e vem em 2018, valeria R$1,6 milhão (“apenas” 825 mil em estádios!).

Ou seja: se comparada com grandes nomes do gênero, inclusive com a Rainha do Pop Madonna, Taylor Swift cobra  quase um milhão a mais que outras. As produtoras, então, não estão dispostas a pagar e correr o risco do fracasso.

Taylor é um dos assuntos recorrentes nos tweets do jornalista José Norberto Flesch. O profissional é famoso por anunciar antecipadamente atrações internacionais que vem ao Brasil. Sendo tão requisitada pelos fãs, a cantora é citada como “cara às produtoras”.

Numa das mensagens, por exemplo, o jornalista cita Eminem como exemplo. O músico já esteve no país, cobrou caro pelos shows, e apesar de ter dado público, não conseguiu oferecer o lucro que a produtora brasileira buscava.

Valeria a pena?

Na The 1989 World Tour, os ingressos para os shows de Taylor Swift tiveram preço médio de R$955. Tudo bem, os fãs que esperam pela cantora certamente buscariam pelas entradas mesmo assim. Comparando de novo, porém, os valores para um show de Paul McCartney por aqui, que costumam esgotar em estádios, chegam só a R$850.

Taylor tem bons números no Brasil. No início de 2016, após ganhar os Grammys pelo disco 1989, o álbum recebeu platina tripla no país, o que significa pelo menos três milhões de cópias vendidas no território.

Mesmo assim, é preciso compreender a lógica de uma produtora. Mesmo que Swift tenha público para lotar um estádio, o valor de venda das entradas poderia afastar a maioria dos fãs. Afinal, não é segredo que a americana atrai mais o público jovem, até mesmo de crianças, que muitas vezes teriam que “implorar” aos pais pelos ingressos. O risco dos passes “encalharem” na bilheteria não é pequeno.

Além do mais, para vir ao país e render, a artista teria que fazer ao menos uns dois shows. Isso porque há toda a estrutura quase pirotécnica da artista, que não é barata nem para transporte, nem para montagem. Assim, risco duplo de prejuízo.

Brasil esquecido no churrasco?

Mas não é só no quesito shows que Taylor Swift parece ignorar o país. Em relação a seus lançamentos e divulgações especiais, a cantora não programa nenhum tipo de conteúdo ao país. No lançamento do Reputation, por exemplo, as lojas físicas ou digitais brasileiras ainda não tinham nem mesmo exemplares do álbum para a venda. Pelo que sabemos, também não há previsão desta disponibilidade.

A falta de divulgação em terras tupiniquins é talvez uma falha que, se consertada, poderia somar alguns pontos à cantora. Afinal, com seu nome na mídia do país, as vendas já grandes do trabalho da cantora poderiam se tornar ainda maiores. Os números conquistariam maior público. Maior público, maior chance de venda de ingressos. Mais vendas, mais confiança das produtoras.

Esta é a solução. Ou então Taylor deve realmente começar a cultivar o desejo de vir ao país. E aí, ela poderá diminuir os valores que cobra por um show, e quem sabe as produtoras resolvam arriscar em sua contratação.

Segundo a Billboard, a nova turnê da cantora deve ser anunciada no dia 13 de dezembro. A data é aniversário da artista, e Taylor irá completar 28 anos. As performances estão previstas para estádios.

Todos torcendo para que o Brasil apareça na lista?

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