O artista apresenta um show com convidados especiais nesta sexta-feira (22), no Espaço Unimed

Arnaldo Antunes se prepara, atualmente, para a realização de um show especial da era “Novo Mundo”! O artista fará uma apresentação na cidade de São Paulo, e com participações especiais: pela primeira vez, Marisa Monte, Ana Frango Elétrico e Vandal se juntam a ele para interpretarem ao vivo as canções do álbum.
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Lançado em 2025, o disco “Novo Mundo” apresenta uma nova sonoridade para o cantor e compositor paulistano. Com 12 faixas, o trabalho apresenta títulos como “Novo Mundo”, com Vandal; “Pra Não Falar Mal”, com Ana Frango Elétrico; “Sou Só”, com Marisa Monte; colaborações com David Byrne e mais.
Agora, depois de meses na estrada com a turnê do projeto, o artista multimídia se prepara para um show especial. O espetáculo será registrado e dará origem a um álbum ao vivo nas plataformas digitais, além de desdobramentos audiovisuais captados na própria noite.
O show especial do álbum “Novo Mundo” ocorre nesta sexta-feira, dia 22 de maio. O evento será sediado na casa de shows Espaço Unimed, localizado na capital paulista. Ainda é possível garantir ingressos para a apresentação através da plataforma Eventim.
Em entrevista recente ao Tracklist, Arnaldo Antunes comentou sobre o show especial; além de dar detalhes da criação do álbum “Novo Mundo”. Confira abaixo!
“É o show baseado, claro, no ‘Novo Mundo’, na sonoridade do disco novo. A gente toca, inclusive, quase todas as canções do disco novo, e o show tá na estrada já faz um ano, então ele tá redondo, né? A gente achou que tá no ponto de fazer uma gravação ao vivo, audiovisual, do show. Mas a gente tem toda uma nova sonoridade com essa banda, com essa formação, que é o Vitor Araújo e o Kiko Dinucci. O Vitor Araújo, com quem eu fiz o ‘Lágrimas no Mar’, que era aquele show só de voz e piano, agora tocando teclados. Tem o Curumin, o Betão Aguiar e o Chico Salém – que já tocam comigo há muitos anos -, e Kiko e Vitor são uma novidade na minha sonoridade de banda e gravaram o disco. Aí fiz essa junção e deu muito certo; a gente está muito feliz”.
“Além das músicas do ‘Novo Mundo’, a gente rearranjou músicas antigas de várias épocas, de várias fases da carreira, trazendo-as para esse novo conceito sonoro. Então tem coisas da época dos Titãs, dos Tribalistas e de muitos momentos da carreira solo, coisas como ‘Socorro’, ‘A Casa’, enfim. E tem algumas novas que não estavam no show, mas que a gente está ensaiando como surpresas especialmente para esse ao vivo. E tem as participações especiais! Então o show vai ser também uma espécie de celebração com os artistas que participaram do disco no estúdio e que, pela primeira vez, a gente vai reunir ali no palco. As canções das quais eles participaram e algumas outras também, surpresas. Vai ser a Marisa Monte, a Ana Frango Elétrico e o Vandal”.
“Então, a gente ainda não ensaiou; vamos ensaiar mais perto da data do show. Mas eu já estou ensaiando os arranjos das canções que a gente vai fazer junto. A Marisa é uma parceira de muitos anos, né? A gente já tem uma história juntos. Eu acho que a compositora com quem eu mais tenho parcerias é a Marisa Monte. E nossas vozes juntas já soam de um jeito que as pessoas reconhecem, né? Já tem uma história da gente cantando junto que tá no inconsciente coletivo. Vou fazer com ela ‘Sou Só’, que ela gravou no disco, e mais duas outras músicas. É surpresa, mas a gente quis privilegiar coisas que nunca tinha cantado ao vivo junto. Então são surpresas boas aí”.
“Ana e Vandal são mais novos, de uma nova geração; mas, quando tem afinidade, isso independe da idade. Eu sou muito fã da Ana, do jeito dela cantar, da sonoridade dos discos dela. É uma compositora, produtora, tudo incrível: a originalidade dos timbres, das ideias musicais. Eu acho ela incrível, e foi uma contribuição muito charmosa ela cantando ‘Pra Não Falar Mal’ junto comigo. A gente vai fazer essa ao vivo e mais uma outra também”.
“Com Vandal, a mesma coisa. Foi uma participação incrível. Eu adoro o texto dele, já era fã do trabalho dele, chamei, e ele fez essa participação incrível na música ‘Novo Mundo’. E a gente vai fazer uma outra também, que vai ter um espaço para ele intervir ali, muito bacana. Eu gosto muito do jeito dele cantar; tem uma virulência que eu acho parecida um pouco com o jeito como eu cantava no começo dos Titãs. Eu me identifico um pouco com o canto dele”.
“Bom, além da ideia de trazer as participações para o palco, faltou o David Byrne, né? Porque ele tá em turnê com o disco dele. A gente pensou em chamar, convidar e tal, mas as datas não possibilitaram, não batteram. Mas, de qualquer forma, Byrne participa do disco em duas faixas bilíngues, com a gente cantando junto, duas composições em parceria nossas”.
“Enfim, acho que, além das participações, vai ter algumas novidades. Umas sete músicas que não estavam no roteiro do show até aqui e que a gente quis incluir para o ao vivo ter novidades. Então aguardem, porque tem diferença. Além disso, o show tá rodando já faz um tempo, então ele vai melhorando na estrada, vai se aprimorando tanto na coisa visual – as luzes, os aparatos, a criação do Batman Zavareze para esse show, com lasers, fumaça e contraluzes – quanto na sonoridade da banda, na performance, na passagem de uma música para outra”.
