Nesta quinta-feira (26), a banda Rey Pila lançou seu novo EP, “Lucky No.7”. O quarteto mexicano foi responsável pela produção do próprio trabalho, gravado no estúdio Sonic Ranch, no Texas. Na América do Sul, o EP sai pela gravadora LAB 344.

Em 2017, Diego Solórzano, Andrés Velasco, Rodrigo Blanco e Miguel Hernández vieram ao Brasil para shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, em turnê conjunta com a banda The Voidz. Na ocasião, o vocalista do The Voidz, Julian Casablancas – também vocalista da banda The Strokes – produziu três faixas do segundo álbum do grupo, “The Future Sugar”, de 2015, e co-produziu o EP “Wall of Goth”, de 2017; ambos pela gravadora Cult Records, de Casablancas.

Entrevista com Rey Pila

Em conversa com o Tracklist, o vocalista do Rey Pila, Diego Solórzano, fala sobre a produção de “Lucky No.7”, como ele se diferencia de seus trabalhos anteriores e a relação atual com Julian Casablancas.

Tracklist: Você pode nos contar sobre os passos do processo criativo de seu novo EP, “Lucky No.7”?
Diego:
Eu gosto de escrever quantas músicas eu puder. Como se pode esperar, nem todas funcionam, mas algumas sim, e são essas que chegam à lista final. Pode ser uma experiência que “drena” a alma, mas, no final, (isso) é o que é preciso para obter qualidade (das canções).

Após gravarmos as demos no nosso estúdio no México, nós viajamos ao Texas para um estúdio chamado Sonic Ranch, para mergulhar na produção final e nos detalhes das músicas. Nós tivemos muitas faixas para escolher. Já existem um monte de canções prontas para um novo LP em 2020.

Capa de “Lucky No.7”. Foto: Divulgação

E como foi a experiência de produzir o próprio EP? Vocês ainda mantêm contato com o Julian Casablancas?
Detalhes e arranjos são os ingredientes-chave na produção de uma música. Nós gostamos de pensar que temos ouvidos atentos quando se trata de como as músicas devem soar. No final, você tem que confiar em si mesmo e deixar rolar. É sempre complicado, requer muito trabalho. E sim, nós mantemos contato com Julian, e o encontramos aqui e ali.

O clipe do single “Flames”, lançado em março, tem uma espécie de estética que mescla o vintage e o futurismo. Vocês pretendem manter este mesmo conceito em todo o EP?
Na verdade, não… foi uma coisa única.

Qual é a grande diferença entre “Lucky No.7” e seus trabalhos anteriores?
Neste (novo EP), nós o produzimos por conta própria, sem produtores de fora. Eu acho que aprimoramos nossas composições e tivemos mais tempo para trabalhar sem muita pressão.

Vocês se descrevem como uma banda de synth-driven-dance-rock. Quem são as suas grandes inspirações para fazer este som?
Nós ouvimos todos os tipos de música. Hoje, eu estava ouvindo Enya e The Doobie Brothers. Ontem, foi Pantera e Daft Punk (risos). Eu não consigo responder esta questão com uma resposta específica.

E quanto ao futuro? Quais são os seus planos após o lançamento de “Lucky No.7”?
Nós estamos fazendo alguns shows no México e alguns nos Estados Unidos. Robert Smith (vocalista do The Cure) pediu para tocarmos com o The Cure no México! Estamos muito animados quanto a isso. E também, como mencionei antes, temos um novo LP para 2020 e estamos finalizando detalhes.

Eu acredito que nossos leitores adorariam conhecer melhor o som do Rey Pila. Se vocês pudessem escolher apenas uma música de “Lucky No.7” para se apresentarem a eles, qual seria e por quê?
“Come Over”, uma das poucas baladas que fizemos. É um pé no passado e o outro no futuro. Uma amostra do que virá a seguir.

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