AFROPUNK Bahia 2025 se consolida como referência da cultura preta brasileira

Festival reuniu 19 atrações no Parque de Exposições de Salvador

Allan CésarNotíciasCoberturas12 de novembro de 2025

AFROPUNK 2025 | Foto: Divulgação/Redes Sociais

Nos dias 8 e 9 de novembro, o Parque de Exposições de Salvador foi palco de mais uma edição do AFROPUNK Bahia, o maior festival de cultura negra do mundo. Nesta edição, o evento reuniu 19 atrações, mais de 18 horas de música e um público de 50 mil pessoas em uma celebração vibrante de arte, resistência e diversidade à cultura preta.

O Tracklist acompanhou de perto o festival, que mais uma vez reafirmou sua posição como um dos maiores e mais potentes do país, conectando grandes nomes e novas vozes da música brasileira e internacional.

O que rolou no AFROPUNK BAHIA 2025?

Com um line-up diverso dividido em dois dias, os destaques do primeiro momento (8) ficou por conta de Coco Jones e Péricles, que, embora pertencessem a gêneros distintos, compartilharam o mesmo clima de amor, sensualidade e alto astral em Salvador.

A cantora norte-americana, que veio pela primeira vez ao Brasil, surpreendeu ao incluir em seu repertório um break de dança ao som de O Kanalha, enquanto Péricles emocionou o público com os clássicos do Exaltasamba. Budah e BK‘ também se apresentaram, trazendo toda a potência do rap e do R&B nacional aos palcos do festival.

O segundo dia começou com o set contagiante do DJ Umiranda e seguiu com o show da MC Luanna, uma das artistas femininas em ascensão no rap brasileiro. Em entrevista ao Tracklist, a artista, que lotou o festival logo cedo, falou sobre o quanto almejava ocupar aquele espaço.

Na sequência, a nigeriana Tems fez sua aguardada estreia no Brasil, apresentando sucessos de sua carreira e colaborações com artistas como Justin Bieber e Drake. O encerramento ficou por conta de Liniker e BaianaSystem, que incendiaram o público com repertórios repletos de hits e clássicos. Liniker inclusive falou no palco sobre suas expectativas para o Grammy Latino com o álbum “Caju” – a premiação ocorrerá nesta quinta-feira (13).

Extensão do Festival

A edição baiana coroou um ano de expansão do AFROPUNK no Brasil, que em 2025 teve três versões em diferentes estados do país. Além de Salvador, o festival passou pelo Maranhão, em 2 de agosto, e pelo Rio de Janeiro, em 4 de outubro, com a edição Experience.

“A edição do Rio foi tão especial que vamos desembarcar na cidade novamente no ano que vem”, afirmou Ana Amélia Nunes, sócia e diretora de conteúdo da IDW Entretenimento, agência full service do AFROPUNK no Brasil.

Além de celebrar a música e a cultura preta, o festival se consolida também como uma importante plataforma de turismo e diversidade. De acordo com dados divulgados pelo próprio AFROPUNK Bahia 2025, durante os dois dias de evento em Salvador, houve um aumento de 40% no público vindo de fora da Bahia, além de visitantes de mais de 20 países. A edição deste ano também se destacou pela organização, pelo estilo marcante do público e pela atmosfera vibrante que tomou conta da capital baiana.

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