Sean “Diddy” Combs foi condenado por duas acusações de transporte para fins de prostituição, mas a...

Sean “Diddy” Combs foi condenado por duas acusações de transporte para fins de prostituição, mas a Justiça o absolveu das três acusações mais graves: duas por tráfico sexual e uma acusação de extorsão.
No caso da última acusação, o rapper era acusado de coagir mulheres a manter relações sexuais indesejadas com prostitutos, auxiliado por uma equipe de funcionários.
Com o fim do julgamento, o produtor se viu livre de uma possível sentença de prisão perpétua, caso tivesse sido condenado pelos demais crimes. Agora, ele pode enfrentar uma pena máxima de 10 anos cada para as duas acusações de transporte por se envolver em prostituição.
Atualmente, a defesa está argumentando para que ele seja liberado antes de sua data de sentença, propondo uma fiança de US$ 1 milhão. Em resposta, os promotores federais disseram que os advogados do rapper estão subestimando a gravidade da condenação e que há um “risco real” em deixá-lo andar livre.
O juiz Arun Subramanian disse que considerará a lei antes de tomar uma decisão. Sendo assim, ele pediu para que a defesa e acusação enviassem cartas com suas propostas, afirmando que decidirá pela soltura ou não após ler as argumentações.
O julgamento do caso Diddy durou oito semanas e contou com 34 testemunhas testemunhando contra o magnata do hip-hop.
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No fim de 2024, notícias envolvendo Diddy ganharam repercussão mundial, após a cantora Cassie, hoje Cassie Ventura, ex-namorada de Diddy, o acusar de violência doméstica e abuso. Ela é a vítima central nas acusações contra o rapper.
A estrela de R&B entrou com um processo judicial em 2023, após 10 anos de relacionamento com o artista, acusando o rapper de estupro, agressões físicas e tráfico humano. Inclusive, há vídeos onde o artista aparece apenas de toalha e espanca a cantora em um corredor de hotel.
Outro episódio comentado pela cantora foi uma ameaça do ex-companheiro de explodir o carro do rapper Kid Cudi, com quem Cassie teve um breve romance. O carro de Kid explodiu dias depois.
Em fevereiro passado, Rodney “Lil Rod” Jones, antigo produtor e cinegrafista de Combs, entrou com uma ação judicial contra o rapper. Segundo Jones, Diddy o assediou sexualmente, drogou e ameaçou. A partir dessas acusações, outras vítimas do rapper começaram a surgir.
Combs foi preso no hotel Park Hyatt, na Rua 57, em Nova York, na noite do dia 16 de setembro de 2024.
Em sua casa, a polícia encontrou diversos suprimentos como narcóticos, óleo de bebê e lubrificante. O último item era usado nas festas que o empresário organizava na residência, localizada em uma ilha de Miami.
Segundo a promotoria, o rapper captava profissionais do sexo de diferentes partes dos Estados Unidos para trabalharem em suas famosas “festas do branco”.
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