2 de novembro de 2016 por Gabriel Haguiô.

A revista norte-americana Glamour divulgou nesta terça-feira (1º) a sua prestigiada sempre controversa lista de “Mulheres do Ano”. Entretanto, a publicação causou polêmica ao eleger Bono, vocalista do U2, na lista.

Com a nomeação, Bono se torna o primeiro homem a integrar a lista e será homenageado junto às outras mulheres eleitas em uma cerimônia realizada pela revista no dia 14, em Los Angeles. “Nós temos falado por anos sobre honorarmos um homem como uma Mulher do Ano, mas essa ideia havia sido deixada de lado. Homens já conquistaram prêmios o suficiente. Porém essa visão passou a ficar desatualizada e agora existem muitos homens que estão realmente fazendo coisas extraordinárias pelas mulheres nos dias de hoje. Bono é um desses caras”, declarou Cindi Leive, editora-chefe da Glamour.

Sobre a escolha, Bono afirmou em um depoimento à Glamour que “a batalha pela igualdade de gênero não será ganha a não ser que os homens deem um passo à frente e a liderem ao lado das mulheres. “Nós somos amplamente responsáveis por esse problema, então temos que estar envolvidos em suas soluções”, finalizou o cantor.


No ano passado, Bono e a sua organização ONE – que visa acabar com a extrema pobreza e com as condições precárias de saúde e educação na África – criaram a campanha “Poverty Is Sexist” (“Pobreza É Sexista”, em tradução livre) com apoio de celebridades como Robert Redford e Shonda Rhimes, que procura ajudar as mulheres mais pobres do mundo, com renda diária abaixo de dois dólares, e conectar os problemas de pobreza e igualdade de gênero. O movimento foi largamente aprovado e já arrecadou US$ 13 bilhões, renda esta que foi investida no Fundo Global de Luta Contra AIDS, Tuberculose e Malária, com doações de líderes mundiais.

Além de Bono, nomes como a ginasta artística Simone Biles, a cantora Gwen Stefani, a modelo Ashley Graham, a designer Miuccia Prada, a diretora-gerente do FMI Christine Lagarde, a ativista de direitos humanos Nadia Murad e as idealizadoras do movimento “Black Lives Matter” também integram a lista da Glamour.

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