Entrevista: ZeRO fala sobre show no Rock in Rio, álbum “Alcino” e mais

O artista prepara, para o festival, um concerto de estreia do disco

Foto: Cred. @desculpes

Quase três anos após o lançamento de seu primeiro single, ZeRO se prepara para o maior salto de sua trajetória musical até aqui: um show no Rock in Rio 2026! Em setembro, ele realizará, no festival, seu seu primeiro show ao vivo e a apresentação de seu álbum de estreia, “Alcino”.

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O projeto musical representa uma expansão da carreira do artista – que já se consolidou no universo virtual como criador de conteúdo (especialmente como integrante do projeto Balela, junto a Calango e Caio Romano). Agora, ele prepara o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio! O título do disco carrega um peso íntimo: seu nome de batismo, Alcino, que durante a infância foi motivo de desconforto, agora ressurge como uma forma de redenção.

Para marcar esse projeto, ZeRO prepara um concerto no grande festival brasileiro. Ele se apresenta no dia 5 de setembro, no Palco Supernova, ao lado de uma banda composta por músicos de peso na cena nacional: Vitor Peracetta na bateria (que já acompanhou nomes como Matuê e Pabllo Vittar), Rafael Brasil na guitarra (integrante do Far From Alaska), Izzy Castro na guitarra (conhecido como Twin Pumpkin, artista solo, também produtor e coautor do álbum “Alcino” e parceiro na putszgrila) e Joni no baixo.

Em entrevista recente ao Tracklist, ZeRO falou sobre sua futura apresentação no Rock in Rio 2026, bem como os preparativos para o lançamento de seu álbum de estreia e detalhes do projeto. Confira a conversa abaixo!

ZeRO
Foto: Cred. @desculpes

Entrevista: ZeRO

Em breve, você vai realizar seu primeiro show ao vivo no Rock in Rio 2026, no Palco Supernova. Como estão indo as preparações para o evento?

“O show está pronto. Izzy Castro está na direção, criação e preparação desse concerto e chegou o momento de toda a banda conhecer as músicas; e, muito em breve, vamos para o estúdio colocar isso em prática. Ansiedade está a mil, a parte prática é o que mais interessa a todos”.

O show marcará a apresentação de seu álbum de estreia, “Alcino”. O que o público pode esperar do concerto?

“O que eu posso falar agora é que podem esperar total entrega de todo mundo que está envolvido para fazer isso acontecer. Eu vivi a vida toda esperando por esse dia, vou entregar tudo que eu tenho naquele palco. Vai ser um show bem barulhento, vai ter muito solo de guitarra. E o resto vai ser surpresa! E olha que vão ter algumas…”

Como foi receber a notícia de que você se apresentaria no Rock in Rio?

“Foi talvez o momento mais surreal da minha vida; Eu chorei por 30 minutos, tive uma crise de ansiedade que me deixou até preocupado na hora. É uma vida sonhando com uma oportunidade como essa. E isso tudo acontecer no RiR deixa tudo mais legal ainda na minha cabeça”!

O projeto musical carrega seu nome de batismo – o que aponta uma carga pessoal. Qual é o peso desse trabalho para sua carreira e vida pessoal?

“Eu sou o rosto e nome desse projeto, mas é um projeto meu e do meu irmão, Izzy Castro. Músicas como ‘VHS’ e ‘Closure’ surgiram em 2017, logo após eu sair da Twin Pumpkin; e, em 2022, Izzy Castro entrou nesse projeto comigo e foi o cérebro por trás dessas músicas que saíram e que ainda estão por vir. Então é como ver um filho nascer, mas um filho meu e do Izzy. Estamos juntos nessa desde o começo. É uma satisfação imensa fazer isso ao lado dele, e ‘Alcino’ vem aí como forma de respeito a nós dois, e a todos os meus fãs que aguardam por esse álbum há tanto tempo”.

“‘Alcino’ é uma forma de redenção ao meu nome de batismo, que durante toda minha infância e adolescência eu nunca gostei, mas agora vejo isso de uma forma diferente. Alcino continua sendo um nome ruim pra mim, mas agora ele está atrelado ao projeto da minha vida – logo, ele vira um baita nome”!

ZeRO
Foto: Cred. @desculpes
Quais foram os maiores desafios que você enfrentou na produção do álbum?

“Acho que conciliar o trabalho doido que eu tenho e ter a cabeça no lugar foi o mais difícil. Para mim, cantar nunca foi fácil, sou um guitarrista que virou vocalista, comecei a cantar com 18 anos e até hoje não é uma tarefa fácil”.

O álbum chega após o lançamento de alguns singles soltos. O que o público pode esperar da sonoridade e mensagens desse disco completo?

“Apesar de ter singles soltos, quando lançado, é um álbum totalmente pensado e feito para se ouvir do começo ao fim; contendo referências que carrego ao longo de uma vida. Fica difícil colocar esse álbum num único gênero musical. É mais sobre sentir, do que passar uma mensagem, exatamente”.

Por fim, o que você tem planejado para depois do Rock in Rio e do lançamento do álbum?

“Pós Rock in Rio, quero fazer uma turnê pelo Brasil e levar ‘Alcino’ ao máximo de lugares possíveis. Devo isso a todos que estão comigo ao longo de todos esses anos”.


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