Faixas já estão disponíveis nas plataformas digitais

Poucos artistas conseguem atravessar gerações sem precisar explicar quem são. Gretchen é um desses casos raros. Mais de 40 anos após o lançamento original, “Freak Le Boom Boom” voltou a viralizar nas redes sociais e apresentou o acervo musical da cantora a um público que, até então, a conhecia principalmente pelos memes.
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O novo fôlego da faixa não ficou restrito à internet. Cotada como possível hit do Carnaval 2026, a música ganhou, nesta sexta-feira (23), remixes oficiais: dois produzidos por Mister Sam e um pelo produtor Gab Miranda, filho de Gretchen, com percussões típicas da batucada das escolas de samba, para ambientar a música na temperatura da folia.
Em entrevista ao Tracklist, a musa da disco music comentou o impacto desse reencontro com uma nova geração, falou sobre a relação natural que construiu com os memes, revelou seus favoritos e refletiu sobre o momento em que a Gretchen artista e a Gretchen pessoa deixaram de ser figuras separadas. Uma conversa leve, honesta e reveladora sobre autenticidade, longevidade e equilíbrio depois de décadas sob os holofotes.
Olha, tá sendo uma surpresa muito agradável, gratificante, maravilhosa. Porque é incrível, né? Como eles me conheciam tanto na internet, mas não conheciam meu acervo musical. E isso foi muito legal para mim.
E realmente, a gente espera que seja. Porque nós estamos fazendo dois remixes pela Universal, que tá saindo semana que vem. O remix original do original, que o autor da música detém o poder. E o remix em ritmo de carnaval, feito pelo meu filho, que é DJ aqui na França. E que está também fazendo o remix das outras músicas do LP.
Olha, eu nunca lutei contra. Eu só estranhei porque não conhecia. E que bom que eu tenho filhos jovens que logo me explicaram. “Mãe, isso não é uma coisa ruim, isso é uma brincadeira”. Sabe como é que é? Mãe é mãe, né? Imagina você explicar para sua mãe que a tua figurinha tá lá e que não é aquilo que você disse. Então, era complicado para eu entender, e eles… “Não, mãe, é legal, olha, você vai curtir”. E eles sabem que eu sou… que vocês não imaginam, mas eu sou uma pessoa muito engraçada, muito divertida dentro de casa. E eles falaram: “Mãe, você vai se divertir, você vai amar, porque é bem do teu jeito”. E, realmente, não foi uma coisa ruim, foi uma coisa ótima.
Olha, os favoritos. Tem tantos. Tem tantos. Eu amo o “Atenta”, o “Adoro”. Amo o ‘Gretchedão’. É o que eu mais uso. [risos]

Eu acho que agora o público já conhece praticamente todas as minhas versões, porque são 66 anos, então já houve um trajeto. Então, eu acho que as pessoas já conheceram todas as minhas versões. E eles gostam da minha versão de ser eu mesma. Eles gostam da minha autenticidade.
Se fundiram. Elas eram pessoas diferentes, mas agora se fundiram e eu acho que é isso que traz o meu equilíbrio.
A partir do momento que as pessoas da internet começaram a gostar das coisas que eu fazia, dos meus stories, do meu dia a dia. E aí as pessoas entenderam quem eu sou, e aí eu consegui juntar as duas.
Olha, o grande spoiler vai ser o clipe. Porque essas músicas não têm clipe. Na minha época, não existia clipe. Então, o grande spoiler é que vai ter o clipe do “Freak Le Boom Boom”, da “Conga” e do “[Melô do] Piripipi”.
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