Caso Diddy: juiz nega fiança e rapper continuará preso

Após a Justiça condenar Diddy em duas acusações de transporte para fins de prostituição, o...

Soraia JoffelyNotícias2 de julho de 2025

Foto: divulgação

Após a Justiça condenar Diddy em duas acusações de transporte para fins de prostituição, o juiz do caso negou fiança ao rapper, e ele continuará preso enquanto aguarda a sentença em seu julgamento.

A sessão aconteceu horas após o veredito do julgamento, nesta quarta-feira (2).

As penas dos crimes pelos quais Diddy foi condenado ainda não foram definidas, mas podem chegar a 20 anos de prisão. O juiz definiu uma data de sentença para o dia 3 de outubro, mas afirmou que a defesa pode pedir antecipação da audiência.

Vale lembrar que o produtor foi absolvido de três acusações mais graves: duas por tráfico sexual e uma acusação de extorsão.

Depois que o júri revelou o veredicto no início da manhã desta quarta-feira, o advogado de Combs, Marc Agnifilo, disse ao juiz que ele “deveria ser liberado em condições apropriadas” já hoje. A promotoria rebateu o pedido, afirmando que representava um “risco real” deixá-lo andar livre.

Sendo assim, ele pediu para que a defesa e acusação enviassem cartas com suas propostas, afirmando que decidirá pela soltura ou não após ler as argumentações.

Nas cartas, a equipe jurídica de Combs propôs um pacote de fiança, incluindo um título de US$ 1 milhão; restrições de viagem para certas áreas da Flórida, Califórnia e Nova York ou Nova Jersey; entrega de seu passaporte; e testes de drogas.

No entanto, o pedido foi negado. Ao negar a fiança, o juiz diz que Combs demonstrou “desrespeito pelo Estado de direito e propensão à violência”.

“No julgamento, a defesa confessou a violência do réu em relacionamentos pessoais ao dizer ‘aconteceu’ em relação à Cassie Ventura e Jane”, afirmou.

LEIA TAMBÉM: Caso Diddy: Justiça condena rapper por transporte para prostituição, mas o absolve de acusações mais graves

Quando Diddy foi preso?

Combs foi preso no hotel Park Hyatt, na Rua 57, em Nova York, na noite do dia 16 de setembro de 2024.

Em sua casa, a polícia encontrou diversos suprimentos como narcóticos, óleo de bebê e lubrificante. O último item era usado nas festas que o empresário organizava na residência, localizada em uma ilha de Miami.

Segundo a promotoria, o rapper captava profissionais do sexo de diferentes partes dos Estados Unidos para trabalharem em suas famosas “festas do branco”.


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