Entrevista: Anderson Talisca embarca em nova fase no trap como Spark

O jogador e artista conversou sobre o lançamento de seu novo disco e os desafios de conciliar ambas as carreiras

Foto: @rezzende071

Anderson Talisca é globalmente conhecido como jogador de futebol, mas agora quer mostrar um novo lado de si para o mundo. Natural de Feira de Santana, na Bahia, o atleta escolheu o nome de Spark para dar início a um projeto que estava em sua mente há tempos: construir uma carreira musical.

Na verdade, a música surgiu ao mesmo tempo que o futebol para Talisca. Em sua adolescência, o jogador e artista fazia parte de uma banda de axé, mas conforme o esporte cresceu em sua vida, o baiano teve que seguir um novo caminho. Agora, com visibilidade e recursos, Anderson busca dar um novo passo em sua trajetória. “Acho que foi o amor que eu tenho pela arte, é algo que mexe muito comigo”, declarou.

Desde 2020, Spark tem investido em grandes lançamentos no trap nacional, com singles de destaque em parceria com importantes nomes da cena, como L7NNON e Bin. Para esse ano, a ideia é virar a chave: nesta quinta-feira (15), o cantor lançou seu novo álbum de estúdio, “Notas”, que busca introduzir ao público à uma nova atmosfera.

“É um pouco pra frente, é um álbum bem em chamas, assim… Tá do jeito que a galera gosta, ela traz uma musicalidade totalmente nova do Spark”, comentou Anderson. “‘Notas’ é um mix de melodias, um mix de notas, um mix de transações de elementos nos beats, nas músicas, nas letras, em cada detalhe”, complementa.

Em entrevista ao Tracklist, Spark conversou sobre o lançamento de seu novo disco, as influências que tem para a sua carreira musical e os desafios de conciliar as vidas de jogador de futebol e artista.

Leia a entrevista completa com Anderson Talisca, o Spark:

TRACKLIST: Tudo bem, Anderson? Para começar, gostaria de saber o que te motivou a ir além do futebol e dar início à uma carreira musical!

SPARK: Acho que foi o amor que eu tenho pela arte, é algo que mexe muito comigo. Gosto muito das batidas, gosto muito do R&B, gosto muito do trap, do rap…

TRACKLIST: Quais você diria que são os principais desafios em conciliar ambas as carreiras?

SPARK: Acho que o desafio é você ter consistência nos lançamentos, saber realmente aquilo que você quer, o que você quer fazer, o que você quer entregar… Acho que é um desafio maior porque são duas personas completamente diferentes, e coisas totalmente diferentes, mas pelo lado da música, é continuar gravando, continuar buscando evolução, pra você poder lançar sua música e sua arte da melhor maneira possível.

TRACKLIST: Quais você diria que são as suas principais influências na música nacional e internacional e por quê?

SPARK: O Matuê, acho que é um cara que eu tenho como referência, que eu gosto pela musicalidade – é o que eu busco, né? Tocar com banda, fazer um show elaborado, apresentado com mais clareza e identidade com o público… E internacional, eu curto vários artistas, mas acho que o artista que eu tô consumindo muito hoje é o PARTYNEXTDOOR, que toca um R&B com mais dancehall ali, acho que é o artista que eu mais venho tendo um pouco de referência hoje.

TRACKLIST: Nos últimos anos, você teve a oportunidade de colaborar com importantes nomes do trap nacional, como L7NNON e Bin. Qual outro artista com o qual você gostaria de gravar uma música?

SPARK: Tem vários artistas, mas um artista que eu gosto muito e queria gravar bastante é Matuê, pelo estilo que a gente toca, pelo estilo que eu curto… É um feat que eu acho bem legal – se isso acontecer!

TRACKLIST: O lançamento de “Neurose” marca uma nova fase de sua carreira musical, com a chegada de seu novo disco. Como foi o processo criativo da música e como ela antecipa o que vem por aí no álbum?

SPARK: Ela já mostra um pouco que o álbum é realmente uma neurose, né? (risos) É um pouco pra frente, é um álbum bem em chamas, assim… Tá do jeito que a galera gosta, ela traz uma musicalidade totalmente nova do Spark nesse processo de “Notas”, porque “Notas” é um mix de melodias, um mix de notas, um mix de transações de elementos nos beats, nas músicas, nas letras, em cada detalhe… “Neurose” já fala um pouco o que é o álbum, já mostra um pouco do que tá vindo.

TRACKLIST: Para além do lançamento do disco, quais são os próximos passos que podemos esperar para a sua carreira musical?

SPARK: Temos vários projetos, também quero gravar “Notas” com uma banda, algo mais ao vivo… Quero anunciar também outros trabalhos na estética que eu tô buscando agora também, porque “Notas” é um álbum que tá pronto há um tempo, e eu tenho buscado novas evoluções em cima de “Notas”, em cima de melodias do que eu quero buscar com os próximos lançamento. O próximo lançamento, pelo que eu tô sentindo dentro de mim, no meu coração, é que vai vir algo mais PARTYNEXTDOOR, algo mais romântico… Mais pro lado do R&B do que do trap.

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