Quem nunca arriscou um passinho de dança ao ouvir os seguintes dizeres: “Eu sou o Jonathan da nova geração”? Por trás do menino de 7 anos que gravou uma brincadeira que se tornou sucesso nos anos 2000, está o atual DJ e produtor de 26 anos, Jonathan Costa.

Jonathan respira funk desde cedo. E não é para menos: filho de Rômulo Costa e Verônica Costa, praticamente fundadores do movimento do funk carioca, Jonathan esteve desde cedo nos palcos da Furacão 2000.

Agora, o artista continua alçando voos na carreira que é a sua grande paixão. Na semana passada, Jonathan lançou uma música com o grupo Os Hawaianos, chamada “Brisa na Vibe”, que já recebeu mais de 20 mil visualizações no YouTube.

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Mas o grande xodó de Jonathan é o seu projeto pessoal, chamado JonJon O Baile, uma grande festa para os amantes do funk. Com dois anos de projeto, o baile já fez duas turnês internacionais e está decolando no meio.

O Tracklist conversou com Jonathan, que se mostrou um verdadeiro apaixonado pelo movimento e pela cultura do funk. Conversamos sobre “Brisa na Vibe”, sua família, e mais. Leia!

Tracklist: Você está prestes a completar 20 anos de carreira. Você começou muito jovem. Quando você soube que você queria seguir no mundo da música, mais especificamente no mundo do funk?
Jonathan: A música sempre esteve muito presente na minha vida como expressão, como diversão. É o que sustenta a minha cabeça. Até hoje, eu e meus pais vivemos de funk, de música.

Dentro de casa, a gente sempre teve uma liberdade de fazer o que a gente amasse. Por exemplo, a minha irmã estuda em Los Angeles, faz faculdade lá. Já eu sempre me identifiquei com o lado musical, da comunicação. Eu comecei a me divertir. O Jonathan da Nova Geração foi nada mais, nada menos, do que uma brincadeira.

Aí eu fui proibido de cantar, e tive que descobrir novos amores. A criança espera final de semana para estar na rua, mas eu queria me dividir para estar na rua e dentro de um estúdio. Gostava de ver um beat sendo produzido, ver meu pai gerenciando o escritório, ver minha mãe apresentando programas de TV e de rádio… Aquilo sempre foi a minha diversão. Eu sempre me apaixonei por isso, foi algo que aconteceu naturalmente.

Daí, o tempo foi passando e fui me especializando naquela brincadeira que se tornou identificação. Eu amo funk, amo as infinitas possibilidades que o funk traz. Depois que saí da Furacão 2000, eu decidi me aventurar em algo muito pessoal: o ldo do Jonathan DJ, produtor, do qual com o tempo eu montei o Jon Jon Baile, e pude voltar a seguir essa minha veia artística para levar meu som ao mundo todo.

Você pode me explicar um pouco mais sobre o JonJon O Baile?
O JonJon O Baile é um mix de funk. Para quem não conhece o funk, essa pessoa vai conhecer. Para quem já conhece, essa pessoa vai se fascinar. A gente toca todos os sucessos, desde os antigos até os mais atuais, como o bregafunk e o 150 BPM.

É uma hora e meia de pancada, trazendo muita pirotecnia, muito efeito, do jeito que eu gosto: ver a galera bem para cima. Eu que sou DJ, e estou lá, apresentando, comunicando. É uma vibe bem única.

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Não tem jeito. 🚀

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Dá para ver que você continua ditando influência no funk. Um exemplo disso é a música “Brisa na Vibe”, que você lançou junto com Os Hawaianos. Você pode contar como rolou essa parceria?
Há muito tempo que eu não falava com o Yuri (integrante do Os Hawaianos). Daí, um respondeu os stories do Instagram do outro. Daí, nos falamos pelo celular, e o convidei para vir na minha casa, porque montei um estúdio aqui.

Quando ele chegou, trocamos uma ideia que logo se transformou em música! Ele trouxe uma estrofe, eu montei outra estrofe, eu montei um beat, ele montou outro… Em três dias, a música já estava na rua.

