Britânico fez um set no último ZIGFestival, em São Paulo, em 8 de novembro

Atração do último ZIGFestival em São Paulo, o produtor e DJ SONIKKU conversou com o Tracklist sobre a recepção do povo brasileiro em seu show pela capital paulista e quais são seus planos na música para 2026.
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Em meio à promoção dos recentes singles “Heatwave/ Drowning”, o britânico se apresentou pela primeira vez no Brasil no último dia 8 de novembro e compartilhou a sensação de estar diante do público brasileiro que, segundo ele, foi um dos maiores de sua carreira até aqui.
Destaque da cena eletrônica queer de Londres, o também produtor é conhecido como um dos nomes mais inovadores do circuito clubber global. Em ascensão desde que o single “Sweat”, remixado por SOPHIE, caiu no gosto do público, o artista já lançou dois álbuns, “Joyful Death“, de 2020, e “Whirlwind of Malevolance“, de 2024, além do EP “Kissing In The Strobe Light“, de 2025.
Confira abaixo a entrevista completa concedida ao Track.
Como você vê o atual estado da cena global da música eletrônica, especialmente em relação ao espaço que artistas queer vêm conquistando?
Eu gosto de como os artistas podem se afastar dos métodos tradicionais de lançar música e fazer as coisas em seus próprios termos, e gosto de como é possível que a música viaje pelo mundo e encontre públicos mais facilmente, criando uma comunidade global.
Você é frequentemente citado como referência dentro da música eletrônica queer contemporânea. Como essa identidade permeia seu trabalho, seja no som, na performance ou na forma como você se conecta com o público?
Eu realmente faço música para mim mesmo, eu acho que se você começar a fazer música pensando em um público, pode parecer performativo ou falso. Minha música é apenas uma expressão de quem eu sou, e sou grato que as pessoas se conectem com ela.
Desde o sucesso de “Sweat”, remixada por SOPHIE, sua discografia passou por transformações significativas. O que você considera que mais mudou na sua abordagem como produtor e performer desde esse lançamento?
Eu não tenho muita certeza, eu só sinto que minha coisa é constantemente unir meu amor pelo pop com todas as diferentes formas de dance music que eu amo, talvez o remix de Sweat encapsule isso perfeitamente.
Esta é sua primeira apresentação no Brasil, durante o ZIGFestival. O que você esperava dessa experiência e da interação com o público brasileiro, conhecido pela energia na pista?
ZIG em São Paulo foi incrível. Eu estava esperando um grande público e acabou sendo um dos maiores para os quais eu já toquei. Foi muito legal conhecer todo mundo e ter uma ótima reação. Eu podia sentir a energia crescendo durante o meu set, então decidi ir com tudo e o público correspondeu à minha energia.
Em 2025, você tem explorado projetos sazonais que combinam eurodance, pop e estéticas futuristas. Você pode nos contar um pouco mais sobre essa ideia e o que vem a seguir nessa série?
Sim, eu lancei muitos projetos este ano e acho que as pessoas agora podem entender mais sobre do que se trata – o próximo projeto será firmemente focado no lado da música de clube, especificamente meu amor pelo electro, e Simian Mobile Disco são uma grande influência.
Quais são seus próximos planos? Há novos lançamentos, colaborações ou experimentações sonoras a caminho?
Eu já comecei a pensar no próximo projeto depois do EP que acabei de mencionar, então o próximo ano também parece bastante ocupado. Eu realmente espero poder voltar ao Brasil e tocar para vocês novamente no próximo ano.
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