Entrevista: MARINA NA VOZ fala de canção com referência à Pocah

Artista lançou "409 (FUNK RMX)" em janeiro

Redação TracklistEntrevistas10 de março de 2026

Foto: André Ligeiro/Divuglação

Depois de conquistar o público com a atmosfera envolvente de “409”, lançada em dezembro do ano passado, MARINA NA VOZ decidiu levar a faixa para outro território sonoro. Em janeiro, a artista apresentou o “409 (FUNK RMX)”, uma releitura mais pulsante e dançante que nasce como uma aposta para as pistas, incluindo um verso inédito inspirado no clássico “Eu sento rebolando chamando o seu nome”, da Pocah.

O impacto da versão original continua forte nas redes. Um vídeo acústico de “409”, em que MARINA aparece apenas interpretando a música de forma direta e intimista, já ultrapassa 489 mil visualizações, com milhares de curtidas, comentários e compartilhamentos. O alcance espontâneo reforça a força da narrativa da faixa e mostra como o público se conectou primeiro com a história e com a interpretação da artista.

Se na versão original a música mergulhava em um storytelling íntimo e cinematográfico, o remix da música assume uma energia mais agitada e performática, pensada para o palco e para novos espaços de circulação. O movimento evidencia a versatilidade de MARINA e sua forma estratégica de construir a própria narrativa, permitindo que uma mesma canção exista em diferentes atmosferas sem perder sua essência.

Com mais de 15 milhões de streams acumulados, números crescentes nas plataformas e uma base de fãs altamente engajada, a artista vive um momento de expansão criativa. Entre viralizações orgânicas, novas sonoridades e a preparação de seu primeiro álbum, 2026 começa como um ano de experimentação e afirmação de identidade.

Em entrevista ao Tracklist, a artista fala sobre o processo criativo por trás de “409” e do “409 (FUNK RMX)”, comenta a referência a Pocah, detalha como equilibra estratégia e autenticidade e revela o que está preparando para o ano.

Entrevista: MARINA NA VOZ fala de canção com referência à Pocah e planos para 2026

Tracklist: “409” estreou como uma faixa marcada por sua estética cinematográfica e narrativa íntima. Quando vocês decidiram criar uma versão funk remix, qual foi o estopim criativo para essa transformação?

‘409’ foi muito bem recebida pelo meu público, eles adoraram, e muita gente chegou até mim por causa dessa música. Como a gente tá no verão, eu pensei em criar uma versão mais animada e pra frente pra combinar com o momento que a gente está vivendo. Eu sou carioca, gosto muito de funk, então um remix em funk foi a primeira coisa que eu pensei. Como o remix não tem participação de nenhum cantor ou cantora, eu resolvi fazer um verso novo.

Tracklist: A versão original é mais introspectiva, enquanto o “409 (FUNK RMX)” é mais quente e dançante. Como foi trabalhar essa mudança de atmosfera sem perder a essência da música?

Acho que o que une as duas versões é que as duas são muito sexy, e também a história por trás delas. Apesar de uma ser mais introspectiva e a outra ser mais quente e pra frente, essa energia de contar uma história sexy e quente precisava se manter. Eu tive muito cuidado pra não fugir da atmosfera e manter o tom da música. No final, eu achei que ficou perfeito, amo a produção dessa música e acho que o verso novo bateu completamente com a vibe.

Tracklist: Você escreveu um verso inédito inspirado no clássico “Eu sento rebolando chamando o seu nome”, da Pocah. Como essa referência entrou no processo criativo?

Eu lembrei dessa música na hora em que estava no estúdio criando o novo verso do remix. Eu ouvia muito funk quando era criança e adolescente e essa música da Pocah é um hit. Eu sempre gostei muito e senti que precisava fazer essa referência. Acho que existem muitas músicas de outras gerações do funk que marcaram épocas da nossa vida, e não é à toa que muitas músicas atuais fazem referência a elas. É uma sensação muito gostosa de nostalgia reconhecer uma música antiga que você curtia em uma nova produção.

Tracklist: Você trabalhou novamente com Fell e DELTA7 no remix. O que mudou na dinâmica de produção?

Foi muito interessante trabalhar com eles nessa nova versão, porque eles já conheciam muito da música, já que também fizeram a original. Como já existia uma identidade sonora muito forte na original, a nossa ideia não era apagar essas camadas, mas adaptar tudo pra um ritmo mais pulsante, trazendo mais energia. Eles conseguiram manter essa atmosfera mais envolvente da original, mas colocando elementos de funk, batidas mais marcadas e outra dinâmica. Acho que isso expandiu a sonoridade de “409” porque mostrou que a música consegue existir em lugares diferentes, sem perder a essência. Já tem até pessoas me perguntando se ainda vão ter outras versões.

Tracklist: Depois de transitar entre fases com “409” e agora lançar seu remix, quais foram os aprendizados desse processo?

Eu tô muito feliz com os resultados de “409”, eles me mostram que estou indo na direção certa em relação à criação artística e também à divulgação. É uma música que o público gostou muito, por ser algo com que eles se identificam, por ser uma história contada em detalhes, que faz eles lembrarem de algo que já viveram. Isso me faz entender mais sobre que tipo de música eles gostam e o tipo de narrativa que mais conecta com eles.

Tracklist: Agora em 2026, como você define esse momento da sua carreira?

Eu diria que é mais uma preparação pra uma próxima fase. Sinto que estou num momento de experimentar, testar gêneros, estéticas, formas de compor e de me comunicar com meu público. Tenho lançamentos chegando e cada um deles é único e diferente do que eu já fiz até agora. A gente também está trabalhando em um álbum pra ser lançado mais pra frente. Vai ser um ano cheio de novidades.

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