O pessoal que vai no show do Os Hawaianos ou no JonJon O Baile já estão ouvindo essa música há mais tempo. A gente testou, a galera curtiu, então resolvemos lançar. Quando eu toco, todo mundo dança.

Daí, fizemos um clipe muito legal, cheio de energia, que é a cara do funk. Hoje, muitas pessoas ainda tentam criminalizar o funk sem conhecê-lo. Então, a gente traz isso no clipe: a ideia que o funk tem que ter mais espaço para mostrar tudo de bom o que ele traz. A alegria, o amor, a diversão… O quanto de emprego que gera, o quanto a cultura vem crescendo, o quanto que a gente leva para o Brasil.

Eu posso te dizer que o funk, hoje, se não é o primeiro, é o segundo maior produto de exportação musical do nosso país para o mundo. O mundo todo está olhando para o nosso funk.

Você pode contar um pouco mais sobre o clipe de “Brisa na Vibe”?
O clipe tem uma coreografia muito irada. No começo do clipe, a gente fala sobre a questão da criminalização. Dois amigos estão conversando em uma barbearia, e passam notícias como a do DJ Rennan da Penha (preso em março desse ano e solto há poucos dias), que agora conseguiu o habeas corpus, foi uma vitória muito grande para o funk. E, no final, a gente mostra o quanto o funk é contagiante.

Jonathan, você é uma pessoa que gosta muito de falar sobre funk, é um assunto do qual você domina. Como você vê a tendência do funk daqui para frente? Você acredita que o funk daqui a alguns anos será diferente do de hoje, vai continuar conversando com outros gêneros…?
O funk vai continuar conversando com outros gêneros, mas o funk tem algo que é único: ele é autêntico. Ele sempre vai estar expressando a realidade. Muitas vezes, ele vai chocar as pessoas, mas essa é a realidade dele, do que está sendo visto, do que está sendo vendido.

A partir dessa realidade, o funk consegue misturar outros ritmos, trazer letras criativas e verdadeiras… O funk sempre vai estar fazendo essa realidade com a realidade nua e crua, sacou?

Você acha que essa conexão tão profunda com o funk tem forte influência dos seus pais, ou é algo mais inato seu?
É como eu te expliquei: lá em casa, a gente sempre foi direcionado a fazer aquilo que ama. Minha irmã mora fora, faz faculdade, decidiu atuar numa área completamente diferente.

Já eu, sempre me apaixonei pela comunicação e pela música. Pode ter sido a influencia de admirar muito os meus pais, de ver a luta que eles tiveram para levantar a bandeira do funk com a Furacão 2000. Aquilo sempre foi me contagiando. Foi uma coisa pessoal, mas familiar também, pois meu primeiro contato com essa paixão foi em casa.

Dentre todas as suas áreas de produção: como cantor, DJ, produtor… Tem alguma com a qual você se identifica mais?
Tenho. Trabalhar com funk (risos). Eu amo comunicar, e o funk é isso: comunicação. Eu amo estar no funk.

E para terminar, você pode contar pra gente os seus planos para o ano que vem?
No ano que vem, eu vou estar trazendo uma galera nova para o cenário do funk.

Quando eu saí da Furacão 2000 e montei o JonJon O Baile, muitas portas se fecharam. E decidi que, naquele momento, eu serviria de chave para todas as pessoas que tiveram a porta fechada na sua cara, pois em algum momento eles deixaram de lado os seus sonhos de atuar no funk.

Por isso, eu quero trazer essa galera para o cenário. Tem muita gente nova que precisa do seu lugar, que va conquistar o seu espaço, só precisa d euma brecha, de uma porta aberta. E eu vou estar arrombando essa prota.

Jonathan, um prazer em falar contigo! Muito obrigada, te desejo muito sucesso!
Muito obrigado! Bota a galera para escutar “Brisa na Vibe”, é bom para a academia, para a balada, para o pós-balada… Em todas as áreas! (risos)

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