Artista celebra novo trabalho, "DESCULPE O EXAGERO MAS EU NÃO SEI SENTIR POUCO”

O cantor JOTTA R lançou o EP “DESCULPE O EXAGERO MAS EU NÃO SEI SENTIR POUCO” nesta semana – o primeiro pela Urban Pop, selo da K2L. Para comemorar, o artista inaugurou a nova fase de sua carreira com um show no Rio de Janeiro na última terça (25), também marcando seu aniversário de 21 anos.
O projeto marca um momento mais maduro e experimental na carreira de JOTTA R, com faixas que exploram temas como desejo e paixão mesclando ritmos como pop, funk melódico, R&B contemporâneo e afrobeat.
Em entrevista ao Tracklist, JOTTA R reflete sobre o lançamento e relaciona o novo trabalho com sua vida pessoal.
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Em release enviado à imprensa, você fala que este EP marca sua fase mais madura, sensorial e intensa. Em que momento você percebeu que precisava entrar nessa nova era?
Depois de muitos estudos, pesquisas e alguns songcamps que realizei esse ano, tive experiências e conselhos que me fizeram expandir minha visão sobre a música e a carreira. Acho o que mais me fez saber sobre o afrobeat foi a minha viagem para República Dominicana, foi uma experiência essencial para mim esse ano.
“precipício” é apresentada como a faixa mais emocional e vulnerável do projeto, e ainda recebe feats que expandem essa atmosfera. Por que essa música se tornou o ponto central do EP e como foi dividir essa queda emocional com Kiaz e LeoDoKick?
“Precipício” foi uma faixa que no inicio que era pra ser apenas um experimental de afrohouse que acabou ficando melhor que imaginávamos. Na composição, pegamos inspirações de mulheres dos relatos que ouvimos nos nossos dia-a-dia, daí vem esse lado emocional, um pouco melancólico, o precipício.
O EP mistura afrobeat, R&B, funk melódico, pop… mas sempre mantendo sua assinatura quente e romântica. Como você encontrou esse equilíbrio entre experimentar novos universos sonoros e continuar fiel à sua essência?
Tirei inspirações de cantores como o Bad Bunny e Beleé. Eles têm suas inspirações e algumas características latinas, e eu queria manter e ter essa essência na minha música e ter como objetivo de expandir o afro e o latino.
Você encerra o projeto com “amor culposo”, talvez a sua faixa mais íntima até hoje. Foi difícil expor esse tipo de vulnerabilidade?
Sendo sincero, nem tanto. Na época estava lendo com muita frequência livros de poema que me fizeram expressar e expor o que gostaria de passar para o público. Nessas leituras pude conhecer outros significados, sinônimos e claro, tive ajuda dos compositores na época, pois gravei essa música no SongCamp que fiz com a Bárbara Dias, Cezzar, Kiaz e dentre outros que estiveram lá. Mas o Nairo foi essencial para mim em “Amor Culposo”; ele compreendeu o que precisa e me ajudou a compor essa música linda.
O lançamento oficial do EP acontece no dia do seu aniversário, com festa, show completo e gravação de visualizers. O que esse momento representa pra você pessoal e artisticamente? É o fechamento de um ciclo ou o começo de um salto ainda mais profundo?
É início de uma nova era na minha carreira e mais um grande passo na minha vida. Completei 21 anos, mais um capítulo de todos esses anos que estou na música, e acredito que esse momento vai ser de transformação e mudança. Estou com grandes expectativas para essa nova era, para o novo eu.
Quando você olha para toda sua trajetória – dos primeiros singles até turnês internacionais -, o que mais te orgulha na sua evolução pessoal e profissional?
Tenho orgulho de muitas coisas, mas as principais são a minha evolução vocal, minha equipe e as pessoas que sempre me apoiaram e incentivaram a continuar, nunca desistir. Quero muito que a minha arte seja conhecida assim como a minha história, para que possa inspirar outras pessoas.