“O cenário do show são as luzes, então tem toda uma linguagem que também foi sendo lapidada conforme o show foi rolando durante esse tempo. Eu acho que o show está no ponto justo para a gente fazer esse registro, e acho que vai ser muito legal”.
“Olha, eu sempre prezo a coisa inventiva, a busca por um formato original. Não gosto muito de repetir coisas que eu já fiz. Aí, chamei o Pupilo para produzir. Eu estava vindo de um show só de voz e piano com o Vitor Araújo, né, uma parceria nossa, ‘Lágrimas no Mar’, com a qual fiquei três anos na estrada, e já estava com vontade de voltar para uma sonoridade mais pesada de banda. Então convidei o Pupilo, e foi uma coisa incrível, porque ele tem umas ideias muito especiais de usar ritmos diferentes, atritá-los e fazer mesclas. Acho que foi uma escolha muito certeira. Chamamos o Vitor, o Kiko Dinucci, o Betão Aguiar, e essa turma, dentro do estúdio, foi criando uma sonoridade que eu acho que tem um frescor em relação ao que eu já fiz anteriormente com banda”.
“Não tem muito essa coisa de levadas harmônicas. É como se os instrumentos fossem, cada um, desenhando uma linha melódica, e elas fossem se entrelaçando e formando um bordado ali, que tem um impacto. E a pesquisa de timbres, os beats que o Pupilo criou… Eu acho que é um disco que tem um frescor; eu traduziria assim. E aí, claro, no palco a gente incluiu músicas antigas do meu repertório, músicas de outras épocas que, de certa forma, rearranjamos para chegarem mais próximas dessa sonoridade do ‘Novo Mundo'”.

“Eu acho que o grande triunfo é essa sonoridade, essa liga que deu entre esses músicos: Pupilo, Kiko Dinucci, Vitor Araújo e Betão Aguiar. Claro que depois a gente traduziu isso para essa banda maior, que inclui o Curumim e o Chico Salém. Mas eu acho que a sonoridade é o grande triunfo”.
“E sobre o que foi mais desafiador… eu não sei dizer, porque foi tudo tão natural. O jeito como a gente gravou em pouco tempo, em menos de um mês… Talvez isso tenha sido desafiador. A gente não criou os arranjos antes, não ficou ensaiando para depois ir ao estúdio só registrar algo que já estava concebido. A gente foi para o estúdio com as canções muito frescas e todo mundo muito livre. Então criava os arranjos e já gravava logo na sequência, o que é um jeito de fazer que deu muito certo. Porque fica tudo muito vivo, as coisas surgindo na hora, resolvendo ali o que cada um faz, um palpitando um pouco na direção do outro. E foi saindo tudo muito espontaneamente, de forma muito fluente, sabe? O processo de feitura desse disco”.
“Mas, de certa forma, era um modo de fazer muito diferente de outros discos que eu já fiz. Então, inicialmente, antes de ir para o estúdio gravar, talvez houvesse algo desafiador nisso de ‘poxa, vamos chegar sem nada ali e fazer na hora’. Mas deu muito certo, foi muito feliz o encontro”.
“Puts, eu não sou muito de dar conselhos, dicas, nem me sinto, por ser veterano, autorizado a orientar caminhos. Eu acho que o que mais importa é criar um público próprio através de tocar ao vivo. Eu diria que fazer show é o que dá mais experiência, sentido, encontrar no feeling do público a sua onda. Enfim, foi assim que eu comecei com os Titãs, fazendo shows durante vários anos antes de gravar o primeiro disco. Acho que a estrada e o palco são importantes para qualquer artista”.
“Foi muito legal, muito diferente,. Porque eu sou um cantor que aprendeu a cantar no microfone, ouvindo sua voz amplificada. Claro que eu cantava em casa com violão, mas acontece de você aprimorar o seu canto quando ouve a voz amplificada”.
“A Gal [Costa] tem uma história que eu soube pelo filme biográfico dela que é muito legal: quando criança, jovem, adolescente, ela cantava dentro de uma panela grande para ouvir a reverberação, como se fosse uma amplificação da voz dela. E acho que isso sempre foi muito importante para mim: escutar a minha voz amplificada. E no Tiny Desk não tinha muito isso, porque é tudo gravado meio ao vivo ali; não tinha retorno da minha voz. Então a banda toda tinha que tocar muito baixinho, e a minha voz estava sendo gravada no microfone, mas eu não escutava. O que eu escutava era só a emissão natural da voz”.
“Então essa coisa de fazer quase um formato acústico, sem amplificação de nada, sem retorno, sem fone… A gente ensaiou um pouco assim, e isso fez com que fosse uma experiência nova para mim. Mas, depois que você ouve aquilo mixado, é uma grande surpresa, porque soa muito bem. Eu acho que tem um feeling especial que essa forma de atuar traz para a sonoridade depois”.
“Ah, eu estou sempre trabalhando em coisas, mas não tem nada para adiantar por enquanto. Tá muito cedo, tudo ainda muito preliminar para dizer que tem novidades, planos ou datas de lançamento e tal. Mas já estou preparando coisas novas ali”.
“É isso aí, galera! Quem quiser conferir o show do ‘Novo Mundo’ – ou quem já assistiu e quer ver numa ocasião especial, com os convidados Marisa Monte, Ana Frango Elétrica e Vandal – estaremos lá no Espaço Unimed, dia 22, com essa banda incrível: Kiko Dinucci, Vitor Araújo, Curumim, Chico Salém e Betão Aguiar, atacando para vocês. É um show que a gente vai apresentar também com algumas novidades, algumas canções que não estavam no repertório e que vamos incluir especialmente para essa gravação ao vivo. Espero vocês lá”.
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