DUDA BEAT cria clima caloroso e de conjunto em show no Rio de Janeiro

Eduarda Bittencourt pode já ter sido humilhada por grandes amores na vida, como mostra em...

Victor WulfricCoberturasNotícias24 de setembro de 2019

Eduarda Bittencourt pode já ter sido humilhada por grandes amores na vida, como mostra em “Back to Bad”, mas, certamente, o que aconteceu no Circo Voador foi de outro mundo e expôs a volta por cima da artista.

DUDA BEAT, assim, capitalizada completamente, é cantora e cientista política. Afirmou nesta sexta, 20, em seu show no Rio de Janeiro, que não é Beat de vadia. Ou de praia. E sim, de batida! E foi isso que comandou toda a sua performance no Circo, uma calorosa e poderosa viagem ao mundo das sofrências da mulher. Parecia, até, que todos naquele local eram de uma família apenas, todos em conjunto para entoar cada sentimento dos outros com a ajuda das composições originais da cantora.

Beat comandou perfeitamente um show com mesclas, desde o forró sofrido até as baladas políticas. O público, que já se amontoava nas arquibancadas, não tinha do que reclamar. Duda usou na noite cada canção de seu primeiro álbum, “Sinto Muito” (2018), aquele que alavancou sua carreira.

A abertura do show

A abertura ficou por conta de Mateus Carrilho, ex-Banda Uó. O cantor e compositor nascido em Goiás levou seus primeiros hits ao palco, dando também a sensação de nostalgia ao cantar sucessos da finalizada Banda Uó. Teve “Búzios do Coração”, “Faz Uó”, “Privê” e até mesmo “Corpo Sensual”, sua parceria estrondosa com Pabllo Vittar.

E então subiam as cortinas para DUDA BEAT, uma espécie de pano-gigante-e-holográfico que criou uma haze totalmente mágica no palco do Circo Voador. O show, que foi transmitido ao vivo por um canal televisivo, começou pontualmente às 23h45. Duda entrou com suas roupas criativas, como sempre, já entoando os primeiros versos de “Bédi Beat”, e todos que estavam ali cantaram juntos cada palavrinha.

A apresentação continuou com muita febre e animação; DUDA BEAT passou por “Derretendo”, “Ninguém Dança” e “Egoísta”. Teve ainda a participação mais-que-especial de Lucas Santtana cantando sua parceria com a pernambucana: “Meu Primeiro Amor”. Esta causou um grande coral de “Lula Livre”, visto que seus versos enaltecem o ex-presidente brasileiro.

Sua banda, que conta com produtores de estúdio e backing vocals originais do álbum, fez festa da apresentação. O duo Lux e Tróia estava mais feliz do que qualquer um naquele palco, muito animados por verem suas produções sendo tocadas em proporções grandes.

Duda Beat e o cover de Lana

Duda, Revelação APCA 2018, apresentou seu polêmico e conhecido cover em português de “High By The Beach”, de Lana Del Rey, abrasileirado de “Chapadinha na Praia”. A canção não está liberada em plataformas de streaming ou algo assim, mas, de alguma maneira, todos naquele lugar conheciam cada verso da música.

O cômodo se acendeu ainda com reflexos do globo de espelhos pendurado no teto do local do show, logo ao que se iniciou “Todo Carinho”. E, ao se apagar, todos sabiam o que viria a seguir: a euforia liberada por “Meu Jeito de Amar” e “Chega”, parcerias com Omulu, Lux & Tróia, Jaloo e Mateus Carrilho, que voltou ao palco para a segunda apresentação da música na noite!

DUDA BEAT mostrou para o que veio numa noite de sexta-feira com ingressos esgotados. Com a promessa de voltar imediatamente aos palcos do Rio de Janeiro, onde mora desde 2005, Eduarda se despediu com seus maiores sucessos: “Bixinho” e o remix do mesmo. Não há dúvidas de que os fãs já estão preparados para lotar mais shows da artista e que aguardam ansiosamente por seu segundo álbum de estúdio.

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